domingo, 16 de fevereiro de 2014

Olá amigos e amigas, como vão vocês ?
Hoje deveria ocorrer a postagem da "historinha dos leitores", mas devido a alguns imprevistos ela terá de ser atrasada para o próximo sábado/domingo, então para compensar vou postar duas creepypastas pra vocês.
Boa Leitura !

Os Filhos da Semente

O texto seguinte faz parte das evidências do ataque de um estranho culto, até então desconhecido, que ocorreu no antigo armazém Boston Ice, na zona da Praça Newmarket. O texto chegou a confundir sociedades teosóficas em todo o mundo e até mesmo o especialista em ocultismo Bernd Becker, que teria dito: "Isso é extraordinariamente diferente de tudo já visto até mesmo nos círculos mais obscuros e mais secretos do ocultismo".
Não houve comentários das autoridades, mas policiais foram vistos sendo escoltados para fora do armazém pouco depois de entrar e muitos forem dados como desaparecidos. Não está claro o que causou o ataque em primeiro lugar, mas houve menções de uma denúncia anônima atingindo Howard B. Prince, um oficial que naquele época estava patrulhando a área do armazém.
...
O homem não se lembra de seu patrimônio, sua mente muito inconstante sempre vai co-existir com a verdade de sua insignificância diante o universo, um pequeno bug em seu próprio ecossistema sem importância. No entanto, há aqueles que são fascinados pelas larva estúpidas que vivem no toco podre do mundo, eu criei um interesse, uma espécie de fascinação pela humanidade. Eu o estudei, fiquei intrigado. Ele começou a me adorar com nomes, sempre mudando de um lugar para outro. Ele me deu muitas faces, e abracei todas elas, malévolamente e benevolente da forma como elas eram.
Eu não tinha prazer no acasalamento com as fêmeas e nem eles quando percebiam a plenitude do meu ciclo reprodutivo, mas ainda alguns sobreviveram e então uma lenta reprodução adiante minha descendência a partir de um grande número de gerações. Os machos serviriam apenas para transformar o que eu estava prestes a trazer a este mundo, e alguns, é claro, foram guardados para meus estudos pessoais.
Eu achei muito divertido descobrir uma das minhas encarnações religiosas. Parece haver manchas de memória deixados em cima do vidro frágil que é a mente do homem. Eu vi como as guerras foram travadas em minha honra, ambos os lados embalando seus equívocos de criador e criatura. Eu vi como seria iluminado dar um passo à frente, e eu comecei a me maravilhar com os planos para encontrar a sua origem, para que me conheçam verdadeiramente. Eu até tentei revelar a verdade para alguns deles, mas suas mentes débeis tinham apenas uma simples visão de mim, seu pai.
Então, decidi abordá-los como eles eram, minha imagem e minha carne. Desta vez, minha mensagem foi recebida, alguns riram e outros cambalearam e fugiram, mas alguns, escolha seguida por poucos, escutaram minha voz. Eles se tornaram servos ligados a mim em carne e em espírito, mas mesmo assim eles não sabiam de nada.
Pela primeira vez desde o nascimento do meu primeiro filho, eles me conheciam, eles me seguiam, eles se deleitava com minhas verdades. Eles nomearam-se Filhos da Semente e me nomearam como seu Pai. Meus filhos estão ficando cada vez mais fortes, se preparando para travar uma guerra contra os seus irmãos inferiores. E assim, mais uma vez, a verdadeira raça virá e vencerá a inferior, mas desta vez ninguém será poupado.

fonte: http://creepypasta.wikia.com/wiki/Children_of_the_Seed

A Sensação

Nós todos sentimos isso.
Você está acordado até tarde. Trabalhando, estudando, assistindo a um filme, lendo e mexendo no seu computador. Não importa o que você estiver fazendo. Você já está cansado, seus olhos ardem e você começa a ter aquela sensação que acontece depois de não dormir por muito tempo. Ok, você não pode ir para a cama agora, mas mesmo assim você fecha os olhos por alguns minutos. Tente colocar um pouco de umidade para trás de seus olhos. Então, você vai sentir a sensação. Será como entrar dentro de um penhasco, como se você estivesse em uma queda livre embora seu corpo não estivesse realmente em movimento.
Então, como uma corda elástica te catapultando de volta, você vai acordar e o seu coração vai bater um pouco mais rápido, piscando rapidamente, se perguntando o que aconteceu. Os médicos chamam isso de empurrão hipnogógico. É apenas uma reação natural, dizem eles, seu cérebro apenas pensou por um momento que você está morrendo, quando sua respiração e batimentos cardíacos ficam lentos enquanto você tenta adormecer.
O que os médicos não sabem é que seu cérebro está certo. Toda vez que você se deixa adormecer, cada vez que você tem essa sensação, você não está caindo, na verdade, você está sendo puxado para baixo. E um dia... Seu cérebro não será capaz de puxá-lo de volta.
E então, eles terão você.

fonte: 
http://creepypasta.wikia.com/wiki/The_Feeling

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Ruídos Casuais

Alguma vez você já ficou até tarde tentando pegar no sono? Se jogando e virando na cama, tentando encontrar uma posição confortável para descansar, mas você não consegue? Por qualquer motivo que seja, como as pernas ficando muito quentes, ou travesseiro ficando muito desconfortável, ou então o cobertor não é suficiente para preencher uma parte do corpo, etc.

Sozinho, na escuridão de seu quarto à noite. Agora, aqui, este é o seu próprio pequeno santuário, onde você sabe onde está tudo ao seu redor. Como sua coleção de jogos e filmes, o seu laptop repleto dos vídeos e imagens mais recentes. Mas se algo inteiramente diferente surgir no seu quarto? O que eu estou tentando dizer é aquelas rápidas e repentinas rachaduras e ruídos que se ouve quando a sala fica muito quieta. Você já ouviu? Claro que sim. Eles podem ser frequentes e muito rápidos, tão rápidos quanto um simples piscar de olhos.

A maioria de nós simplesmente os considera um simples fenômeno. Isso acontece tão frequentemente, então por que você deveria se importar? A maioria de nós provavelmente encontra uma forma de explicar isso para nos consolar. O aquecedor está ligado, e o fluir através das aberturas que expande o metal quando é aquecido dá origem a esses ruídos.

Ninguém pensa nisso. Ninguém se preocupa em perseguir e descobrir tanto assim sobre eles. Um pequeno barulho com pouco valor. Vamos enfrentá-los então. Independentemente do que você pensa deles, você pode segui-los. Cada pequeno barulho parece estar vindo de algum lugar, o seu quarto. Talvez você não os siga com os olhos, mas com a cabeça.

Vire à esquerda, vire ligeira mente para a direita, olhe para cima. Você pode seguir com a sua cabeça, mas você pode seguir o barulho para descobrir qual é sua fonte? O que esses estranhos ruídos poderiam ser?

Aqui vai uma pergunta: Que tipo de piso que você usa, Madeira? Tapete? Caminhando sobre o piso você começa a reproduzir um barulho. A madeira vai chiar em voz alta, enquanto o tapete pode chiar um pouco mais fraco. Leve isso em consideração quando você ouvir estes ruídos enquanto dorme. Pode não ser, digamos, o aquecedor, como você pensa que é. O mais interessante é que há pouca ou nenhuma distinção entre o andar no chão e aqueles ruídos que você escuta à noite, no seu quarto.

fonte: http://creepypasta.wikia.com/wiki/Casual_Noises

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Olá viajantes da interwebs, como vão vocês ?
Parece que a ideia da "historia dos leitores" tem dado muito certo em pouco tempo.
Então, por que não fazer disso uma coisa semanal ?
O plano é o seguinte, vocês me mandam seus textos durante a semana e eu posto eles no domingo ou sábado.
E agora um texto que eu traduzi, para vocês apreciarem.
Boa leitura!

Ressuscitar

Olá, linda.

Se você puder ler isso, por favor, ouça minha confissão. Você provavelmente não me conhece, mas eu te conheço há muito tempo. E eu não sei se deveria dizer isso ainda mas... Eu te amo.
Sim, eu amo. Eu realmente te amo.
Eu te amo tanto que eu construí um mundo inteiro, então você poderia viver e seguir adiante. Eu o construi apenas depois que conheci você. Você era tão bonito com seus olhos ternamente fechados. Sua pele quase translúcida que parecia estar ficando cada vez mais pálida a cada segundo. A forma como seus membros ficaram torcidos, quando suas articulações se mutilavam delicadamente para formar uma visão tão sobrenatural de vulnerabilidade. Oh, que deve ter sido uma grande queda. Não só pelo prédio possuir um altura incrível, mas porque eu sei que o mais glorioso dos anjos deve ter caído de longe. O meu anjo.

Meu anjo se contorceu no chão. Sua carne macia tinha se torcido nos lugares certos, revelando a formação artística do seu corpo. Ninguém jamais poderia apreciar tal visão, apenas eu. Ninguém além de mim jamais poderia admirar a curvatura do seu pescoço, que havia se inclinado em um perfeito ângulo de noventa graus. Assim que eu te vi lá, eu só estendi minha mão e toquei. Eu tremia em antecipação enquanto eu seguia os meus dedos para baixo de seu corpo, certo para onde ele já estava para se dividir. Ele me surpreendeu com entusiasmo, enquanto assistia seus tendões estourarem.

E eu te carreguei nos braços. Eu fui muito cuidadoso, certificando de não danificar o que restou do seu belo corpo. Alguns fragmentos do seu crânio caíram no caminho, então eu te trouxe para minha casa e te coloquei na minha cama, apreciei seus braços quebrados e os pedaços de concreto que atravessaram seu peito. Você se parecia com as pessoas que eu lia em contos de fadas antigos, ainda mais quando eu te arrumei com o vestido de casamento da minha mãe. Peguei meu livro de feitiços e estava pronto para ressuscitar você. Mas não, não era o momento certo. Eu estava com medo de que eu pudesse assustar você. Então, eu criei a sua vida após a morte como o mundo que você conheceu. Então eu poderia continuar amando você e suas feridas e isso iria durar por toda a eternidade.

Mas eu acho que você está pronto agora, para contemplar os meus olhos. Você vai viver mais uma vez e seu amor e sua beleza nunca vão morrer, os seus ferimentos serão sempre frescos e os seus ossos estarão tão mutilados como eram quando eu te conheci e você vai ser capaz de sentir o meu toque pela primeira vez. Nossos fluidos se misturarão e seu sangue frio vai se misturar ao meu(necrofilia feelings).

Não se preocupe, meu amor.

Eu vou ser tão gentil como sempre fui.

fonte: 
http://www.creepypasta.com/come-resurrection/
Olá companheiros, como tens passado ?
Mais uma postagem dos leitores, dessa vez nossa amiguinha Rafaela Valentim mandou a descrição detalhada de um sonho que teve.
Não veio com título, mas mesmo assim não deixa de ser muito legal.
Boa leitura!

Eu estava andando em uma rua conhecida, quando vi um café que nunca tinha visto, achei estranho, então por curiosidade humana entrei lá. Achei minhas amigas reunidas em volta de uma mesa, com outras meninas. Se não fosse elas, não tinha mais ninguém lá, nem atendentes, nem nada. Quando elas me viram, uma das meninas correu e trancou a porta. Uma de minhas amiga falou assim:
- Rafa, você aqui? Como encontrou esse lugar?
Eu não respondi. Elas se fecharam em volta da mesa e eu ouvi murmúrios vindo de lá do tipo "devemos matá-la", "ela nos achou", "não podemos". Até que uma menina chegou bem perto de mim e falou:
- Bem-vinda a nossa irmandade.
Depois elas me explicaram que só quem acha o café são os escolhidos, e eu já estava confusa de mais. Afinal, que irmandade? Elas me explicaram que era um jogo magico. No meio do dia aparece no seu bolso cinco cartas magicas, com tarefas que devem ser seguidas em ordem. E eu achei legal, sempre gostei de jogos em grupo. Elas disseram que quem terminasse primeiro ganhava um ponto. Quem chegasse em cem pontos realizava o seu maior desejo.
Elas disseram que eu não tinha escolha depois de ter achado o café, ou jogava ou morria. Eu podia continuar minha vida normal, mas tinha de jogar, e não podia contar a ninguém. Tudo bem, eu ia jogar. Voltei pra casa e fui dormir. No outro dia eu estava brincando com meu cachorro e com meu gato, quando senti algo no bolso. Apalpei. Cartas. Peguei elas e comecei a realizar as ações.
" Coma uma uva "
" Suba as escadas "
" Dance loucamente "
Começou a ficar meio estranho, não me importei:
" Olhe para seus animais, sou um deles "
" Quem eu sou? "
Achei muito estranho. Amassei a carta que estava aquela pergunta e joguei para meus bichinhos. O cachorro só cheirou e saiu. O gato se aproximou, cheirou e engoliu.
Sorri e entendi que quem controlava o jogo era meu gato.
Mas como?
Ok, era um jogo sobrenatural, meu gato controlava.
...
Joguei por muitos dias, até que todas nós da irmandade se reunimos no meu jardim, para conversar, fazer um lanche juntas. Sentimos as cartas no bolso. Pegamos e ficamos olhando para as cartas. Eram vermelhas. Elas sempre foram brancas. Mas ok. A primeira era assim "estou te olhando". Estranho. Deveria ser uma ordem. A segunda ainda mais "Vai para o segundo andar". Quando virei o verso da carta estava escrito "pela sua vida". Corri pra lá. Quando vi oque não deveria nunca ter visto. Um homem gordo, cortando corpo das minhas amigas, como um açougueiro. Eu e minha ultima amiga corremos. Corremos. Estávamos desesperadas.
Então acordei.
Foi tudo um sonho.
Virei pro lado, e no meu criado mudo meu celular acendeu.
Uma mensagem anonima dizia
"Continuo te observando".

autora: Rafaela Valentim AKA Rafa AKA Dois
Olá pessoas, tudo bom com vocês ? (essa introdução já esta ficando chata, mas tudo bem)
Parece que já temos um texto dos leitores.Hoje nosso amigo Lucas Prado mandou um texto que eu particularmente achei incrível, fiquei vidrado na historia  do começo até o fim e espero receber mais e-mails de vocês.
Boa Leitura !

FAMÍLIA A TRÊS

Não me lembro de onde, apenas para onde.
Estava voltando para minha casa em uma tarde ensolarada, e é isto que me lembro.
Meu nome é Eric. Sei que pouco importa, mas não vejo o porquê de não dizê-lo.
Sei também que provavelmente você não se lembrará do meu nome quando eu terminar de contar minha história. Mas estou bem com isso.
Este fato aconteceu durante minha infância. Quando eu tinha apenas doze anos de idade.
Morava em uma pequena cidade, o que significa que não tínhamos muito do que fazer.
Estávamos acostumados à monotonia da paisagem rural, ao qual provavelmente as pessoas da “cidade-grande” podem não associar-se.
Mas, como disse, voltando sabe-se lá de onde, passei por uma pequena estrada de terra. É claro que já havia, há muito, passado por ali. Esta foi provavelmente a última delas.
Desta vez, em particular, notei um pequeno desvio no caminho.
É provável que você me pergunte como não o notara anteriormente, mas a verdade é que eu não sei a resposta. Talvez estivesse distraído nas outras vezes.
(É... Talvez estivesse.).
Percebi que esta estrada não era usada há muito tempo, diferente daquela que eu já estava acostumado e que levava novamente ao asfalto trincado da cidade.
Algo dentro de mim, bem ao longe, me dizia: “Está ficando tarde, deveria ir para casa”.
Mas como sempre acontece em todas essas histórias, é óbvio que eu, no auge do brilhantismo próprio (ou vago senso de aventura incitado por desenhos de TV), resolvi verificar os caminhos por onde aquela estrada levava.
Provavelmente estivesse imaginando que teria algo de interessante para contar quando voltasse para a escola e a professora de literatura nos pedisse para escrever sobre isso.
Sabe? Aquela coisa abominável sob o título "O que eu fiz nas minhas férias de verão" ou qualquer outra porcaria do tipo.
Enfim... Não importando as razões ao certo, tomei o caminho inexplorado.
A estrada não era pequena. Na verdade, após alguns metros, tornava-se enlanguescida o bastante para um carro.
No entanto, conforme andava, percebia o porquê de seu abandono. Uma extensa cobertura de matos, valas, erosões e rochas desprendidas sobrepunham a maior parte do caminho.
Andei durante muitos metros. Centenas, ou mais.
O sol acompanhava meus passos, enquanto eu observada minha própria sombra alongar-se à frente.
Passados poucos minutos, pude ver que ao meu lado esquerdo apareciam sinais de um pequeno cercado, acompanhando a beira da estrada. Frágeis madeiras, corroídas por cupins, ainda lutavam para permanecerem em pé sobre o solo arenoso.
Ao fundo, pude observar o céu alaranjado sobre as poucas árvores cor de cinza e sem folhas, que teimavam em crescer sobre gramíneas ralas e secas.
Foi então que vi, de relance, uma pequena figura.
Não uma, pois conforme o sol caminhava atrás de mim, pude ver que eram duas, talvez três, se contasse o último contorno escurecido à distância.
Passei por debaixo do arame envolto às cercas que se pendiam na terra e cheguei mais perto.
Era um pequeno espantalho. Ao contrário do que se pode imaginar, não era nem um pouco assustador. Na verdade, era algo cômico e tosco, o bastante para até mesmo os pássaros rirem.
Vestia uma roupagem ridícula, provavelmente de algum filho de fazendeiro que estivesse apertada demais para o garoto usar. Estava rasgada e carcomida, enquanto que o pano estufado por mato seco ainda resistia por baixo.
O pequeno espantalho, no entanto, usava um boné que ainda estava intacto, apenas um pouco desbotado por conta do intenso calor do sol.
Pensei comigo mesmo, que talvez fosse uma boa ideia levar ao menos um suvenir.
Não seria roubar? Seria? Afinal, havia outros espantalhos, qual o problema em pegar um pequeno memento de um deles?
E não. Não aconteceu nada. Nada ridículo como o espantalho ganhar vida e engolir meus dedos com uma bocarra cheia de pregos no lugar de dentes. Não.
O que aconteceu foi que algo mais havia chamado minha atenção. É claro que sabia que ele estava lá. Afinal, o havia percebido antes mesmo de me aproximar do pequeno espantalho.
A cerca de cem metros de onde me encontrava, escondido sob as copas das árvores secas e cinzentas, havia um galpão.
 Um galpão. Comum e envelhecido. Que há muito deveria ser usado como despensa de materiais rurais.
 Fui até a única porta. Percebi que a fechadura não sobrevivera ao tempo.
Apenas um pedaço de ferrugem e nada mais.
Empurrei a porta, que não ofereceu nenhuma resistência, e fiquei parado, assistindo, enquanto que ela me revelava o seu conteúdo.
Até então, me encontrava em um estado de excitação absurda. E o coração acelerando conforme me adentrava naquele mausoléu de enxadas, pás e arados.
Agora aquela voz que vinha de dentro ficou mais forte:
“Volte! Volte agora. Você já viu o suficiente.”.
Mas o senso idiota de aventura ainda estava em mim.
Havia um cheiro muito forte. Não o cheiro de podre e velho, característico de lugares assombrados que as pessoas estão acostumadas a ler, mas nunca sentir.
Era o cheiro de óleo, pretejado e estragado pelo tempo. Pude ver uma estranha máquina (talvez uma grande moedora) encostada na extremidade do galpão, derramando o liquido escuro que se infiltrava sobre o assoalho de madeira podre.
Não havia muito. Apenas materiais, sacos de sementes e alguns poucos animais mortos, na maioria ratos. Um deles parecia mexer-se estranhamente. Porém observei melhor e pude ver que eram larvas brotando do buraco que um dia fora sua barriga.
Decidi que vira o bastante, estava na hora de voltar. Sentia-me apavorado e um pouco enjoado com o lugar. Não queria ficar ali.
No momento em que me virei para a única saída, eis que vejo parado sobre a soleira da porta, o contorno escurecido que anteriormente, em minha ingenuidade, pensei que fosse o terceiro espantalho.
Ao contrário do que podem imaginar, não era uma entidade sobrenatural, nem um maníaco vestido de alguma máscara assustadora.
Era um simples fazendeiro. Um senhor, que provavelmente aparentava ser muito mais velho do que sua real idade.
A expressão em seus olhos era vaga, vazia. Em parte, foi o que fez meu sangue congelar.
Ele não olhava para mim, olhava através de mim, se é que fosse possível.
O homem não ousava entrar no galpão, do qual eu me encontrava bem ao centro.
Apenas apontou em minha direção, murmurando: “O boné. Devolva-o.”.
Confesso que estava apavorado, apavorado demais para sentir vergonha ou algo do tipo. Apenas pequei o boné e andei o bastante para estendê-lo até o braço apontado do fazendeiro.
Ele o pegou, e sem nenhuma outra palavra deu as costas e desapareceu da minha visão.
Fiquei ali, estático. Demorei poucos segundos para me recuperar do susto. Recobrando melhor os sentidos, achei que deveria pedir desculpas ao homem.
Saí do galpão, deixando a porta atrás de mim entreaberta. Procurei pelo fazendeiro, mas não o encontrei.
Quando passei pelo pequeno espantalho novamente, vi que o boné estava em seu devido lugar. Parei, no entanto, para notar melhor o segundo espantalho, do qual não havia me atentado.
Ele tinha longas palhas pretas, que desprendiam de sua cabeça, talvez enegrecidas pelo óleo ou qualquer outra coisa. A roupa era de um vestido simples, porém menos desgastado do que as roupas do espantalho-garoto.
Neste momento, uma sensação de calafrios percorreu o meu corpo.
Tive a impressão de que algo estava errado.
Saí dali. No inicio a curtos passos, e, conforme me afastava, comecei a correr.
Sentia algo me observando.
Não olhei para trás, exceto uma vez.
E juro que quando olhei, bem ali, ao lado do espantalho-garoto e do espantalho-mulher, eu pude ver um terceiro espantalho.
Pregado, assim como os outros, me encarando com os olhos vagos e vazios.
Usando roupas de fazendeiro.

autor: Lucas Prado AKA 
Drin, L. P.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Olá pessoas, tudo bom com vocês ?
Hoje não trago nenhuma creepypasta (pelo menos nessa postagem).
Estou aqui pra sugerir uma ideia pra vocês leitores e leitoras do blog. Essa ideia consiste em vocês, me mandando seus textos/sugestões pelo meu e-mail, e dessa forma eu posso posta-las aqui no blog.
Pode não ser uma ideia original, mas é uma boa forma de interagir com os leitores.
Então é só isso.
Abraços muito grandes.

e-mail: joaopangelico@gmail.com

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Noite de Filmes

Você está animado para este dia. Você deveria estar, afinal de contas, você tem trabalhado duro e merece ter um pouco de diversão. Para hoje à noite você planejou uma noite de cinema com um casal de velhos amigos. Filmes de terror, é claro, como você fazia de costume desde seus dias mais jovens. Você assistiu tudo com os olhos arregalados e com mãos trêmulas enquanto contava piadas e neganva sentir qualquer medo. Ninguém quer parecer fraco, certo?

Foi por volta das 04:00 quando o último filme acabou e todo mundo foi para casa, te deixando sozinho. Você percebeu os rangidos e gemidos da noite que pareciam muito mais perceptível durante o silêncio, principalmente após assistir sobre fantasmas e gore. Eventualmente, você decidiu ir para a cama, mas não antes de uma última ida para o banheiro.

A caminhada parecia longa e difícil como sempre era depois de uma noite de sustos. Você não parava de olhar para trás, verificando se havia algo à espreita nas sombras. Você sabia que você estava sendo ridículo, mas os sentimentos de angustia teimavam em continuar. Nem mesmo dormir iria acalmar sua mente. Você se jogou na cama, virou-se e murmurou durante toda a noite. Não havia sentido em negar isso, mas eu sei que você negou, era natural.

Pois eu vi você

fonte: 
http://www.creepypasta.com/movie-night/

O Diário dos Sonhos de James

























07 de julho

Eu me sinto tão estúpido em escrever isso. Alan sugeriu que eu escrevesse um diário detalhando meus sonhos porque talvez eu possa descobrir por que eu sempre fico com tanto medo depois que eu acordo. Bem, eu acho que eu vou acabar com isso aqui até que eu realmente tiver um sonho para escrever.

James.
 09 de julho

Olhos... Aqueles penetrantes olhos negros. Me ueimando por dentro, mostrando tudo o que eu já fiz de errado. Me senti envergonhado, eles estavam ali de pé, imóveis como uma estátua. Imóveis, me julgando. Isso é tudo o que me lembro. Meu coração ainda está batendo muito rápido.

12 de julho

Eu era incapaz de me mover. Eles estavam mais perto dessa vez, não muito, mas ainda perceptíveis. Os mesmos penetrantes olhos negros.. Eu era incapaz de me mover ou gritar como seu olhar que queimava cada centímetro do meu corpo. A dor era excruciante. Não consigo nem descrevê-la com palavras. Eu queria morrer. Seus lábios se moviam e eu me lembro da sua voz rouca profunda, mas não me lembro o que suas palavras significavam. Espero que isso termine logo.

James.

JoJ3 17 de julho

O sorriso era inconfundível. Ele estava rindo da minha dor. Desta vez ele estava mais perto, ele estava bem na minha cara com aqueles olhos impenetráveis ​que estavam à um pé de distância da minha cabeça. Os gritos, eu até estremeço lembrando deles... e aqueles sinistros lábios repetindo a mesma palavra sem parar: 'VOCÊ'.


James.
JoJ4 
30 de julho

Eu não estou animado para escrever. O cheiro de ferrugem estava me deixando louco. Tentei cobrir meu nariz, e me vi preso à uma cama médica verticais pelos pulsos, cintura, pescoço e tornozelos. Comecei a sentir a queimação novamente enquanto uma porta se abria atrás de mim. Tudo o que eu podia ouvir era o seu profundo riso e o que parecia ser alguém pedindo para ser morto. Eu sabia que estava próximo.

Eu quero ser o próximo.

01 de agosto

A tortura não é mais tão ruim. Pelo menos eu posso me concentrar na luz fluorescente que pisca, deixando o a escuridão momentânea do quarto. Essa é a única vez que eu não posso ver seus olhos e a dor que eles trazem junto com eles. É nesse breve flash que eu possa relaxar e respirar de novo. Eu nem me importo o cheiro do sangue. O sangue que está escorrendo lentamente dos cortes deixaram de lutar contra as restrições do aço e caindo dentro de um balde debaixo de mim. Toda vez que esse sonho começa a caçamba está vazia, por causa do barulho oco do metal atingido pelas primeiras gotas de sangue.

Por que isso não vai acabar

James.

JoJ5

02 de agosto

Eu nem me lembro de ter dormido. Eu estava tentando ficar acordado agora, e eu não tenho consigo dormir. Ele está sempre lá, olhando para mim, esperando por mim. Olhando para mim com seu sorriso imutável. Seus olhos me queimando por dentro, aquele cheiro cheiro. Eu tenho que quebrar as amarras. Eu tenho que tirar o sangue, eu sei que é o que ele quer mas não consigo resistir. O que isso tudo significa?

Estou implorando por um fim.

02 de agosto

O cheiro foi embora e o sangue que estava no balde sumiu. Eu vou matá-lo! Essa era a porra do meu sangue! Eu tenho que ir dormir, eu devo me vingar!

James.

02 de agosto

Eu o encontrei e peguei o meu sangue de volta e o bebi também. Estou muito nesse momento sonolento, tenho que ir para a cama agora.

13 de dezembro

Eu tinha esquecido completamente desse diário. É estranho como tudo muda, não é? Eu sei que você que está lendo isso não entendeu. Eu não desejaria esses 25 dias de tortura para ninguém, mas é sempre um alívio saber a verdadeira diferença entre um sonho e a realidade. Acho que isso vai ser a minha última entrada. Afinal de contas, tudo isso é apenas fruto da minha imaginação.

James.

fonte: 
http://creepypasta.wikia.com/wiki/The_Dream_Journal_of_James

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O Caminho para o Yin

Em apenas quantas maneiras se pode reconhecer o desespero? Descobrir a escuridão escondida na mente de uma sala bem iluminada? São essas sequências de falhas sempre presentes que assombram todo o sucesso? Ou talvez apenas o conhecimento de que não há nada mais para o mundo que te espera para ser descoberto? Quando o véu é puxado para trás e você percebe que a magia sempre foi um mito, e não há nenhum tipo de ser eterno pronto para te levar embora, a vida perde o seu brilho. 
Claro, às vezes você pode vislumbrar o efeito de esforços e recompensas, mas eles sempre parecem necessitar de mais trabalho que precisa para ser feito. E depois do trabalho, predomina o tédio solitário e miséria. É ciclo inescapável. Então, qual é o ponto da nossa existência superficial? Apenas para acordar, trabalhar, comer e dormir? Esse é o destino das massas assim o seu também. Mas se você quiser, eu posso te ensinar o Caminho para o Yin.
Primeiro, eu quero que você medite. Não, não é o tipo de meditação que controla sua respiração e permite-lhe entrar na beautitude budista ou qualquer coisa assim. Eu preciso que você feche os olhos e se concentre. Concentre em toda a dor que você já sentiu. Todo o medo, tristeza , vergonha, tristeza, angústia e sofrimento que já abateu você. Você precisa revivê-los de uma forma tão vívida que esses sentimentos vão estar perto de sobrecarregá-lo, e não abra seus olhos.
Na verdade, você deve apertar eles tão forte até que você começe a ver luzes. Em cerca de 10 minutos, terríveis memórias e imagens devem inundar seu olho interior. Seu corpo vai tremer, e o suor vai começar a derramar através de sua pele. Neste ponto, tudo o que você quer fazer é abrir os olhos para fazer essas imagens irem embora, mas você não pode fazer isso. Se você tiver algum sentimento feliz em sua mente, descarte-o agora. Você deve reconhecer o peso de seu desespero nesse momento. Você vai começar a sentir uma atração enquanto o horror chega ao seu clímax. Enquanto você entra em colapso, seu corpo vai relaxar, e o contorno de olhos será brevemente impresso em sua visão.
Depois de meditar, você vai encontrar uma porta que não estava lá antes. Pode ser o lugar onde você mora ou onde você trabalha mas vai ser idêntica a todas as outras portas do lugar onde você está. Você só vai encontrá-la quando estiver sozinho, você também pode encontrá-la imediatamente ou no decorrer dos anos. Não há como ter certeza, mas geralmente vem quando você está menos preparado. A porta estará sempre desbloqueada. Quando aberta, você verá uma escuridão mais escura que sua capacidade de discernir a profundidade pode perceber. Você também vai sentir uma pontada de medo dentro de você, mas você não pode desanimar. Não vá embora para encontrar uma lanterna ou para se preparar de qualquer maneira, pois você nunca vai encontrar a porta novamente. Essa é a sua última chance.
A porta se fechará atrás de você, e você vai ser engolido pela escuridão. Não entre em pânico. O próprio caos vai ficar ao seu redor e a dor que você sentiu durante a meditação será nada comparado a isso. Você agora estará experimentando toda a agonia acumulada do mundo. Cada vida perdida, cada coração partido, e cada consciência se juntando por sua destruição. 
Este é o lugar onde as almas mais tristes e pobres são perdidas. Eles ou lutam contra a maré, se dilacerando ou vão para o desespero e são absorvidos pelo mar negro como a tinta. Você não tem que lutar.  Você deve reconhecer a dor. Deixe-a fluir através de você e levá-lo, no entanto, mantenha sua presença de espírito. Em breve você verá uma réstia de luz. Não lute contra o seu caminho para chegar até a luz, pois será ela que vai chegar até você. Ele vai chegar até você.
Uma vez dentro, você vai estar flutuando através de uma pequena esfera branca. As bordas desta esfera parecem estar mantendo você longe da escuridão na baía. Parabéns, pois você conseguiu fazer isso. Imediatamente você vai se sentir quente, energizado e em paz com o seu interior. Você também vai notar que estará compartilhando este espaço com uma outra alma. Você deve reconhecer o contorno dos seus olhos. Este homem é Yin, ou a corrente dele. 
Ele vai falar sobre o mundo como um Taijitu, rodando, sempre equilibrado, com as forças da paz e do caos fazendo companhia um ao outro. Ele vai alegar que não existe nem um bom nem um mal absoluto , pois cada instância de cada um contém uma fração do outro. Você é um testemunho desse fato, como você sobreviveu ao caos para encontrar a paz interior. Ele também irá fazer uma reflexão sobre a responsabilidade de sua atual posição. Assim como te salva contra a escuridão, ele também te protege contra a luz. Você pode se perguntar por que Yang não deixa a luz livre para conquistar tudo. Yin vai sacudir a cabeça e explicará que o lado esquerdo poderia corromper seu próprio propósito e não deixaria nada, corrompendo o equilíbrio.
Ele, então, irá te dar uma liberdade sem limites ao projetar sua forma astral física de volta à Terra. Uma liberdade de um deus e a liberdade de afetar a própria realidade. E de seu dever implacável. Você deve levar em conta tudo isso para a decisão em breve você vai fazer. Yin viveu uma eternidade e o tempo tem tomado a sua portagem sobre ele, e tudo o que ele quer agora é um fim. A sua maior liberdade reside na capacidade de acabar com sua própria existência. Com isso, ele vai finalmente encontrar a verdadeira paz. Ele simplesmente precisa de um substituto para transportar sua carga.
Por favor, considere este pedido final, você é a única chance que eu tenho. 

fonte:  http://creepypasta.wikia.com/wiki/The_Way_to_Yin