terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Five Night's At Freddy-A última Ligação



Fonte:Sigma Terror

Tabuleiro de ouija: REGRAS




Antes de mais nada, é importante lembrar que, acreditando ou não, o OUIJA não deve ser considerado uma brincadeira. As precauções apresentadas aqui são simplesmente para proteger as pessoas que porventura resolvam praticar o jogo do copo.





Nunca jogue sozinho. São necessários no mínimo dois jogadores.
Nunca permita que os espíritos levem o ponteiro para as extremidades do tabuleiro de forma que possam sair dele dessa forma. É assim que ocorre a possessão.
Se o ponteiro se mover para os quatro cantos do tabuleiro significa que o espírito contatado é mau.
Caso se esteja jogando em uma mesa ou local aonde o tabuleiro fique elevado: se o ponteiro cair no chão, o espírito foi perdido.
Se o ponteiro apontar o número oito repetidamente, um espírito mau está no controle do tabuleiro.
O tabuleiro deve ser fechado corretamente após a sessão, ou o espírito pode se rebelar e assombrar os usuários.
Nunca use o tabuleiro de Ouija quando estiver doente ou enfraquecido, tendo em vista que estas situações o mantém vulnerável à possessão.
Não fazer do uso do tabuleiro de Ouija uma rotina. Os espíritos às vezes cativam o jogador a ponto de que o contato se torne um vício.
Os espíritos contatados através do tabuleiro tentarão ganhar sua confiança através de mentiras. Por exemplo: um mau espírito pode alegar ser bom, assim ganhando sua confiança e lhe trazendo mal posteriormente.
Procure manter contato sempre de forma respeitosa e só convide para proceder seções pessoas confiáveis, seguras e que o farão seriamente. Nunca irrite o espírito ou lhe faça perguntas com ironia.
Antes de sair ou mesmo de entrar em uma seção, peça a permissão do espírito. Caso contrário, se está sujeito à possessão pelo mesmo.
Nunca use o Ouija em cemitérios ou locais aonde houveram mortes brutais. Isto pode trazer maus espíritos para o tabuleiro.
Às vezes, um mau espírito pode habitar permanentemente um tabuleiro. Quando isso ocorrer, não se poderá manter contato com outros espíritos além dele até que ele decida sair.
Se seu ponteiro for de vidro, você deve limpá-lo antes e depois de cada seção, de forma que nenhum espírito possa entrar ali. Para isso, passe-o sobre uma vela acesa.
Tabuleiros de Ouija que são jogados fora incorretamente libertam diversos espíritos que voltarão para assombrar seu dono.
Nunca empreste seu tabuleiro a ninguém. Use-o com exclusividade. Se necessário, faça seu próprio e recomende aos colegas que pedem que você o empreste façam o mesmo.
Nunca queime um tabuleiro de Ouija. Se o fizer, haverá uma manifestação da tábua. Pode ser um som desconhecido ou a aparição de algum espírito. Depois que você presenciar a manifestação, terá menos de trinta e seis horas de vida.
Há apenas uma forma correta de se desfazer de uma tábua de Ouija. Primeiro quebre-a em sete pedaços. Depois, jogue sobre ela água benta e finalmente a queime.
Se você puser junto do tabuleiro uma moeda de prata pura, espíritos maus serão incapazes de manter contato.
Nunca deixe o ponteiro sozinho sobre a tábua se não estiver a utilizando. Se o espírito levá-lo para fora do tabuleiro, estará liberto.
Às vezes maus espíritos pedirão às garotas para fazerem gestos ou executarem ações obscenas. Ignore-os. Os demais participantes jamais devem rir ou irritar-se nestas situações.

O que não perguntar em uma seção de Ouija:

Evite perguntar sobre Deus ou o que se refere a sua religião.

domingo, 3 de janeiro de 2016

O HOSPEDE DAS SOMBRAS




Um depoimento foi achado em um diário de uma garota que supostamente diz ter visto um homem em sua casa:

Era um dia frio, eu voltava da escola com minhas colegas, estávamos conversando sobre algumas pessoas que eram bastante famosas na região, logo cheguei na minha casa e fui tomar um banho, depois foi deitar um pouco e assistir um pouco de televisão. Quando olho o relógio já eram 8hrs da noite, quando meu telefone recebe uma ligação, era da minha mãe que estava viajando com meu pai para Portugal, foram visitar uma tia da minha mãe que estava doente. A ligação foi longa, conversamos por horas e mais horas, quando fui perceber já eram 11hrs da noite, estava cansada, sabia que amanhã seria um dia muito produtivo por isso decidi me deitar e tentar dormir.

Já o relato que você lerá a seguir, foi de uma testemunha, vizinha da vítima:

Já se passava das 11hrs quando escuto barulho de gritos vindo da casa do lado, os pais dela haviam viajado e pediram para me encarregar de revolver qualquer incidente. Saiu correndo de casa e entro no quintal da casa da garota, aproximou o ouvido da porta e escutou mais gritos da menina, que dizia: Socorro me tire daqui! Fui olhar pela janela transparente da porta dos fundos e vi, havia um homem dentro da casa, mas não parecia um fantasma nem algo do tipo, mas sim um doutor! Mas uma coisa eu tinha certeza, ele carregava uma faca e uma agenda de anotações. Mas algo estava muito estranho, ele não atacava a garota. Mas a garota pegou a faca dele e entravou ela na perna do homem, ele caiu no chão e falou algo para ela mas não consegui ouvir, então ele foi se arrastando até a porta e foi embora, depois disso a garota dormir como se nada tivesse acontecido.

Nota da polícia: A faca que o homem trazia era uma faca de origem romana, ele é bastante antiga, facas como aquela foram produzidas em 1897 e a produção foi proibida em 1912. Foram feitos exames de DNA no sangue do indivíduo em questão, o sangue dele era compatível ao de um antigo doutor chamado: Robert Nicholas, era um doutor nascido em 1918, não se sabe o que usa para ficar com uma aparência tão nova, apenas se sabe que 1987 foi preso, mas aparentemente apresentava ter cerca de 20 anos de idade.

Nota das outras vítimas: Outras vítimas dizem que na agenda do homem, a escritos todos os anos, e nome de pessoas que não o receberam e as que receberam em sua casa, e que ele não morrer, se for atingido por faca comum, apenas a faca romana e a produção delas acabaram a mais de um século. Ele viaja no tempo e se hospeda nas casas.

Relatos pelo mundo: Robert Nicholas foi acusado de assasinato, e há suspeita de que tenha distúrbios psicológicos, os corpos das vítimas são trancados na agenda, por um feitiço que aprendeu com seu supostos avôs, e só se sabe de mais uma coisa, ele não fala muito bem português, mas tem técnicas e magias que podem dominar qualquer um.

Cuidado, ele pode está hospedado na sua casa.
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Creepypasta de Intelectum PRO(Enviado por email)

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Escondido

''Me  Ajude mamãe. Eles estão debaixo da minha cama!''

Math se abaixa e aproxima de seu filho que  está todo encolhido e coberto com os lençois, deixando apenas aparecer seus olhos verdes e assustados.
  
''Meu filho, toda noite sempre tem uma historia dessas. Um monstro debaixo da cama, ou dentro do armário ou até mesmo na sua caixa de brinquedos. Não há por que  ter medo deles!''

''Não tenho medo deles mamãe. Tenho medo do que eles estão se escondendo...''

 

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

O Verme da Mongólia






O verme da Mongólia (Ou Mongolian Death Worm: Minhoca Mortal Mongólica*) é uma criatura criptozoológica que supostamente habita o deserto de Gobi, deserto que ocupa parte da China e da Mongólia (Que, claro, é de onde vem seu nome.)

1. Descrição.

O verme da Mongólia é descrito como uma minhoca vermelha que mede entre 0,5 a 1,0m de comprimento e seria muito grossa. Ela não é lá muito grande em comprimento, mas aqueles que já avistaram a criatura dizem que ela solta uma discarga elétrica para matar suas vítimas, e cospe ácido através de uma abertura em uma de suas pontas, que corrói qualquer coisa em que encosta e que pode matar um homem. Há também outras variações; alguns dizem que o verme possui espinhos em suas extremidades, outros dizem que possui manchas pretas pelo corpo.
O explorador Roy Chapman Andrews, que foi o primeiro a mencionar a criatura abertamente (Ver abaixo), fez uma descrição da criatura com base em relatos que ouvira:



Tem o formato de uma salsicha e tem aproximadamente meio metro de comprimento, não possui cabeça ou pernas e é tão venenoso que apenas um toque pode levar à morte instantânea. Vive nas áreas mais isoladas do Deserto de Gobi...



Ivan Mackerle, explorador Tcheco, também fez uma descrição breve da criatura, quase igual a de Andrews, mas dizendo que o verme lembrava muito o intestino de uma vaca (Por ser muito vermelho e comprido) e era tão grosso quanto um braço humano. O explorador também descreve alguns hábitos do verme da Mongólia, dizendo que este se move "de modo estranho"; às vezes rolando na areia, outras vezes espremendo suas extremidades para se mover. O verme também preferiria sair em dias chuvosos ou logo após uma chuva, que é quando ele se torna mais perigoso por causa da descarga elétrica que solta, aumentando a distância do ataque.
Há também quem acredite que a criatura hiberna em quase todo o ano, saíndo apenas durante os meses de Junho e Julho.








2. Avistamentos

As histórias mais comuns vem de nômades mongóis que passam pelo deserto, e que afirmam terem avistado o verme durante estas passagens.
Não há uma data certa para os primeiros avistamentos do verme da Mongólia. Mas a primeira vez em que foi mencionada para o mundo aconteceu em 1926, no livro On the Trail of the Ancient Men (N/T: Na trilha do Homem Antigo, em tradução livre.), do explorador americano Roy Chapman Andrews.
No livro, Andrews relata as histórias que ouvira enquanto estava na Mongólia.

Apesar de a criatura viver em uma área um tanto quanto isolada no deserto (apesar de o Deserto de Gobi ter este nome, há áreas nele que não possuem areia, apenas pedras e rochas.) e que a maioria de seus avistamentos acontecem através de nômades, os relatos de que a criatura foi vista continuam a acontecer. Desde 2005, vários programas de TV foram atrás do verme, mas sem resultados conclusivos ainda.







*Tanto 'Mongol' quanto 'Mongólico' podem ser usados para explicar a nacionalidade.

Jack, o Estripador(Últimas fotos meio fortes)

Num período de cerca de 70 dias, entre agosto e novembro de 1888, cinco prostitutas foram mortas violentamente no bairro de Whitechapel, em Londres. O modus operandi do assassino era evidente no corpo das vítimas: as mulheres eram mutiladas no rosto, no abdômen e nos genitais, além de apresentar cortes profundos no pescoço e ter os os órgãos removidos.
As mutilações ficaram mais intensas a cada ataque: o estripador não removeu nenhum órgão da primeira vítima, arrancou o útero da segunda, mutilou a face e retirou útero e rins da quarta e, além de dilacerar o corpo e o rosto da quinta prostituta, arrancou-lhe todos os órgãos internos. A única exceção aconteceu na terceira investida. Elizabeth Stride foi encontrada com apenas um corte no pescoço, indicando que Jack provavelmente tenha sido interrompido durante a execução.
Outros seis ataques aconteceram na mesma área, mas a polícia classificou todos eles como parte dos "assassinatos de Whitechapel", outro famoso caso de homicídios em série na época. As investigações envolveram vários policiais, que colheram depoimentos de mais de 2 mil cidadãos. Além disso, mais de 300 pessoas foram investigadas como suspeitas e 80 delas foram detidas para interrogatório.
A insatisfação popular pela falta de resultados da investigação motivou a formação do Comitê de Vigilância de Whitechapel. Esse grupo de civis começou a se intrometer nas investigações, patrulhando ruas em busca de suspeitos e contratando detetives particulares para interrogar testemunhas.
O estripador escreveu três cartas, mas acreditava-se que duas delas tenham sido forjadas por jornalistas para aumentar a popularidade dos crimes. A mais famosa, intitulada Do Inferno, foi parar nas mãos do líder do Comitê. Nas outras duas mensagens, o serial killer assinou como Jack, mas a escrita e o conteúdo eram incompatíveis com a carta original. As hipóteses mais difundidas sobre o perfil do matador indicavam que ele seria um morador do bairro ou um senhor de alta classe, médico ou aristocrata, que visitava Whitechapel nos fins de semana.
A combinação da brutalidade nos assassinatos e da atenção dada aos ataques pelos jornais ajudou a tornar Jack, o Estripador, famoso mundialmente, mesmo com a precaridade dos meios de comunicação da época. O assassino virou um personagem lendário e aparece, até hoje, em obras de ficção, da literatura ao cinema, além de motivar passeios turísticos em Whitechapel. Em 2006, Jack foi eleito pelos leitores da revista BBC History como o pior britânico de todos os tempos.

Onde atuava: Londres, Inglaterra
Período de atividade: 1888
Vítimas: 5 mulheres
Método: Facadas e cortes com instrumentos cirúrgicos
Suspeitos: Montague John Druitt, Seweryn Ktosownski, Aaron Kosminski, Michael Ostrog,
John Pizer, James Thomas Sadler, Francis Tumblety.
Filme: From Hell ( Do Inferno ) é um filme norte-americano de 2001, um suspense ambientado na Londres do séc. XIX cujo mote é o famoso caso envolvendo o serial killer inglês Jack, o Estripador. O filme foi dirigido pelos irmãos Hughes (Albert Hughes e Allen Hughes) e é estrelado, por Johnny Depp, Heather Graham, Ian Holm e Jason Flemyng.



























Carta Do Inferno:

Foto das vítimas:

1ª vítima:
Mary Ann Nichols


2ª vítima:
Annie Chapman

3ª vítima:
Elizabeth Stride

4ª vítima:
Catherine Eddowes

5ª e última vítima:
Mary Jane Kelly


Fonte:Creepypasta(cripta virtual)

Para Onde as Crianças Más vão

Eu deveria ter uns seis ou sete anos, quando eu morava no Líbano. O país foi devastado pela guerra na época, e os assassinatos eram comuns e frequentes. Lembro-me durante uma era particularmente cruel, quando os bombardeios raramente cessavam, gostaria de ficar em casa sentado em frente a minha televisão assistindo a um show muito, muito estranho.

Era um show infantil que durava cerca de 30 minutos e continha imagens estranhas e sinistras. Até hoje eu acredito que o show era uma tentativa secreta dos meios de comunicação usarem táticas de intimidação para manter as crianças no lugar, porque a moral de cada episódio gira em torno de ideologias muito tensas: coisas como, "crianças más ficam até tarde", "crianças más ficam com as mãos debaixo das cobertas quando eles dormem", e "crianças más roubam comida da geladeira à noite."

Era muito estranho, e em árabe ainda para variar. Eu não entendia direito, mas a maior parte das imagens eram muito gráficas e aterrorizantes. A única coisa que eu gravei e não irei me esquecer, foi a cena final. Ela permaneceu quase a mesma coisa em todos os episódios. A câmera aumentava o zoom em uma velha e enferrujada porta fechada. Quanto mais próximo da porta, mais alto os gritos agonizantes se tornariam. Era extremamente assustador, especialmente para a programação infantil. Em seguida, um texto aparecia na tela em leitura árabe: "É para onde as crianças más vão." Eventualmente, a imagem e o som iriam desaparecendo aos poucos, e então seria o fim do episódio.

Cerca de 15 ou 16 anos depois eu me tornei um fotógrafo jornalístico. Esse show ficou marcado em minha mente por toda a minha vida, surgindo em meus pensamentos esporadicamente. Eventualmente, eu cansei disso, e decidi pesquisar sobre o programa. Eu finalmente consegui descobrir a localização do estúdio onde grande parte da programação desse canal tinha sido gravado. Após mais investigação e, eventualmente, viajar para o local, eu descobri que era agora desolada e tinha sido abandonada após a terrível guerra terminar.

Eu entrei no prédio com minha câmera. Ele estava queimado por dentro. Ou um incêndio eclodiu ou alguém queria incinerar todos os móveis de madeira. Depois de algumas horas cautelosamente fazendo meu caminho para o estúdio e tirando fotos, eu encontrei um quarto isolado e fora do caminho. Depois de ter que romper algumas fechaduras velhas e conseguir romper a porta muito pesada, eu permaneci parado e congelado na porta por alguns minutos. Vestígios de sangue, fezes e fragmentos de ossos minúsculos estavam espalhados pelo chão. Era uma sala pequena, e uma cena extremamente mórbida.

Mas o que realmente me chocou e me fez correr desesperadamente de lá foi avistar um microfone pendurado no teto, no meio da sala...

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O bosque das almas



Há dois dias perdidos naquela mata, tudo parecia o inferno. Eram em oito no início da aventura. Saíam de casa para o bosque das almas com a intenção de beber, fazer sexo e descansar, mas agora os três sobreviventes da chacina corriam por suas vidas, enquanto o assobio aterrorizante os seguia por entre as árvores. Ana Alice, uma linda loira, parecia cansada, seu namorado, Jonas, um rapaz moreno, forte e de olhos verdes, a levava nos braços, e o terceiro era Samuel, um ruivo alto de porte atlético, finalmente avistaram uma cabana antiga, na qual se esconderam.

Essa maldita está brincando com a gente – disse Samuel – nos deixou vivos pra se divertir.




– Nós vamos morrer amor? – perguntou Ana – estou com medo.




– Não tenha – respondeu Jonas a abraçando forte




Enquanto ficavam lá, ouviram o mesmo assobio infernal de algumas horas atrás, quando viram seus amigos serem esquartejados e devorados pelo que parecia ser uma menina branca de cabelos pretos, com dentes afiados e que cortavam como facas. Matava com suas garras afiadas, com a qual furava os olhos e a jugular, comendo as vítimas em seguida.




O assobio foi se intensificando até tornar-se um berro horrendo, e a criatura aparecer atrás do casal, espirrando sangue do rapaz no rosto de sua namorada e devorando-o em sua frente. Ana tentou fugir, mas teve o cabelo puxado e os olhos perfurados, caindo estrebuchando no chão e morrendo lentamente, até ser comida pela criatura. Samuel conseguiu fugir, mas foi posto num manicômio após contar a historia, e ainda foi acusado de ter matado todos os amigos, enquanto no bosque das almas os corpos nunca foram encontrados, e o derramamento de sangue nunca chegaria ao fim.



quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O Ritual Proibido

Olá seres obscuros,como estão?
Agora vos trago,uma creepypasta,enviada no email do blog,de um leitor nosso o Matheus Coelho,chamada "O Ritual Proibido".
Espero que gostem,e lembrem-se:CUIDADO!!!


Yuki olhou através da pequena janela do quarto ao perceber que a lua voltara a aparecer. Não conseguia lembrar quando foi a última vez que vira uma lua cheia tão grande como aquela. A forte luz que brilhava nas águas escuras só deixava a vista dali mais incrível. Se realmente tinha que ficar isolada para a purificação aquele definitivamente era o melhor lugar. Tudo que se ouvia naquela região era o som das ondas do mar batendo nas rochas. Yuki gostava, mas não escutava mais nada há dias e já estava começando a se irritar.
Um dos sacerdotes acabara de deixar sua refeição, mas ela nem conseguiu tocar na comida. Não conseguia parar de pensar na sua irmã, que não via há dias. Se Miya estivesse ali provavelmente iria obriga-la a comer, mas não tirava da cabeça as palavras de seu pai. “O futuro da nossa comunidade agora depende inteiramente de vocês, esse será o destino das duas.” Seu pai era o Sacerdote Chefe da vila, e ele próprio um Remanescente. Ele havia realizado o Ritual do Sacrifício com seu irmão gêmeo há quase 25 anos e ele mesmo tivera a ideia de oferecer as filhas para o próximo, após o ritual dos irmãos Miura ter fracassado. Para ele e para quase todos da vila era uma honra. Uma glória eterna para a família. Mas Yuki e Miya Kimura pensavam diferente. Yuki achava extremamente cruel e desnecessário e nunca iria conseguir estrangular a própria irmã.
O novo ritual era dentro de apenas alguns minutos, mas Yuki e Miya tinham armado um plano com o irmão Miura Remanescente. Akira Miura havia orientado as irmãs que quando fossem ser levadas para o ritual elas deveriam correr o mais rápido que puder até o Grande Carvalho, que ficava ao sul da vila. Lá ele iria deixar as irmãs aos cuidados do seu amigo folclorista da cidade, que concordou em ajudar. Akira foi tomado por uma profunda angústia após ter estrangulado seu irmão gêmeo no Ritual do Sacrifício anterior e não queria aquele mesmo destino para suas amigas Yuki e Miya. Yuki sabia que aquele era o único jeito. Não queria mais fazer parte daquele lugar. Teria que se despedir de todos para sempre e iniciar uma nova vida com sua irmã.
Yuki vestiu o quimono branco que havia sido deixado para ela pela manhã e esperou. O Senhor Kimura, pai de Yuki, destrancou a porta minutos depois e entrou no quarto. Yuki pôde ver os Sacerdotes Velados do lado de fora, alguns seguravam tochas e outros carregavam varais budistas de metal.
-Está pronta, minha criança? – disse o pai de Yuki, quebrando o silêncio.
Ela apenas o encarou com seus olhos negros, deixando seu medo transparente. Seu pai forçou um sorriso cínico e estendeu a mão para ela. Como ele podia deixar a filha nessa situação? Como ele podia obrigar que sua própria filha estrangulasse a irmã em um ritual sem sentido? Yuki naquele momento desejou que seu pai estivesse morto.
- As Trevas não irão tolerar outro ritual fracassado. Nós precisamos de vocês – disse com calma.
Yuki nunca entendeu o que seu pai queria dizer com essas tais “Trevas”. Ele também costumava dizer às filhas que gêmeos tinham um poder espiritual muito grande e que elas um dia, assim como ele, iriam participar de uma cerimônia importante.
Yuki andou em direção aos sacerdotes, deixando seu pai com a mão estendida. Os sacerdotes usavam um manto todo preto com apenas um cinto de corda vermelho, o que era incomum para sacerdotes tradicionais. Porém o que era mais incomum era o véu que encobria seus rostos completamente. Yuki não entendia para o que servia aquilo e esperou o sinal de Akira, enquanto seu pai andava em sua direção.
De repente um forte estrondo rugiu. Os sacerdotes olharam surpresos para o clarão. Yuki soube imediatamente que Akira havia conseguido explodir alguma coisa e sabia que aquela era sua única chance. Então, ela começou a correr rapidamente para o sul da vila com seu coração quase escapando pela boca. Ela olhou para trás e viu seu pai gritar alguma coisa, enquanto apontava furioso para ela. Imediatamente vários sacerdotes arrancaram o véu do rosto e correram atrás dela. O local todo estava muito escuro e talvez fosse fácil despista-los. Yuki iria encontrar com Miya no Grande Carvalho se tudo tivesse dado certo pra ela.
Yuki começou a atravessar a ponte de madeira que separava os participantes do ritual do resto da vila. Ela rapidamente pulou o guarda-corpo e se pendurou para fora segurando nas tábuas de madeira. Os sacerdotes cruzaram a ponte sem perceber Yuki e entraram na vila. Ela fez força nas mãos, subiu de volta e foi na outra direção.
Yuki viu Miya de costas para ela aos pés do Grande Carvalho e a chamou. Miya virou-se e pareceu que Yuki estava diante de um grande espelho. Além de gêmeas, Miya parecia ter a mesma expressão doce e suave no rosto. Apesar de ser mais nova Miya sempre cuidou de sua irmã, as vezes quase sendo uma segunda mãe. As duas irmãs se abraçaram forte.
-Você está bem, irmã? – disse Yuki enquanto uma lágrima escorria do seu rosto até cair no ombro de Miya.
-Estou... – Miya olhou para a irmã e continuou – Akira foi capturado, eles o descobriram. Ele disse que o amigo folclorista da cidade estará a nossa espera à beira do lago. Temos que ir pra lá rápido!
-Vocês estão cientes do erro que estão cometendo?
Yuki e Miya gelaram ao verem o Senhor Kimura diante delas e vários sacerdotes atrás dele carregando tochas. As duas começaram a correr rapidamente, adentrando a floresta.
-Peguem-nas! – gritou o Senhor Kimura para os sacerdotes. Eles prontamente obedeceram as ordens e começaram a perseguir as garotas.
Miya era mais ágil e estava deixando Yuki para trás. A floresta era muito densa e nenhuma das duas conseguia enxergar mais que um palmo à frente. Yuki virou-se e viu a luz das chamas das tochas dos sacerdotes se aproximar.
-Miya! Espera! Não me deixa para trás!
-Vem rápido! – virou-se para Yuki enquanto corria.
Miya mesmo assim apressou o passo enquanto tentava lembrar qual era o caminho do lago, mas estava muito escuro... E silencioso de repente. Não conseguia mais ouvir Yuki ofegante. Miya parou e virou-se. Sua irmã não estava mais lá, não tinha mais ninguém.
-Yuki?! Yuki!
Miya começou a tremer, voltou um pouco pelo lado que veio, mas não havia sinal algum de Yuki.
Yuki estava a poucos metros dali e pôde ouvir sua irmã. Ela tentou gritar de volta, mas sua voz não saiu ao virar-se e dar de cara com os sacerdotes. Ela tentou recuar, mas os sacerdotes a agarraram. Ela se debateu com fúria e tentou chuta-los, mas eles começaram a leva-la de volta a vila. Yuki viu alguns sacerdotes irem atrás de Miya.
Yuki foi levada até a casa de um dos moradores. Ela sentou no chão quase soluçando enquanto ouvia os sacerdotes e residentes da vila ao seu redor tentando decidir como eles realizariam o ritual agora. Seu pai estava entre eles.
-Não temos mais tempo, Miya não voltará! O ritual deve ser realizado hoje ou as Trevas reinarão sob nossa comunidade! – disse o Sacerdote Chefe, o Senhor Kimura.
-Pai, por favor... Não faz isso! – Yuki soluçou.
O Senhor Kimura curvou-se para Yuki e limpou suas lágrimas do rosto.
-Não chore, minha criança. Há sacrifícios que devem ser feitos para um bem maior.
Yuki não percebeu nenhuma emoção na frase dele. Ela e sua irmã haviam sido criadas por seu pai com mãos de ferro. Ele sempre fora severo e duro, mas ela não imaginaria que um dia iria implorar por sua vida a ele. O Senhor Kimura ordenou que levassem Yuki até o Abismo Oco.
Yuki andou no meio dos Sacerdotes Velados até uma parte da vila onde nunca tinha ido antes. Ela viu uma corda improvisada amarrada em uma parte de madeira do telhado de uma casa próxima. A ponta da corda estava atada de modo a formar um
círculo, onde sua cabeça podia entrar facilmente. Yuki sentiu um frio maior percorrer sua espinha ao ver o Abismo Oco. Era um enorme buraco que estranhamente formava um quadrado perfeito de mais ou menos 8 metros em cada lado e com a lua cheia posicionada exatamente em cima. Yuki foi guiada até a corda, enquanto os sacerdotes começaram a rodear o abismo. Ela, a essa altura, já não acreditava mais que sua irmã voltaria para salva-la.
Miya finalmente havia achado o caminho de volta à vila. Tinha que salvar sua irmã. As duas eram unha e carne. Miya nos últimos dias tinha pensado como seria viver sem sua irmã e não conseguia suportar a ideia. A amava tanto que podia facilmente abandonar seu povo e não voltar nunca mais. Aquele ritual era sádico. Cruel. Desumano. Akira havia dito que para apaziguar as Trevas era preciso de jovens gêmeos idênticos. Ele mencionara que a energia liberada quando o irmão mais velho estrangulava o mais novo era tão forte que o povo da vila acreditava que era suficiente para acalmar as Trevas que viviam no Abismo Oco. Miya tentou afastar os pensamentos ruins e continuou correndo na esperança de encontrar o local do sacrifício.
O Senhor Kimura passou a corda sobre a cabeça de Yuki e em seguida apertou o nó no pescoço. Ela se equilibrava em pé em cima do corrimão da varanda no segundo andar da casa com as mãos atadas.
-Chegou a hora, filha – disse o Senhor Kimura antes de dar um beijo no rosto dela.
O Senhor Kimura a empurrou forte. Yuki gritou ao cair da varanda, seu corpo ficou suspenso pela corda em volta de seu pescoço. Ela começou a agitar as pernas histericamente e tentou soltar as mãos, mas nem sequer conseguia chorar mais. A corda balançava o tempo todo e seu corpo girava enquanto ela tentava desesperadamente respirar. Então Yuki começou a sentir sua visão escurecer, suas pernas vagarosamente acalmaram e a última coisa que pensou foi por que Miya não havia voltado por ela.
Após cortarem a corda, o corpo de Yuki foi levado pelos sacerdotes até a beira do abismo. O Senhor Kimura conduziu o processo de perto, enquanto alguns moradores murmuravam preces. Dois sacerdotes levantaram o corpo de Yuki e o mergulharam na escuridão infinita que habitava aquele lugar.
Miya atravessou a ponte de madeira em busca de Yuki quando de repente ouviu um estrondo enorme. Ela sentiu o chão tremer e ouviu um forte zumbido no ouvido. Miya seguiu o barulho até um grande portão no lado norte da vila. Ela viu alguns moradores e sacerdotes correrem desesperados para fora, gritando de pavor. Eles nem pareceram nota-la, só estavam preocupados em fugir dali.
Miya adentrou o local confusa e viu o Abismo Oco. O zumbido parara e o lugar parecia estar vazio. A lua encoberta pelas nuvens deixava tudo mais escuro. Miya andou em direção ao buraco quando de repente um relâmpago iluminou tudo. Vários corpos mutilados estavam espalhados em volta da área toda. Sacerdotes e moradores jaziam banhados em sangue. Miya gritou, recuando para trás e tropeçou. Ela virou e viu seu pai engasgando sangue na sua frente. Ele tentou dizer algo para ela, mas foi interrompido quando seu pescoço girou sozinho para o lado rapidamente. Miya gelou ao ouvir o estalo dos ossos. Ela rapidamente se levantou e ouviu uma risadinha.
Miya virou-se e deu de cara com Yuki de cabeça abaixada, em pé, à beira do abismo. Seu quimono branco estava encharcado de sangue. Yuki levantou seus longos cabelos negros expondo uma terrível marca vermelha em volta do pescoço e começou a gargalhar. Os risos agudos eram assustadores, não pareciam ser humanos. Miya percebeu que aquela não era mais sua irmã e sentiu uma forte onda de medo percorrer seu corpo. Ela virou-se rapidamente preparada para sair, mas de repente os risos cessaram. Então, Yuki apareceu de frente para Miya de repente. Ela caiu para trás e se pôs a recuar.
-Você vai me deixar de novo? – Yuki sussurrou numa voz medonha enquanto se aproximava rápido de Miya – Você vai me deixar pra trás de novo, irmã? Você deveria ter cuidado de mim – Yuki riu.

Miya gaguejou, mas não conseguiu dizer uma palavra. Ela virou-se para o abismo e viu uma onda negra de escuridão engolir toda a vila. Virou de volta para o que um dia foi sua irmã e, a última coisa que viu foram seus enormes olhos negros tomados pelas Trevas.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Voltando a postar(de novo) no blog e Gameplay

Olá seres obscuros,como estão? Peço desculpas pela ausência.Voltarei a postar normalmente no blog,prometo. Para compensar,gravei um Gameplay,que foi postado no meu canal (deem uma conferida nele:https://www.youtube.com/channel/UCDPoB_OdygsVNCGfxoBBDLw).