sexta-feira, 17 de julho de 2015

Baseado em fatos reais-Casper

Olá seres obscuros,como estão?
Vos trago,uma creepypasta,retirada do blog Creepypasta Brasil,onde eles fazem um video baseado numa ligação feita para a policia,uma ligação real,e por esse motivo,irei adicionar uma nova "tag"...Não..na verdade,duas:"Baseado em fatos reais" e "assassinos",para haver maior identificação entre as postagens.
Tenham uma boa leitura,e lembrem-se..
Cuidado....


Por: LeMohamedAki


 Transcrição da ligação

-911 emergência. Você precisa de ajuda ?
-Sim, por favor , há alguém em minha casa
-Sim, senhor, eu estou comunicando à polícia , Você está em ( editado) apartamento dois ?
-Só por favor , por favor. Peça a alguém para vir pra cá ,
-Eu vou , senhor, mas eu preciso que você confirme o seu endereço primeiro.
-É ( editado) apartamento dois .
-Okey , a polícia está a caminho, mas vou precisar que voce se acalme , Você sabe se é um homem ou uma mulher ?
-Eu não sei, Eu só vi a parte de trás de sua cabeça, o couro cabeludo foi arrancado,
-Desculpe senhor?!
-A pele estava pendurada do lado fora de sua cabeça, ele começou a se virar para mim, mas ,,,
(vidro quebrando)
-Tudo, tudo....tudo apenas começou (?)
- Você é capaz de chegar a uma saída?
- Não eu estou no armário... OH meu Deus.
-Tudo bem, eu preciso que você fique calmo, Voce tem algo que possa usar para se proteger?
- Han... tem alguns cabides!
-Ok pegue um cabide e endireite-o.
- São todos de plástico!
- Ok senhor, tem mais alguma coisa?
(estrondo indeterminado)
-Vá embora!
-O que esta havendo?
-Vá embora
-Senhor?
(som metálico indeterminado)
-Eles estão do lado de fora da porta
-A policia está há alguns minutos daí. eu só preciso que você aguente um pouco mais de tempo
-Por favor, por favor.... eu estou tao assustado. Eu estou tão...
(porta abrindo)
- OI! EU SOU O CASPER!
-OH meu Deus
(estrondo indeterminado/rugido)
-Senhor, senhor, você está aí?
-OH meu Deus
(estrondo indeterminado/luta)
-Senhor?


A voz dele foi ficando mais distante, como se tivesse sendo levado pra longe, apesar de ainda estar gritando, a voz dele foi sumindo. Risadas de crianças ecoaram do outro lado da linha. A operadora deu um pulo de susto com o coração na mão. Os gritos pararam. Silencio.
- Alô? quem está ai? - perguntou ela.
Ouviu mais uma vez uma risadinha abafada ao longe.
- Quem está ai!? - quase gritando.
- Olá! - uma voz fina e feliz respondeu do outro lado. Uma voz que lhe causou frio na coluna e que vai tirar o sono dela por muitos dias.
- A policia está chegando, não tem pra onde correr.
- Eu sou Casper!
A linha fica muda antes que ela pudesse dizer qualquer coisa.



***


Alguns minutos depois, a policia chegou ao local. A porta do apartamento estava aberta, mas nenhum vizinho acordado. A casa estava revirada, mas ao que parecia o intruso não buscava por algo, mas sim, destruir coisas.
No quarto, encontraram a porta derrubada e mais uma vez, tudo revirado. Houve luta ali. A porta do armário estava aberta e um rastro se sangue seguia direto para o espelho de parede, terminando nele. O lençol da cama tinha sido arrancado como se alguém tivesse se agarrado a ele. O lençol estava esticado no chão, a alguns centímetros do espelho.
Ele aponta sua lanterna para o espelho. Uma marca de mão pôde ser vista nele. Uma marca de mão do tamanho da mão de um adulto. Analisou a marca com cuidado... quase não reparou no sorriso largo e cheio de dentes que apareceu no reflexo do espelho.


"Oi!"


quinta-feira, 16 de julho de 2015

Nunca Estive Sozinho-(Video de Terror Real)

Vídeo de um leitor e muito parceiro nosso,de uma creepypasta já postada aqui no blog.
Assistam esse ótimo vídeo XD.

 

Canal:Terror Real

Amigos para sempre

Tudo começou numa briga,fui encurralado por vários caras e então ele apareceu,eu me lembro
até hoje,parecia que ele havia botado medo naqueles 4 caras,eu não sabia muito bem
de onde aquele cara era mas ele me salvou de levar uma bela surra então pra mim aquilo já
bastava pra virarmos amigos,e quem diria que a partir daquele dia iriamos ser amigos durante
mais de 3 anos? Só depois que fui descobrir que ele estudava na mesma escola que eu, o que
era estranho porque eu nunca havia visto ele na minha escola,seu nome era Andrew,porém eu
sempre o chamava de Aj,que era só uma abreviatura para Andrew Johnson,Anos foram se passando
e nossa amizade só aumentava,desde o dia em que ele me salvou em uma briga haviam se passado
15 anos,naquele dia ia completar 3 anos que nos conhecemos,apenas eu tinha me lembrado
então resolvi ligar pra ele naquela noite para irmos em algum lugar encher a cara e quem sabe
arranjarmos alguma garota? Aquela noite tinha sido incrível,deixei ele na frente da casa dele
com meu carro e então voltei pra minha. Naquele dia nem tinha me acordado para ir a escola
estava mal pela noite passada,como eu estava morando sozinho não iria acontecer nada mesmo,
porque eu não teria minha mãe enchendo o meu saco para eu ir para a escola,por mais que ela
morasse na mesma rua que eu junto com meu pai e minha tia,Andrew morava com seu pai,como
aquele cara amava seu pai,não sei se era pelo fato dele nunca ter conhecido a mãe dele que
morreu em seu parto,porém aquilo nunca o abalou,claro que deve ter machucado ele muito,mas
certeza que ele havia superado a perda,claro que seu pai havia contado para ele quando viu
que não tinha mais como esconder,Ele adorava contar histórias de sua vida pra mim,por isso eu
o admirava muito,ele era aquele típico cara pacato porém se alguem pisasse no calo dele ele
iria revidar,eu tinha certeza que a gente iria ser amigos para sempre porém no dia da nossa
formatura escolar um cara o ameaçou e então ele quebrou o seu braço,eu não fiquei muito
surpreso,ele sabia várias lutas marciais,e então Andrew manda ele ir embora e então ele sai
com um olhar de raiva,nem demos muita atenção para isso porém no dia seguinte recebo uma ligação
' Venha aqui ver seu amiguinho implorar pela vida' Eu sabia que tinha a ver com aquele cara
então sem pensar duas vezes,com medo que fizessem algo com o meu amigo pego um taco de beisebol
que eu tinha,e sigo em direção a casa dele,chegando lá vejo a porta arrombada,porém com uma cadeira
fechando-a talvez para as pessoas não virem o que estava acontecendo lá dentro,entro na casa e vejo
algo que mudaria minha vida para sempre Andrew no meio de sua sala,morto,e sem os seus dois braços...
Eu nunca vou entender até que ponto alguém poderia chegar a tal ato,tamanha crueldade,lágrimas
escorriam de meus olhos e então eu me lembro dos gritos que eu dei ao ver aquilo 'Porque Deus,Porque?'
E então eu vejo na mesa um celular,sim era o celular de andrew e nele havia uma gravação,começei a ver
temendo ser o que eu pensava,sim,era a gravação do ato,eram exatamente 4 caras,talvez amigos do que
Andrew teria quebrado o braço,não quis ver o resto,eu estava em choque,minhas pernas tremendo,
então resolvi entregar aquilo para a polícia mas antes,eu liguei para os nossos colegas e pedi para
que nos encontrassemos na minha casa daqui a uma hora,eu não podia deixar nossa amizade ser em vão
nossa amizade tinha que ficar dentro de mim pra sempre,em meia hora eu havia limpado toda a casa dele
jogando fora toda a droga que estava nela,sim,Andrew era um viciado,porém havia abandonado as drogas
a certo tempo,então após arrumar a casa dele,volto pra minha e termino de fazer um jantar,eu havia
combinado com meus colegas pelo celular,deles aparecerem aqui,eu não contei o verdadeiro motivo
que era contar que Andrew havia morrido,eu não havia ligado para a polícia,só eu tinha visto,só eu
sabia o que estava acontecendo,até que tocam minha campainha,são praticamente todos nossos colegas,
peço para que sentem na mesa e digo que é um jantar apenas,após todos terem jantado,eu resolvo contar
o que havia acontecido,digo que queria eternizar nossa amizade com Andrew,principalmente a minha
eu sabia que a partir daquele dia ele sempre estaria dentro de mim.
Até hoje eu não entendo o motivo pelo qual acharem que eu matei o meu próprio amigo,a polícia também
me tinha como principal suspeito até o dia que acharam aquela maldita filmagem,eu tive que mudar de
país,fazer novos amigos porque aqueles não eram amigos de verdade,esse pequeno pedaço de papel e esse
toco de lápis é o que me sobrou nesse lugar,não consigo aceitar que me trancaram aqui,eles acham
que sou louco,não sei se foi pelo fato de terem achado que eu tramei a morte de meu amigo,ou pelo
fato fato de o ingrediente daquela janta ser os pedaços do meu velho amigo... Não importa sei que
tenho a certeza que Andrew sempre estará dentro de mim...

Creepypasta enviada por The Spn

Warface-O Lado Macabro


                                                   


   Olá, meu nome é Marcos e tenho 16 anos tenho que contar meu relato, era umas 1:00 da manhã em um sábado, como eu já estava cansado de trabalhar e domingo eu folgaria, resolvi jogar um pouco de warface, nesse dia o jogo estava dando bonificação de XP, por causa do aniversário do jogo, então decidir jogar a madrugada toda pra upar bastante.

    Quando entrei no jogo meus amigos, Rubens e Felipe estavam online já jogando, então entrei em uma sala qualquer só para passar um tempo pra gente jogar juntos, enquanto eu estava jogando sozinho notei que um cara não parava de me seguir no jogo, onde eu estava ele também estava. O nick dele era um tanto quanto diferente era Boy Hell 666, aí quando a partida acabou ele me enviou convite no jogo, sem hesitar aceitei.

    Foi quando as coisas começaram a ficar estranhas, Felipe e Rubens já tinham acabado a partida, então eu chamei pra call no Skype. Então a gente fico conversando e tal, nós entramos em uma sala, e aquele cara entrou também, ele não parava de me seguir. Então Rubens disse:

Rubens:  O que esse cara tá arrumando da vida? Só fica atrás de você.

Felipe: Tá querendo come ele kkkk.

Marcos: Aff sai fora mano, se é louco.

De repente Boy Hell 666 começo a dizer umas coisas nada haver tipo. Go to hell (vai para o inferno) eu fiquei boiando, não entendi por quê dele dizer aquilo do nada então eu disse.

Marcos: O que você tem mano ? Tem problema maluco. Então Felipe com aquele jeito folgado dele disse.

Felipe: Vai se fude seu noob de bosta.

Boy Hell 666 respondeu por audio do jogo: Tem gente que fala de Deus, mas com o Diabo no corpo.

Rubens disse: Que merda é essa?

Marcos: Esse cara tá na Nóia só pode.

    Foi aí então que a tela inicial do jogo de carregando apareceu do nada, eu e meus amigos pensamos que tomamos DC do jogo porque nossa internet não é tão boa. A gente foi redirecionado a outra sala do jogo do nada.  Ficamos confuso e nome da sala era Welcome to the hell, estranhamos muito isso e o cara que a gente estava contra era aquele meu                 “amigo” Boy hell 666 ele começo a fala coisas muito bizarras, começo a dizer nome de nossas mães. Felipe disse:

Felipe: Quem é você seu merda ? que porra é essa ? como sabe nome das mães da gente ?

Marcos: Seu bosta ! Vou te quebra seu filho da puta.

Rubens disse: Aff deixa, deve ser uma brincadeira de mal gosto de algum amigo nosso. Deve ser o cuzão do Japoneis.

De repente ouvimos um grito vindo da call do Felipe, em seguida Rubens fico mudo e saiu da call do nada. E aquele merda disse uma ultima coisa antes de sair

Boy Hell 666: Eu te observo, tome cuidado. HAHAHA

Ai a luz de minha casa caiu e ouvi somente um ultimo grito de minha mãe...


Fonte:Ash Portal do Medo

terça-feira, 7 de julho de 2015

Eu nunca estive sozinho...







Olá meus seres obscuros,como estão?
Esta creepypasta foi escrita por Gabriel Ageu,espero que gostem ^-^ Eu era um garoto alegre e tinha vários amigos, gostava muito de sair e digamos , zuar como todo adolescente de 15 anos faz.Tudo corria bem,quando meus pais decidiram se mudar de Detroit para Seattle ,e com isso tudo mudou.


Ao chegar lá,a prioridade da minha mãe,era me por na escola(mães sendo mães).Pensei que meu primeiro dia iria ser conturbado, mas o pessoal me acolheu bem e, assim novas amizades nasceram, porém alguma coisa estava errada...


Mesmo com vários amigos,eu me sentia sozinho,com um "a"r de depressão,sem um motivo para viver,a ideia de suicídio passou em minha cabeça mas,logo joguei essa ideia fora.


Em uma quarta a tarde estava saindo da escola,quando percebi que meus pais não vieram me buscar,ignorei, pensando que eles só se atrasaram,então esperei.


Passou-se meia hora ,aí decidi ir a pé para casa. Chegando lá avistei meu vizinho Srº Simons na porta de minha casa,então perguntei:


SrºSimons algum problema?Ele respondeu em um tom de dor: Sinto muito rapaz,mas seus pais...(ele fez uma pausa) Seus pais morreram em um acidente ... No começo achei que fosse brincadeira,mas quando Srº Simons começou a chorar e vi,que aquilo era pra valer,e assim cai em desespero e em meio lágrimas. No enterro,pensei comigo mesmo:Pai,Mãe,porque me deixaram sozinho,porque? Eu não sei explicar,mas quando eu disse essas palavras, em meu pensamento uma voz suave me disse:Você jamais esteve sozinho,e agora não resta ninguém que me afaste de você.Um frio percorreu minha espinha e,o medo tomou conta de mim,nunca tinha sentido isso antes,foi tão pertubador.Mas com a dor de perder meus pais,ignorei isso achando que era algo da minha cabeça. Fui morar com meus avos em um rancho em Montana e mais uma vez a solidão me abraça,perdi meus pais,amigos e agora oque me resta? Confuso,peguei uma faca e apontei para meu pescoço, mas aí pensei,que eu ainda tenho meus avós,e assim desisti novamente de me matar.


Nessa mesma noite tive um sonho com uma silhueta,inicialmente uma mulher,mas foi se transformando em algo horrendo,com garras,uma pele pálida e olhos brancos,sem nenhum brilho.


Conforme se aproximou de mim,ela foi me dizendo:Você não está sozinho,porém eles iram atrapalhar... Com isso acordei assustado e,ouvi um grito vindo do quarto dos meus avós,corri imediatamente até eles porém, ao abrir as portas,o que eu vi foi demais para mim.


Meus avós se encontraram com o estomago aberto,e suas vísceras espalhadas pelo quarto todo,e seus braços se encontravam nas pernas e assim vice versa,gritei e gritei,com todas a minhas forças,e foi ai que vi,aquela mesma silhueta de antes,rindo pra mim,coberta de sangue,susurrando:Venha comigo e jamais se sentira sozinho... Nota:Um casal foi encontrado morto,completamente esquartejado,porém o neto esta desaparecido.Encontramos um bilhete,aparentemente,escrito com sangue ,contendo a seguinte mensagem:Estou bem agora,ela me trouxe aqui,todos estão aqui minha mãe,meu pai,meus avós e, até meus amigos estão aqui,nunca mais me sentirei sozinho de novo...

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Oferenda

Sou Amy. Estou no meu carro indo até a casa de minha amiga Nancy. Ela me ligou chorando, esta muito depressiva esses dias pro causa por causa do desaparecimento de seu marido e de seus dois filhos. Vou até lá para consolá-la ela esta muito sozinha.
Chegando lá ela esta preparando um chá para tomarmos, apesar de eu achar que ela precisa se acalmar mais do que eu, eu aceito o chá. Ela enquanto conversávamos estava sempre chorando e lembrando-se de momentos bons que passava com sua família antes deles desaparecerem. Aquilo me deixava triste, pois não gostava de vê-la sofrendo daquele jeito.
Enquanto tomo meu chá, percebo que ela está com um olhar diferente, ela olhava para mim como se quisesse me matar, será que ela desconfia que eu fiz algo com eles? Impossível nós somos amigas, e além de tudo eu realmente não faria nada a eles. Eu digo para ela se acalmar, que eles apenas desapareceram, eles irão voltar vivos quando ela menos esperar. Quando terminei a frase comecei a me sentir meio tonta e ela rindo, disse:
- você acha que eles irão voltar? Pois eu sei que eles não vão voltar, eles estão mortos, sendo digeridos, dentro do estomago daquele monstro
-como assim Nancy? Que monstro, oque você está dizen—
E eu desmaio.
Eu acordo sem minhas roupas, e amarrada pelos pés e pelas mãos, dentro do que parece ser uma jaula. Tento olhar ao redor, mas é tudo muito escuro, o Maximo que eu consigo ver é oque parece serem três crânios, mas oque era aquilo? Onde eu estava? Nancy então aparece com uma vela na mão, do lado de fora da jaula, e me fala que ela teve que fazer uma oferenda, teve que dar seus filhos e seu marido para o monstro comer, mas o monstro ainda estava com fome, três pessoas não foi o suficiente para saciar sua fome. Ela também disse que gostava muito de mim, mas que estava na hora de dizer “adeus”. Eu ainda me sinto fraca, ouço oque parece ser um rosnado, e uma respiração muito pesada na minha nuca......

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Gameplay feito por mim-Five Nights at Freddy 2

Olá seres obscuros,como estão?
Bom...Estarei postando aqui,o vídeo que postei também do meu canal do youtube,jogando Five Night's at Freddy's 2,espero que gostem ^w^

Link do canal:https://www.youtube.com/channel/UCDPoB_OdygsVNCGfxoBBDLw

 -Vídeo-

Coelhos e Cavalos



Olá seres obscuros,como estão?
Com ajuda,consegui entrar na Deep Web,e peguei uma creepypasta tirada de um fórum por nos lá.
Aqui estão os dados do usuário,datas e tudo mais,de que na qual,a pessoa postou para houver os devidos créditos.Editei umas partes para corrigir erros ortográficos,fora isto,está igual a postagem original do fórum.
Passarei a postar esse tipo de conteúdo no blog para incrementar mais.
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Creepypasta
Sex, 06 março 2015 11:26
DarkWord
Mensagens: 12
Registado: fevereiro 2015
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Olá todos,eu sou Dark, e sou aficionado por creepypastas, mas notei muito que neste fórum não tem muito dessas histórias, e resolvi criar esse tópico,afim de compartilhar deste interesse,para pessoas que gostam de contar e ler esse tipo de coisa.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Re: creepypasta , 06 março 2015 11:37
DarkWord
Mensagens: 12
Registado: fevereiro 2015



Coelhos e Cavalos

"Eu vou contar essa história uma única e exclusiva vez. Não importa quem acredita ou não, o jogo não vai parar por culpa disso.

Na verdade, ao mesmo tempo que é mais simples do que muitos pensam, também é mais complicado. Confesso que tem me incomodado ver aqui todas
essas postagens sobre o assunto; sei que devemos ter pelo menos dez jogadores reais aqui e o jogo se espalhar pode tornar as coisas mais divertidas.

Contarei o que aconteceu comigo. Há cerca de três anos, nos fóruns, eu costuma usar fakes. Conheci certo perfil interpretativo de uma garota, trocamos algumas mensagens e o msn.

Tirando eu, eu lembro que ela só tinha adicionado o namorado. O namorado usava a foto de uma pessoa com cabeça de coelho no perfil; ela não. Me recordo apenas com certeza que ela usava essa foto no MSN.

A garota era realmente estranha, não falávamos muito de interpretação fake e ela parecia obcecada pelo namorado. Nosso contato não pendurou um mês até que ela simplesmente sumiu. Mas não esqueci. Não tinha me apaixonado, nem nada, mas aquela foto e aquele jeito único foram o bastante para cravarem uma imagem nítida na minha memória.

Dois anos se passaram e o movimento do fórum já não era como antes. O aparecimento de novas redes sociais fizeram com que boa parte dos usuários migrassem e deixassem de usar o bom e velho orkut. Eu nunca tive muito amigos, então, preferi optar a continuar no orkut aonde podia ter uma interpretação casualmente. Até que um dia um perfil me adicionou.

Era outra garota. Dessa vez, era uma com uma foto de cavalo. Achei engraçado e na hora me veio à mente a imagem da outra garota, aquela Coelha, mais antiga. Adicionei e comecei a trocar umas mensagens.

Essa nova garota era realmente muito agradável de conversar. Confesso, na época, aos 18 anos, acabei me interessando pelo jeito da garota. Ela conhecia diversos assuntos e partilhava de vários interesses iguais o meu, e como não tinha muitos amigos e minha vida social se resumia ao computador, aos poucos fomos criando fortes laços, quando ela começou a perguntar certas coisas estranhas.

Ela me perguntou se eu já havia conhecido um Coelho ou um Cavalo. Eu brinquei, falando que já havia estado perto desses animais certa vez. Ela respondeu fria, fora do usual, e disse que não estava brincando. Que pelo que ela viu, eu já tinha conversado com uma Coelho. Como ela sabia? Será que ela estava fazendo referência a antiga garota que eu conheci? Isso não importava muito, mas respondi com sinceridade.

Ela me questionou a relação e eu expliquei com sinceridade tudo que aconteceu; era realmente estranho, e um misto de curiosidade me fez entrar naquilo. Passou-se uma semana e ela propôs um encontro. "Caralho, interessante do jeito que ela é podemos ter uma boa experiência."

Ela morava a cerca de três cidades vizinhas e combinamos de nos encontrar em SP. Prefiro não citar aonde é minha cidade para não complicar as coisas do meu lado. Ela era linda e por sorte não era um gordo tetudo. Já havíamos trocado algumas fotos antes e era a mesma pessoa. Conversamos, fomos a um barzinho relaxar um pouco (era quase 8 da noite, eu sabia que ia rolar algo) e nos pegamos um pouco - nada fora do normal. Foi então que ela disse que tinha um lugar para me levar.

Pensei, no fogo do momento, que deveria ser algum lugar especial pra gente foder. Acompanhei-a, sendo que eram quase 10h, por algumas ruas que eu não conhecia bem até chegar em uma casa no meio de uma rua pouco movimentada. Não vou passar o endereço por motivos óbvios. Entrando lá havia cerca de 15 pessoas. Todas elas portando máscaras de cavalo. Na verdade, foi o que eu consegui contar pelos cantos da casa - todas me cumprimentaram, passei pela sala, cozinha, um corredor e fomos a uma área externa ao fundo da casa.

Ela pegou uma máscara e colocou em si própria. Começou a contar de um jogo. Um jogo que começou muito antes da internet se tornar popular mas que tornou-se bem mais acessível depois do aparecimento desta. Ela disse que era algo que iniciou-se da França, em torno do século XVI. Algo antigo mesmo. Disse que aos poucos formou-se sociedades pelo mundo todo e duas grandes famílias: Os cavalos e os coelhos.

Ela me contou certas particularidades entre as famílias. Os coelhos afirmam-se e tem atitudes mais lunáticas, gostam de um jogo agressivo e psicótico. Disse que a maioria deles jogam em duplas ou sozinhos e sua fonte de informação é imensa.

Me disse que os cavalos tem uma postura mais passiva, são os coordenadores e mexem mais com a manipulação social. Isso estava na mídia, em tudo. Ela citou um exemplo - A Playboy. O sexo é uma ferramenta agressiva que sem muitas dificuldades podem alienar parte da população. Os cavalos, bom, nos dias de hoje não poderia fazer alusão a um desenho que está muito famoso, de uma forma bem mais calma, não?

Ela disse que quem trabalha com a mídia são Os Grandes - a grande maioria concentrada em países externos. Ao redor do mundo temos os demais jogadores, que não possuem muitas diferenças entre si. Ela disse que o real objetivo de jogo é algo muito maior, e a principal busca é o controle. Certas coisas não devem ser comentadas em prol de meu grupo - Pois ela me propôs: Quer entrar pros cavalos? - e fascinado, não rejeitei.

Apesar dessa parte técnica, acontecem muitas coisas. Encontros, festas e relacionamentos. No geral tem alguns que só querem saber de zoar; mas pra mim a real diversão é jogando. Vocês não tem ideia de como é um jogo. Como é a troca de pontos, como é poder confiar em um membro da família.

Por fim posso contar a atual relação entre cavalos e coelhos: A princípio, bem no começo do jogo, não nos dávamos bem. Mas com a globalização e o fluxo de informações uma parceira é feita, venda, troca e fluxo de informações são constantes. Alguns membros tem uma ideia errônea do jogo e acabam fazendo merdas sem tamanhos (no geral, os coelhos).

Há pequenas famílias que tentam se criar, mas creio que nenhuma realmente forte no Brasil. As realmente importante e que vão liderar tudo daqui um tempo serão Os Coelhos ou Os Cavalos.

Isso é tudo o que eu posso contar. Na verdade, nem poderia ter contado isso, mas as coisas andam paradas. Eu diria para terem cuidado.

Não tem uma informação que não conseguimos. Não tem um jogo que não possa ser resolvido.

E eu, como membro dos cavalos, digo uma última coisa:

Quando os coelhinhos vão parar de se esconder na toca?"
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Re(2): creepypasta,06 março 2015 11:38
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Registado: fevereiro 2015


Aparentemente existe um "jogo" secreto que acontece no submundo. Esse jogo nunca vêm à tona, e nunca é divulgado. Você não verá pessoas afirmando participar do jogo, nem nunca verá o jogo ser abordado em meio de comunicações. Porque não é assim que o jogo funciona.

O jogo antigo dos Coelhos contra os Cavalos começou na França e é um jogo criado por famílias ricas e influentes. Que, em teoria, já se espalhou e é jogado por famílias de ambas as facções espalhadas pelo mundo inteiro, sendo ainda muito fortes na Europa.

Como o jogo funciona? Bem, uma vez que certa família alcança um alto grau de poder e influência na sociedade, ela é convidada para se juntar a uma facção. Uma vez aceita, essa família receberá suporte da facção em seus negócios e em quaisquer problemas que tenha. Semelhante a algumas sociedades secretas.

Mas há condições. Uma delas é que uma vez dentro do jogo você é obrigado a obedecer ordens superiores, inclusive eventualmente fornecendo casas ou valores para certas "missões" ou "eventos". Outra condição é que você também será obrigado a caçar os membros da outra facção.

Caçar é, provavelmente, a parte mais sedutora de jogar o jogo. O jogo é secreto, assim como seus participantes, logo, você nunca sabe quem são seus inimigos e muitas vezes nem quem são os aliados. Por exemplo, uma vez que um Cavalo descobre a toca de Coelhos ele contata seus conhecidos e arma uma forma de pegá-los. Seja em uma festa fechada... seja em uma mesma viagem... Uma situação que não levante muitas suspeitas. Uma situação em que todos possam ser mortos de forma discreta.

"Caçar" um alvo, significa o desmascarar e o eliminar. Provavelmente junto com sua família, caso lhe seja dada a oportunidade. As provas necessárias para enquadrar alguém na facção inimiga podem se evidenciar através de contatos daquele indivíduo, de atividade anteriores de membros da sua família ou mesmo de máscaras da facção encontradas em sua casa. O jogo não é uma brincadeira. E seus jogadores levam as caçadas a sério, com perdas fatais em muitos casos.


terça-feira, 23 de junho de 2015

O Misterioso Caso de Elisa Lam



o início de 2013 a estudante canadense Elisa Lam, de 21 anos, simplesmente sumiu em Los Angeles, no Estados Unidos; e foi encontrada morta em uma das 4 caixas d’água enormes do hotel onde estava hospedada. O estabelecimento, chamado Cecil Hotel, conta, aliás, com enormes reservatórios, com quase 2,5 metros de altura e 1,2 centímetros de diâmetro cada um, que ficam no terraço do edifício.


Esse fator “técnico”, inclusive, é uma das coisas suspeitas que deixam “em cheque” o laudo da polícia americana, que deu o caso como resolvido ao considerar a morte da estudante como afogamento acidental, até porque os exames da perícia não indicaram drogas ou álcool no corpo da moça. Isso porque, embora as caixas d’água do lugar são estivessem trancadas, seria bastante complicado o acesso ao seu interior já que as tampas são muito pesadas. (Clique para conhecer também a verdadeira história do filme o exorcismo Emily Rose).





Essa fato é a principal suspeita que leva muita gente a questionar como a garota foi parar la dentro. Além disso, é preciso levar em conta que foi preciso cortar a estrutura para retirar o cadáver de dentro do reservatório.


O corpo de Elisa, aliás, só foi descoberto porque os hóspedes não paravam de reclamar da pouca pressão da água nos chuveiros e torneiras do hotel. Um funcionário do lugar, então, foi mandando ao terraço para checar o que poderia estar acontecendo.



Gravações


As últimas imagens de Elisa foram captadas pela câmera de segurança do elevador do hotel, que registraram o momento em que a canadense subiu ao último andar. Mas, ao invés de solucionar o caso, o vídeo mostra algo, no mínimo, bizarro. Isso porque as cenas mostram um comportamento estranho por parte da garota, que parecia perturbada ou coagida.


Como você vai ver abaixo, a canadense começa a apertar todos os botões de comando, uma vez que o elevador não se mexe. Em seguida, ela desiste da ação e começa a gesticular, como se estivesse falando com uma pessoa. Um segundo depois a garota desaparece.


Veja:



Macabro a morte de Elisa Lam


Apesar das autoridades que investigaram a morte acreditarem que Elisa sofria de transtorno bipolar, há quem aposte em opções mais sinistras para explicar o fim da canadense. Isso porque o Cecil Hotel já foi palco de inúmeros acontecimentos estranhos, envolvendo mortes acidentais, suicídios e assassinatos.


Há inclusive, o caso de Elizabeth Short, que foi morta em 1947 e ficou conhecida como “Dália Negra”. A moça teria passado pelo estabelecimento antes de desaparecer e seu assassinato estaria ligado a uma série de aspectos macabros, como rituais satânicos.





Essa história teria supostamente inspirado o filme “Água Negra”, que se passa em um hotel assombrado, para onde mãe e filha se mudam e acabam descobrindo o corpo de uma mulher afogada no tanque do último andar do prédio. Aliás, só para aumentar as coincidências, as personagens se chamam Dhalia e Cecilia, em referência à garota assassinada que citamos acima e ao próprio estabelecimento.


É por isso que muita gente acha que há aspectos bizarros e até diabólicos por trás de tanto mistério e das coincidências que existem entre a morte de Elisa Lam, de Elizabeth Short e o filme de terror. Afinal, até hoje ninguém explicou de quem a canadense estaria se escondendo ou com quem ela teria falado antes de morrer.





Cena do filme “Água Negra”


E você, o que acha do assunto?

Fonte: BBC

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Ezequiel








Eu tinha doze anos quando Ezequiel entrou em contato comigo pela primeira vez. Eu tinha que comprar um celular novo, uma vez que meu cachorro tinha devorado o antigo. Eu era uma daquelas crianças gananciosas que exigia sempre tecnologias mais modernas. Naquela época eu perguntei se poderia ganhar um BlackBerry, eu recebi um “não” e fiquei de “birra” por um tempo. Nós éramos relativamente pobre, e eu incrivelmente exigente. Meu avô se ofereceu a comprar o modelo exato do meu celular antigo que eu já tinha visto vendendo no eBay, uma vez que o modelo deixou de ser vendido nas lojas. Eu aceitei a alternativa, já que eu realmente gostava do meu celular, antes dele entrar no sistema digestivo do meu cão.




Cerca de uma semana depois, eu estava sentado no sofá, com meu cachorro deitado no meu colo e meu notebook ao lado. Eu odiava as pessoas, sempre fui assim e provavelmente sempre serei, por isso eu estudava em casa online. Eu sei que estou muito a frente do tempo, mas eu consegui burlar o sistema de ensino a distância de uma faculdade e eu ficava muito tempo assistindo aulas da faculdade e eu ainda só estava no ensino fundamental. Minha mãe vivia para seu trabalho, então eu ficava a maior parte do tempo sozinho em casa, todos os dias, até altas horas da noite, quando ela voltava para casa. Eu não me importava, mas admito que era um pouco insuportável, especialmente que agora eu não tinha um celular. Eu ouvi uma batida na porta, tirei o cão de cima de mim e andei até a porta e abri, para encontrar meu avô, sorrindo para mim e segurando um pequeno pacote.







Aparentemente, alguém no eBay vendeu um celular no modelo e cor exata do meu antigo. Fiquei bastante empolgado, embora chateado quando percebi que tínhamos que esperar até que minha mãe chegasse em casa, para que possamos ativar a linha do celular. Uma vez que isso foi feito, eu imediatamente começei a brincar com ele, me certificando de recuperar todos os meus contatos do celular antigo ao novo. Alguns deles ainda estavam faltando, o que tende a acontecer quando se muda as informações para um novo telefone. Notei que de alguma forma, tinha coisa errada.




Haviam algumas fotos no celular, mas nenhuma que eu me lembra-se de ter tirada. Havia uma grande árvore Salgueiro-chorão, apesar de estar desfocado devido o nevoeiro, também havia um velho caminhão enferrujado e uma vaca atrás de uma cerca. Eu lembrei da camionete que era do meu avô, e me lembrei que havia um Salgueiro-chorão onde ele e minha avó viveram. Meu avô deve ter mexido no celular mais cedo, o que fazia sentido, já que ele tinha um espírito jovem e brincalhão. Na época, eu nem sequer reparei que não podia ser o caso, já que o pacote estava selado quando ele me trouxe.




Mexendo nos meus contatos, descobri que ninguém de importante estava faltando, apenas alguns velhos amigos que não falavam comigo há muito tempo, mas tinha um contato que se destacou. Ele não tinha nome, apenas um número sem rótulo, e o número não tinha o mesmo código de área da cidade, por isso não poderia ser alguém local. Eu segui a lista até o final e não pensei em nada.




No mesmo dia, por volta das 20:00hrs, recebi uma chamada. Eu não me lembro muito bem, porque já faz um bom tempo. Mas eu estava deitado na cama, com meu cão deitado ao meu lado quando ouvi o celular tocar. Eu distraidamente atendi sem verificar o número.




- Alô?




Não houve resposta por alguns segundos, eu estava prestes a desligar quando falou.




- Alô? – Sua voz era rouca, parecia um menino. Imaginei que poderia ser algum velho amigo meu, então não desliguei.




- Quem é?




Mais uma vez, nenhuma resposta por um tempo.




- ... Que é? – Ele me repetiu mais uma vez, e eu fiquei um pouco irritado com isso.




- Eu sou o Ariel, agora quem é você? – Eu respondi, e não querendo esperar muito ja fui um pouco arrogante. – Ande, responde logo!




- ... Oh, Ezequiel... meu nome é Ezequiel.




- Que nome estúpido. Eu não conheço nenhum Ezequiel. – Eu então voltei minha atenção ao meu Game boy. Eu ainda estava irritado, mas não a ponto de desligar na cara dele.




- ... Eu conheço você, Ariel.




- Bem, existem vários Ariel. Você deve ter ligado para pessoa errada. – Eu revirei meus olhos, começando meu jogo do pokémon, embora mantendo o som mudo para que eu pudesse ouvir o rapaz do outro lado da ligação.




- Você esta jogando Pokémon... e tem um cachorrinho chamado... Sammy. Ele é um filhote de cachorro bonito... ele não gosta de morder suas meias verdes?




Eu fiz uma pausa por um momento, franzindo as sobrancelhas. Sammy levantou a cabeça quando ouviu seu nome, batendo a cauda lentamente.




-Quem é? – Me levantei olhando para a minha janela. As cortinas estavam fechadas, minha porta estava fechada... Não havia nenhuma maneira que ele pudesse ver o que eu estava fazendo. Embora isso não explicaria como ele saberia sobre as meias.




- ... Eu sou Ezequiel. – Ouvi um tom irônico em sua voz.




- Sim, isso você já disse. Mas... como sabe todas essas coisas sobre mim? – Tentei manter a calma, mas tive uma sensação estranha na boca do estômago, o tipo de sentimento que você senti quando sabe que fez algo errado, no caso, eu senti que nunca deveria ter atendido o telefone.




- ... Eu sei muito sobre você... Eu sou seu anjo da guarda.




- Anjo da guarda? – Na época essa explicação fez sentido pra mim, já que não havia outra maneira que ele pudesse saber sobre mim. Eu nunca conheci nenhum Ezequiel. Mas eu não aceitaria sua resposta tão facilmente. Peguei o notebook, entrei em um site de busca que me cobrou 3 dólares para me mostrar as informações desse número de telefone.




- Sim... Anjo da guarda.




- Anjos não usam telefones, sabia? – O código de área vinha de três estados de distância, o proprietário da linha era Charles Ethan McClain. Nascido no dia 02 de outubro de 1932. Morreu 27 de agosto de 2007. Sua ultima residência esta localizada na pequena cidade de Chaffe, Dakota do norte. A mesma cidade que meu avós moram; eu lembrei de seu nome; ele devia ser algum amigo próximo de meus avós. Eu fui ao site de jornal local e digitei seu nome para encontrar o obituário dele. A causa da morte era desconhecia, apenas marcas de garras suspeitas sobre seu peito. Lembrei de minha vó dizendo que haviam lobos nas redondezas. Ele morreu recentemente. O telefone dele não deve ter sido cancelado ainda.




- Eu o encontrei.




Eu fiquei sem palavras e apertei o botão vermelho e desliguei o telefone. Não dormi a noite toda; Eu estava muito confuso e com medo. Eu me lembro que demorou pelo menos uma semana para eu superar o meu medo, se passou um longo tempo até acontecer de novo.




Em torno dos meus quatorze anos, eu aprendi a amar tudo relacionado ao mundo do terror. Eu lia creepypastas quase religiosamente na época.




A segunda ligação de Ezequiel foi durante o inverno do mesmo ano. Eu ainda ficava em casa sozinho 90% do tempo. Eu tinha levado Sammy para xixi na rua, e parei à porta do patio para nosso cercado no quintal, gritando para ele voltar para dentro. Ele me ignorou e continuou a farejar o quintal. Foi quando o telefone no meu bolso, o mesmo de dois anos atrás, começou a tocar. Mais uma vez sem verificar o número, eu atendi.




-Alô?




Depois de cinco segundos sem resposta, fiquei um pouco incerto, quase paranoico. Todas essas histórias assustadoras que ei lia, tendia a me deixar no meu limite, mesmo que eu não admitisse isso.




-... Olá, Ariel – Ele parecia feliz como de costume.




-... Ezequiel? – Eu tinha reprimido o que aconteceu há dois anos, até aquele momento, não era algo que eu estava preparado.




-... Sim. Sou eu. Como você está? Como esta Sammy? – Foi como se ele me obrigasse a lembrar de tudo da nossa última conversa. Era impossível. A companhia telefônica teria notado que as contas não estavam sendo pagas. Porém, eu vi ele como algo... legal. Eu tinha minha própria criatura, assim como as histórias que eu lia. Eu decidi conversar um pouco mais com meu anjo, ou stalker.




- Uh, Eu estou bem e Sammy também, embora ele não quer entrar – eu puxei o telefone um pouco longe da minha boca para gritar com Sammy. – Vamos! Entre logo!




-... Oh.




Eu ainda estava desconfiado com Ezequiel, especialmente por causa de sua voz estranha, mas eu afastei o meu medo e tentei manter uma conversa. Talvez eu poderia aprender algo sobre isso.




-Yeah. Às vezes ele é uma verdadeira praga – Falei tão casualmente que consegui.




-... isso é uma vergonha.




-Ás vezes eu gostaria que ele mo... – Eu estava prestes a dizer o que ele acabou de ouvir, quando eu parei, observando Sammy caído na neve. Ótimo, agora eu tinha que ir atrás dele. Eu relutantemente calcei os sapatos e sai para o quintal.




-Tudo bem.




Ele falou humildemente, como uma criança que tinha feito algo errado, eu não entendi no momento.




- Eu tenho que desligar – Então desliguei a chamada e coloquei meu telefone de volta no bolso, correndo até onde Sammy estava deitado. – Droga Sammy! O que você esta fazendo? Está muito frio aqui fora! Sua pele estava polvilhando com a neve, sua língua estava pendurada para fora e estava cinza ao invés de rosa. Seus olhos estavam abertos, mas olhando para longe de mim. Sua cauda nem sequer se moveu quando me aproximei dele. Cheguei minha mão para acaricia-lo. Mas seu corpo estava frio, eu pensei que era devido a temperatura da noite e por estar muito tempo aqui fora, então tentei pega-lo. Seu corpo caiu quando fiz... sem vida... ele não estava respirando. Eu soltei ele e dei alguns passos para trás, em estado de choque antes de correr para casa. Liguei para minha mãe, pedindo-lhe para voltar para casa do trabalho. Sammy estava morto.




Ele me ligou de novo naquela noite, quando minha mãe já tinha me acalmado e eu estav na cama. Eu relutei em atender, mas após chamar quatros vezes eu virei o telefone no viva voz, sem dizer uma palavra.




- ... Achei que ficaria orgulhoso de mim... Eu sinto muito.




Eu suspirei e desliguei o telefone, deixando-o no chão ao lado da minha cama. Eu não achei tão legal quanto as histórias agora. Eu só queria esquecê-lo e queria que ele nunca me ligasse novamente.

Eu ainda tinha quatorze anos, mas a terceira ligação foi na primavera. Eu tinha entrado em uma discussão com minha mãe por eu ter tirados notas ruins na escola. Eu estava clinicamente deprimido, tomando três tipos de medicamentos, embora às vezes eles simplesmente... não funcionavam. Faltei muito na escola. Ele me ligou um dia desses, chamando ela de vadia para mim, eu suspirei e coloquei no alto-falante – O quê? – Eu gritei.




- Eu sinto muito. Você está bem?




Eu estava querendo dormir, eu realmente queria desligar. Pela primeira vez eu percebi que sua voz nunca mudo, sempre foi tão infantil, soando quase inocente.




- Não! E minha mãe não é uma vadia! – Me queixei distraidamente.




- ... Eu sinto muito. Você precisa de ajuda?




- Sim, às vezes eu acho que preciso de ajuda! – Revirei meus olhos e desliguei a chamada.




Algumas horas depois, meus avós estavam em minha casa, com todos meus pertences empacotados, sem dizer uma palavra sobre o que estava acontecendo. Eles demoraram um tempo para me explicar. Minha mãe tinha sofrido um acidente a caminho do trabalho para casa. Eu fui o último a saber sobre sua morte. E de alguma forma, eu fiquei feliz.




Quinze anos de idade. Eu tinha largado meus estudos temporariamente e agora vivia junto com meus avós, isso ajudou um pouco com meu estado mental. Eu adorava o ar fresco de Dakota do Norte, adorava estar longe das pessoas e sem mencionar que adorava as refeições caseiras da minha avó... eles me ajudaram muito. Eles sempre me mimaram porque eu era seus único neto e eu era grato por isso.




Eram 18:00hrs. Eu estava vestindo minha jaqueta leve e colocando minhas botas perto da porta.




- Estou indo fazer uma caminhada. Volto logo.

Eu gritei para minha avó, caminhando para fora e descendo as escadas para varanda, eu ouvi fracamente ela me gritando de volta. – Cuidado com os lobos! – O que ela me dizia todas as vezes. Embora eu já morava ali por um bom tempo, eu nunca tinha visto um lobo e estou certo que sempre que ouvia uivos era os cães do vizinho.




Por aqui sempre cheirava grama recém cortada, com um cheiro persistente de esterco de vaca, embora fosse suportável quando se acostuma. Decidi caminhar até a arvore do salgueiro e voltar, que era apenas um milha de distancia. Você podia ver todas as estrelas daqui, o céu daqui me surpreende até hoje.




Depois que cheguei na árvore, eu me inclinei contra ela, apenas ouvindo sons de grilos cantando e mariposas batendo as asas. Eu fechei meus olhos por um minuto e suspirei. Estava tão sereno aqui, eu adorei essa sensação. Eu não sei quanto tempo eu fiquei la, mas eu voltei subitamente ao meu consciente quando ouvi um rosnado. Não era um lobo... era de fato um dos cães vizinhos. Ele estava parado a poucos metros na minha frente, rosnando ferozmente para mim.




Os cães de fazenda não são sociáveis com seres humanos, eles sabem que estão lá para proteger sua propriedade. Deu uma olhada no cachorro e congelei em pânico, até que ele correu até mim. Em vez de correr como eu deveria ter feito, eu puxei os ramos da árvore tentando subir no tronco, mas sem sucesso. O cachorro pulou e agarrou minha calça, me puxando para baixo e agarrando minha perna. Eu gritei por socorro, batendo minha perna freneticamente, tentando acertar o cachorro para que eu pudesse fugir... mas isso fez que le me mordesse com mais força, rosnou mais alto rasgando minha carne.




Meus olhos estavam fechados de dor enquanto eu gritava mais alto, sentindo minha voz começar a desvanecer-se... Até que eu ouvi um grito agudo e o cão não estava mais em mim.




Eu rapidamente corri para me levantar, embora a dor na minha perna era demais para colocar pressão sobre ela. Olhei o cão deitado no chão, com ferimentos de garras sobre seu abdômen, deixando uma grande poça de sangue por baixo.




- Eu sinto muito. Você está bem?




A voz estava perto agora, embora eu nem sequer trouxe meu telefone comigo. Olhai por cima do cão e de pé do outro lado da árvore tinha uma figura diferente de tudo que eu já tinha imaginado, com a voz do menino, que me assombrava meus pesadelos por anos. Ele tinha pelo menos sete metros de altura, quase tão alto quanto a árvore, seu rosto de um preto escuro, podre e coberto a sujeira. Seus braços e pernas eram incrivelmente longos, suas mãos tinham garras de marfim longos, como unhas humanas crescidas e pingando sangue. Seu rosto contrastava seu corpo, que era branco pálido e tinha dois grandes olhos redondos, sem pálpebras, brilhando como faróis o que tornou difícil olhar diretamente para ele. Sua boca estava permanentemente se curvando em um sorriso.




Suas asas eram de um inseto, eu nem tinha notado até que ele pulou, sobrando seus longos membros e voou para cima, acima da árvore. Ele foi em cima dela, agachando, inclinando a cabeça para mim. Seus membros de desvaneceu muito bem na folhagem da árvore e simplesmente escondeu o rosto nos ramos.




-... Você precisa de ajuda?




Olhei para ele boquiaberto, para o que pareceu uma eternidade. Eu queria gritar, mas não conseguia. Minha perna tremeu e eventualmente caí de volta no cão; estremecendo com a dor na minha perna. Ele lentamente se arrastou para baixo da árvore e para o chão, chegando a tocar minha perna com a palma de sua mão podre. Não doeu quando ele tocou. De repente... Eu não tinha mais machucado.




- Eu só quero ajudá-lo. Eu sou seu anjo da guarda.




Eu sorri para ele, como se a minha boca forçasse um sorriso. Eu não queria sorrir, eu queria correr, foi ai que eu percebi o que estava do outro lado da árvore. O Sr. McClain estava lá com exatamente o mesmo sorriso que Ezequiel tinha. Seus olhos completamente brancos e brilhantes também e ele ainda tinha sangue em sua camisa, em forma de uma marca de garra grande. Olhei para o lado e vi Sammy correndo até mim, bem como abanando o rabo, lambendo minha mão com sua língua cinza e fria. Sua pele estava coberta de neve e suas orelhas estavam pretas e congeladas, seus olhos tinha a mesma luz que eles. Minha mãe saiu de trás da árvore e se aproximou de mim lentamente, com pedaços de metal afiado saindo de seu abdômem, sangue escorrendo de seu corpo. Ela sorriu para mim e acenou com a cabeça. Eu sorri de volta para ela, com lágrimas escorrendo pelo meu rosto.




- Eu sei querido, Você esta em casa agora – Ela me abraçou e eu acreditei nela, Eu estava em casa.







Ezequiel olhou de volta para mim, então me pegou, voando até o topo da árvore e sentou-se ali, comigo no colo. Todo mundo desapareceu em torno de nós.




- Porque eles foram embora? – Eu consegui perguntar, incapaz de mover minha boca se tirar o sorriso, mas de alguma forma eu era capaz de falar com Ezequiel.




-Nós não precisamos deles – Ele respondeu.




Ficamos lá a noite toda, rindo de nada em particular, observando as estrelas juntos. Quando minha avó veio, gritando meu nome na outra manhã, eu olhei e tentei me levantar, mas Ezequiel segurou-me no chão.




-... Nós não precisamos deles – Ele falou com um tom mais escuro neste momento, segurando sua mão no meu pescoço - ... Fique aqui. Por favor. Nós não precisamos deles – Lutei um pouco mais, tentando gritar para minha avó, mas desta vez eu não poderia fazer som. – Você vai ficar comido. Eu sei o que é melhor para você. Eu sou seu anjo da guarda. – Ele segurou meu pescoço um pouco apertado, de repente... só... me convenci de que estava certo.




- Claro, você esta certo, Ezequiel. – Eu olhei para ele e ele apenas sorriu de volta para mim.




- Está tudo bem. Vamos lá, vamos brincar com Sammy! – Ele me colocou em suas costas e pulou como um gafanhoto, me levando para longe, em outro lugar. Eu dei uma ultima olhada para minha avó, que parecia estar ajoelhada junto à árvore, chorando por algum motivo, havia um garoto deitado ao lado dela. Eu disse adeus a ela.




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O xerife e alguns outros oficiais estavam ao redor da grande árvore de salgueiro, um tentando acalmar a a senhora que não parava de chorar, enquanto os outros estavam dentro da fita amarela e preta de proteção;




-Os grandes arranhões no peito, muito parecido com o caso McClain, certo? E no mesmo local, Eim? – Perguntou o xerife.




- Com certeza. Temos que alertar a população sobre os lobos da região - O xerife balançou a cabeça e se aproximou para inspecionar o cão morto ao lado do corpo do rapaz. Todo mundo pareceu concordar com sua declaração, exceto por um policial.




- Mas... as garras são grandes para serem de lobos, senhor. Tem que ser outra coisa! - Ele insistiu.




- Não me diga que você é uma daquelas pessoas que realmente acredita na lenda do Salgueiro do homem morto, Diretor de Dickinson. É só lobos. - O xerife gritou de volta para ele.




- Ei, eu nunca disse que eu acreditava nessas histórias. Eu só não acho que podemos culpar os lobos por tudo - Dickinson replicou. – Esperem um minuto, meu telefone esta tocando.

Fonte:SigmaPasta