sábado, 5 de janeiro de 2013

Bob Esponja: O episódio perdido (Patrick's Leg)

Eu estava navegando na internet há alguns anos atrás em torno das 1:00, procurando episódios antigos de Bob Esponja (eu era um grande fã quando criança e os novos episódios que eles mostravam na TV eram uma merda). Então, depois de passar por vídeos de má qualidade em sites estrangeiros e outros sites inundados com anúncios, deparei-me com um site não-oficial que havia episódios completos grátis. Ok, a qualidade não era muito boa, mas era melhor do que todos os sites em que eu já havia procurado. Porem, na parte inferior da pagina, havia um link que dizia "Episódio Perdido de Bob Esponja". Sendo o idiota que sou, eu cliquei nele. Achei que ele seria provavelmente um “screamer” ou algo assim, mas cliquei nele de qualquer maneira. Eu estava entediado o suficiente para clicar no vídeo e assisti-lo. Porem, para minha surpresa, acabei me esquecendo completamente sobre a procura de episódios antigos...

O episódio tinha qualidade baixa, e o episódio em si já tinha sido basicamente esquecido pelos escritores. Como todos os episódios, este começou com a canção tema. O titulo do episódio dizia "Patrick’s Leg", com as letras em forma de bolhas divertidas bolha que todos nós conhecemos e amamos. A primeira coisa que não parecia certa era que após o titulo, a transição, ao invés de bolhas, era apenas um borrão para o início do episódio. Ele começou como um episódio de Bob Esponja inofensivo, com Bob Esponja e Patrick assistindo ao pôr do sol. Mas então, Patrick decide ir surfar na areia, e nisso, Bob Esponja concorda e eles o fazem. Até ai, um episódio muito normal. Patrick, então, tenta fazer algum tipo de manobra com sua prancha, mas fracassa. Como resultado, Patrick cai e quebra a perna, e Bob Esponja vai atrás dele para ver se ele está bem. Durante esta cena, ao vez de a música temática “Havaiana”, uma musica muito mais séria e de suspense toca. Além disso, Patrick solta gritos muito mais dolorosos e desesperados do que ele normalmente faria. O suficiente para que eu pudesse sentir. Bem, eu acho que faz sentido… Quero dizer, ele apenas QUEBROU A PERNA! Nada muito fora do comum, certo?

Bom, tirando a abertura e a música desta cena, o episódio prossegue como qualquer outro episódio comum. A próxima cena acontece em um hospital, onde o médico diz ao Patrick que ele precisa ficar em uma cadeira de rodas por um tempo. Enquanto eles saem de lá, Bob Esponja está empurrando Patrick em uma cadeira de rodas, quando eles se deparam com algumas garotas. As garotas começam a falar com Patrick por causa de sua perna e perguntam se elas poderiam assinar seu gesso, enquanto se afastam junto com Patrick, deixando Bob Esponja sozinho. Até agora, está tudo indo como um episódio normal. Eu não me lembro muito bem do que aconteceu durante o episódio depois desta parte, então vou pular algumas cenas.

Esta é a parte onde tudo fica assustador. Mais tarde naquela noite, Bob Esponja bate à porta de Patrick. Nesta cena, os cenários estão mais realistas do que o habitual. No entanto, tentei ignorá-los. Quando Patrick abre a porta, Bob Esponja diz a ele que ele está proibido de ver essas garotas, e que nunca mais poderá vê-las. Patrick fica furioso, e eu quero dizer furioso MESMO. Ele nunca ficara daquele jeito em nenhum dos outros episódios. Esta era uma raiva muito mais realista. Logo em seguida, ele diz que odeia Bob Esponja. As garotas então saem de lá com medo. Foi ai que eu comecei a me sentir perturbada por este episódio. Bob Esponja, em seguida, grita com uma voz invulgarmente profunda, algo do tipo "... Ah é?! Bem, enquanto você me odiar, eu irei fazer isto..." e então começa a bater violentamente na perna quebrada Patrick com uma pedra. Depois disso, a tela muda para estática por uma fração de segundo, e corta para uma cena em que Bob Esponja e Patrick estão desculpando por alguma coisa durante o dia, exceto que o forro da animação e as vozes não se encaixavam, e estavam bem atrasados.

A animação nesta cena é muito pobre, como se ficasse se repetindo, e continua por uns bons 4 ou 5 minutos. Fiquei muito assustado, mas de qualquer maneira, queria ver como o episódio terminaria. A tela então fica preta por um minuto ou dois, e depois corta para uma cena de um outro episódio, em que Patrick está com Jefferey Jellyfish em um vagão de trem, e diz: "Vamos, Jefferey!" E a tela fica preta novamente, desta vez por apenas cerca de 30 segundos. Porem, o que veio em seguida foi demais para mim...

A tela corta para uma cena, onde Patrick corta e abre o estômago de Bob Esponja com um pedaço de coral quebrado, muito sangue jorrando em animação de desenho, enquanto olha para a tela com os olhos dilatados de sangue. Sua boca não se move, mas você pode ouvi-lo dizer baixinho "Eu sabia que esse dia chegaria!" com uma voz ecoando. Eu não pude acreditar no que estava vendo! O que diabos era aquilo?! O mais assustador, porem, é que você também pode ouvir Bob Esponja rindo baixinho, por algum motivo. Isso me deu calafrios na espinha. A cena prossegue por mais 3 minutos, mas nada pode ser ouvido alem de estática, que vai aumentando cada vez mais, até ficar insuportavelmente alto. Em seguida, os créditos normais aparecem, mas com uma imagem muito fraca da última cena ainda sendo mostrada no fundo e com aquela musica de suspense da cena anterior tocando. Meu deus, essas merdas vão ficar queimadas em minha mente para sempre! O logotipo da United Plankton também não é mostrado no final, diferente dos outros.

Depois que o vídeo terminou, a pagina travou, então tive que atualizá-la, mas ela não estava mais disponível. Eu não conseguia mais encontrar o site. Até mesmo quando eu procurei “Patrick’s Leg” no Google, nada apareceu. Eu entendo se você não acreditar em mim, mas eu sei o que vi, e aquela imagem do final (em conjunto com a musica) aparece em minha mente de vez em quando para que eu me lembre disso. Droga, o que diabos eu estava fazendo acordado aquela hora da noite?!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Apartamento 41





Essa historia, é para aqueles que moram em apartamentos e nunca viram seus vizinhos na vida.
Já se perguntaram se vocês realmente os tem? Bom eu já.

Eu moro em um condomínio, com quatro prédios eu moro no (bloco) B4, eu cresci neste lugar e sempre adorei, por ter muitos amigos e também pelas possibilidades de lazer que eu desfrutava, até que tudo isso aconteceu.

Como qualquer adolescente, em uma noite de sábado, eu desci para o hall de meu prédio para encontrar alguns amigos, nós todos na verdade não tínhamos nada para fazer, e um deles, teve a brilhante ideia de ir até um local que ficava perto da churrasqueira comunitária para contar historias de terror.





Era um quiosque, que estava sujo por sinal, nos sentamos, tiramos algumas garrafas de bebida de dentro de um saco de papel, e eles começaram a contar... Eles contavam historias clichés, sobre a loira do banheiro, sobre um monstro nos esgotos, e sobre fantasmas.

Era por volta de umas 11 horas, quando minha mãe ligou no meu celular para que eu fosse para casa, eu fiquei irritado, mas eu também ja estava bêbado, e era tarde.Ela estava apenas preocupada, eu tinha levado a chave... mesmo assim foi para meu apartamento. Eu caminhei pelo menos uns dois minutos e cheguei a porta de entrada para o hall, que estava trancada, eu peguei o molho de chaves e procurei a que abriria a porta, mas por deus ... Eu estava muito bêbado.

Eu estava completamente sozinho, não havia nem mais a sombra de meus amigos, e foi então que a luz de emergência que fica do lado de fora do prédio começou á piscar...

Eu confesso que entrei em pânico.

Eu ainda estava procurando pela chave certa, e acabei deixando elas caírem no chão! 
Quando me abaixei e levantei novamente, eu tinha certeza de ter visto um vulto negro passando por debaixo de um dos postes de luz que ficava á uns quinze metros de mim.

Eu finalmente achei a chave.

Eu entrei no hall meio que tremendo, talvez de nervoso ou por medo, eu apertei o botão do elevador, que por uma infeliz conhecidencia estava no poço que fica no ultimo andar do prédio, e meu prédio tem 14 andares, eu sabia que aquela merda ia demorar, e eu morava no quinto andar.

Então eu resolvi ir pela escada de emergência.

Péssima ideia.

Eu comecei a subir as escadas meio que cambaleante, era realmente algo bem constrangedor.
As escadas eram totalmente escuras, e a cada andar que eu passava uma daquelas luzinhas automáticas se acendia, eu estava subindo a escada tão lentamente que nem percebi que ainda estava no segundo lance de escada do primeiro andar.

Ainda estava tudo escura na minha frente. E eu vi a luz automática se apagando atrás de mim... alguns minutos se passaram e eu cheguei ao segundo andar. Quando a luz se acendeu eu vi como se fosse um vulto bem atrás de mim, como se ele tivesse se escondido na escuridão inevitável... bem atrás de mim.

Aquilo era uma tortura... 

Eu pisei no segundo andar... olhei para a porta com o numero 2, e vomitei... caramba como eu estou bêbado! Mas tudo bem...continuando....

Eu continuei subindo as escadas, chegando ao terceiro andar eu ouvi a porta da escada de emergência batendo atrás de mim... e eu comecei a subir as escadas bem rápido, pulando de dois em dois degraus, e então escorreguei...

Eu tinha pisado no meu vomito, e meu tênis ainda estava molhado... quando eu ia começar a me levantar, a luz se apagou...

E comecei a ouvir os passos de alguem subindo as escadas, mais ou menos no segundo andar... e então eu falei..

- Tem alguem ai? Responda!!

E uma voz suave, molhada, e rouca, masculina ao mesmo tempo respondeu.

-Sim, sou eu seu vizinho do quarto andar... moro no 41

Eu respirei fundo aliviado, e me levantei... eu estava chegando no quarto andar e o cara ainda não tinha nem chegado perto de mim, e nem uma luz atrás de mim tinha se acendido depois de eu saber que ele estava lá.

Quando cheguei ao quarto andar, de frente para a porta de emergência, eu ouvi um baque oco do outro lado... como se alguem tivesse batido a cabeça... eu me afastei da porta e a luz do quinto andar se acendeu mais á frente... deixando claro os arranhões atrás daquela porta. 

Era como se alguem tivesse sido arrastado, e tivesse arranhado aporta para tentar chegar a maçaneta... bizarro.

Eu finalmente cheguei ao quinto andar e em minha porta, eu procurei a chave por alguns minutos e quando eu ia colocando a chave na fechadura, a porta se abriu. Era minha mãe.

-Menino! Já faz meia hora que eu te liguei!! Você dormiu no caminho pra cá foi?!...Ei espere ai... você esta bêbado?!

-Ah mãe... só um pouquinho... e eu vim de escada, o elevador tava demorando, e tinha um cara na escada... no escuro... eu cheguei...não cheguei?... então fica calma.

-Caramba...você não esta dizendo coisa com coisa... Vai já tomar banho e dormir...

Ela saiu resmungando e eu fui para meu quarto, tirei minha roupa, me olhei no espelho, admirando meu corpinho sexy e fui para o banheiro... Tomei banho... e em seguida cai na cama e dormi.

Isso aconteceu numa sexta feira, e no domingo da mesma semana eu tornei á ver meus amigos, mas nós íamos jogar futebol. 

-Cara na sexta feira, eu quase morri na escada de emergência do meu prédio, tinha um cara lá, eu quase morri de susto.

-Que cara?

-Ele disse que morava... hum... no quarto andar... acho que no apartamento 41...

Meus amigos ficaram pálidos...

-Que foi? por que essas caras de bunda agora? A não cara você peidou né....Que droga!!!

-Não, não é isso...você não conhece a história, você não morava aqui ainda. 

( Isso é verdade, eu havia me mudado á uns cinco meses para lá)

Nós sentamos num banco ali perto, e eles começaram a historia...

-Há uns três anos atrás, no seu prédio dois amigos brigaram muito feio, tipo brigaram até armados. O cara que morava no seu prédio no 41, se não me engano se chamava Marcelo, e eles estavam conversando um dia no apartamento dele, e começaram a ter uma discussão acalorada, talvez fosse porque o cara tinha pegado a mulher do outro não me lembro, mas os dois saíram no tapa...e esse amigo do Marcelo, era um mal elemento, drogado e tudo mais, e tirou o canivete do bolso pra matar o cara. O Marcelo, saiu correndo, ele foi tentar pegar o elevador, e o cara arrastou ele para a escada de incêndio, e esfaqueou o cara até a morte.

...Eu fiquei totalmente paralisado e senti um cala-frio... E meu amigo continuou falando, enquanto olhava para a minha cara de bunda...

-Cara... você não tem vizinho nenhum no 41, aquele apartamento nunca foi vendido, pra mais ninguém.


E foi por isso que nós nos mudamos para o bloco B1 do condomínio.

FONTE:Creepy World

O encontro com Slender Man


Bom estarei contando isso que aconteceu comigo.
Como foi visto na postagem anterior,este foi um tipo de "tulpa".
Sem mais enrolação,contarei tudo,desde o começo.

Como vocês sabem,tem vezes que fico o dia inteiro vendo videos relacionados a terror ou lendo creepypastas(pois sou uma verdadeira viciada).
Bem...
Nesse dia,eu estava procurando coisas do genêro,quando achei a "creepy" do Slender Man.Era de noite,tarde da noite,mas continuei pesquisando mais.
Li a creepypasta dele,achei um tanto...
Surreal de mais.
Fiquei sabendo que havia um jogo também.Baixei ele,e decidi ir dormir e jogá-lo no dia seguinte.
Na  mesma noite sonhei com ele.
Eu estava no centro da minha cidade.Estava tudo normal,a não ser porque ela estava quase que totalmente escura.Só algumas Luzes(postes) funcionavam,mas estavam fracas.
Olhei em volta,percebi que não tinha ninguém por perto.Ao meu lado havia a praça principal.Estava totalmente escura,e as árvores estavam mais altas do que de costume.E atrás de mim estava um carro(não era muito velho,parecia um modelo novo,e me lembro que ele era pata,parecido com o antigo carro do meu pai).
Quando olhei para frente,me deparei com Slender Man.
Mas ele não parecia tão mal quanto eu "vi" na "creepy".
Ele tinha um "ar" amigável e tranquilo.
Eu fiquei encarando ele uns segundos,até ouvir um som vindo atrás de nós.
Parecia que duas garotas estavam se aproximando.Olhei para trás e vi elas aos longe na neblina(estava meio nublada,por alguma razão).Depois olhei para frente novamente.Ele havia vindo perto de mim,e estava com um de seus braços estendidos para mim.Como um impulso,segurei a mão dele.
Ele no mesmo instante,ele me disse,com uma voz sinistra mas meio amigável:
"Você é uma jovem bem corajosa ein?Admiro sua coragem!"
Então ele me puxou e me levou até a praça escura.E nesse momento acordei.
E me senti meio estranha,era como se...
Estivesse alguém além de mim no quarto ou na casa,a não ser meus pais.Eu sentia que estava sendo observada.Sentei na cama,e continuei pensando no sonho,e no Slender Man.
Quando meus pais já tinham acordado e ido trabalhar,fui para o computador pesquisar mais.
Antes de pesquisar,joguei um pouco do jogo que tinha baixado na noite anterior(era o jogo Slender Man Eight Pages).Joguei a manhã inteira.Depois almocei,e comecei as minhas pesquisas.
Nessas pesquisas,acabei descobrindo 3 canais principais(e os mais conhecidos)que filmam aparições de Slender Man.
Bem,resolvi começar pelo mais conhecido de todos:Marble Hornets.
A primeira coisa que notei foi o avatar do canal.Era um circulo com um "X" no meio.Não sabia ao certo o significado,mas depois de fazer umas "ligações" e "conexões"com o jogo e a "creepy" deduzi que significava "No Eyes"(na tradução literal,"Não olhos",e botando sentido seria "sem olhos").
Então comecei a assistir os videos.
Eram bem estranhos(não havia visto ele com tradução,só em inglês mesmo,mas tentava traduzir um pouco "a olho" mesmo),em cada video Slender Man e mais dois "Proxys" apareciam(me perguntava qual era a relação deles com o Slender Man).
Então se passaram dias,e eu todos os dias assistia aos videos,quando meus pais não estavam em casa.
E a sensação de "observação" aumentava,mas eu deixei isso de lado,nem ligava mais para isso.
Numa outra noite,tive mais um sonho.Neste sonho,eu estava no carro do meu pai,com minha irmã junto.Pelo jeito estavamos indo para o centro da cidade,ou na casa de minha avó.Eu sempre gosto de ir olhando pela janela,assim viajo em meus pensamento(na vida real também).Assim que olhei pela janela eu vi.Me observando a distância,lá estava ele.Com o mesmo terno preto e gravata.Eu perguntava para meu pai e minha irmã,se eles estavam notando algo de estranho ao longe,mas eles falavam que não.
Pelo visto,só eu podia vê-lo.Eu estava desesperada.
A medida que o carro andava,ele ia se aproximando,mais e mais.Aos poucos ele foi chegando mias perto,até ficar na calçada,quase que pertinho do carro.
Eu estava aterrorizada por isto.
Me perguntava como as pessoas que estavam na calçada não o notavam,e nem os motoristas o viam?
Era só eu mesmo que o via.Mas eu perguntava o porque disto.
Acordei muito assustada,aquele sonho foi tão estranho,e tão vivido.Eu tinha conseguido pensar e agir livremente no sonho,não como nos sonhos normais que eu sempre tive.
Fiquei o tempo inteiro pesando no sonho e no Slender Man.Não tirava ele da cabeça nem por um instante.
Mesmo tendo esse sonho,continuei vendo os videos(geralmente via uns 5 por dia,dpois via ele d novo umas 3 vezes pra revisa-los e ver eles nos mínimos detalhes e ver "ligações" e códigos/palavras que apareciam as vezes,por uma fração de segundos,que eu percebia).
Outra boite tive mais sonho(o ultimo até agora).
Sonhei que havia acabado de sair duma festa na minha própria casa.As pessoas já tinham ido embora,então eu estava sozinha.Parecia ser tarde da noite,pois estava escuro,e não tinha ninguém na rua.A luz do poste falhava,estava fraca.
Olhei para os lados.Nenhum carro ou pessoa por perto.Depois olhei para minha frente.E lá estava ele novamente,me olhando fixamente(mesmo não tendo olhos).Ele estava com um "ar" bem diferente do nosso primeiro "encontro".Ele parecia mais agressivo.Eu tentei correr para dentro de casa,ou para a casa de um vizinho,qualquer lugar que fosse longe dele,mas não conseguia.Por mais que eu corresse,eu não saia do lugar.
Então fiquei olhando ele,fixamente também.
Então do nada,das costas dele "brotaram" tentáculos que me levantaram no ar.Eu ouvia uma pessoa(parecia ser uma garota) gritando de uma forma sinistra e falando:
"Você não vai escapar,não importa o quanto  você tente correr,é impossível você se safar".
Depois ouvi uma risada.
A coisa mais estranha é ela parecia estar perto de mim.Mas não havia ninguém a não se eu e ele no local.
A voz parecia vir do "além".
Eu continuava a olhar para ele.Depois ele me levantou mais alto,e no seu rosto,se formou uma boca.Uma enorme boca.Ele a abriu mais que pode e me jogou dentro dela,então caiu naquele "buraco" cheio de escuridão.
Acordei suando,com falta de ar.Meu coração estava super acelerado.E a sensação de observação havia aumentado muito mais do que antes.Eu sentia como se tivesse  alguém a minha frente,mas não conseguia ver  quem era,por causa do escuro.
Depois fiquei acordada.Não conseguia mais dormir,então só fiquei deitada esperando amanhecer.
No dia seguinte,continuei vendo os videos,mesmo depois de todos os sonhos que tive,pois a curiosidade era maior que meu medo.
Eu fiquei o dia inteiro vendo os videos,no quarto,com a janela fechadas e as luzes apagadas.
Olhei para o relógio já eram 8 da noite.Minha mãe estava na calçada,enfrente de casa,conversando com a vizinha.
Meu pai havia viajado para outra cidade,por razões de trabalho.
Então estava sozinha dentro de casa(a não ser por minha mãe e minha irmã estarem do lado de fora da casa).
Minha mãe,"lá de fora" gritou para fechar a casa(já que todas as janelas e portas estavam abertas,a não ser pelo meu quarto).
Pausei o vídeo que estava vendo do MH.
Abri a porta do quarto,e fui para a sala,fechei a porta e janela,depois fui caminhando em direção a cozinha,aí vi.
De pé na porta da cozinha lá estava ele.Com o mesmo terno de sempre,e olhando fixamente para mim.Só iluminado pela "luz da lua"(era lua cheia no dia).
Então fiquei paralisada,assustada e pensando:
"Isso não pode ser real.Estou sonhando,delirando,só pode.Ele não pode existir,é impossível!!!"
Fiquei parada olhando ele,depois esfreguei meus olhos,e olhei novamente.
Ele havia desaparecido.
Agora duvido de mim mesma.Duvido da "minha visão".
Aquilo foi real ou só uma ilusão da minha mente insana?
Bem...
Não sei,mas agora,desde aquele dia,quando vejo videos relacionados a ele,me sinto mal.
Fico meio zonza,minha visão fica turva e embasada.Fico com falta de ar,e começo a tossir feito louca(como se tivesse tuberculose o algo do tipo).
Ainda não sei o porque disso.
Pode ser que muitos de vocês não acreditem,mas na boa...
É difÍcil mesmo acreditar numa coisa dessas,as vezes nem eu acredito que tudo isso aconteceu,e fico pensando se tudo foi um delírio ou que "sonhei acordada".
Até agora,e nesse exato momento sinto,que tem alguém me observando.

Os Gêmeos



Não sei o que dizer ao relatar algo assim, simplesmente o medo ainda me mantém paralisado e sem reações definidas as quais eu deveria tomar uma atitude e rápido, porém, até então não tenho muita escolha além de continuar com a vida normal que um dia eu tive... Quando eu ainda lembrava meu nome.

Para falar a verdade minha vida nunca foi normal como a de qualquer outro garoto de 16 anos deveria ser, mesmo assim sempre tentei ignorar pequenos detalhes que hoje viraram o problema que assombra meu presente. Detalhes que eu sempre denominei como o meu casal de irmãos gêmeos mais novos.

Claro que todo mundo tem seus problemas comuns de família, pequenas brigas alheias entre irmãos e tudo mais, porém, o meu caso é diferente. Eu não tenho essas brigas entre irmãos nem nada, pelo contrário, eu bem que queria ter, tornaria minha vida mais normal e menos preocupante. Pode parecer estranho da minha parte, mas eu acho ainda mais estranho ter um casal de irmãos gêmeos, praticamente idênticos (se não fossem de sexos opostos, seria impossível identificar) que não tem o menor contato comigo. Mesmo estando debaixo do mesmo teto que eu!

Bem... Fora esses pequenos fatos quase inúteis, o que irei retratar agora é o que realmente importa. Como devo dizer...

Meus irmãos sempre foram estranhos e eu aprendi a me acostumar com isso, porém, esse ano a menos de três meses, quando eles fizeram sete anos tudo ficou mais tenso dês de então. Notei que os lindos olhos azuis de Lucy e Luck adquiriram um tom negro e profundo para Luck, como se ele estivesse sugando sua alma, e um vermelho vivo e sombrio para Lucy, como se ela agarrasse sua vida e simplesmente tirasse toda sua esperança de viver. O mais estranho é que parece que apenas eu consigo reparar isso. Como se eles escolhessem sua presa antes de possui-la ou mata-la, antes de torturarem ela sem piedade, como os olhos da morte...

Outra coisa que andei reparando é que a boneca de pano que Lucy sempre carrega parece estar sempre me olhando, me vigiando, quase como os olhos de Lucy, me deixando igualmente desconfortável. E como se não bastasse toda noite eu encontro o carrinho de mão do Luck ao lado da minha cama com seus faróis acesos em minha direção, como pequenos olhos que me vigiam enquanto durmo sugando meus sonhos e pensamentos para que seus pequenos círculos de luz continuem brilhando e meus pesadelos permaneçam.

Porém, isso tudo acaba aqui... A mais ou menos uma semana tenho ouvido as vozes de meus irmãos em meus sonhos, pesadelos e me seguindo durante o dia, em todos os lugares, como se eles estivessem escondidos em algum lugar próximo apenas me observando e aguardando a hora certa de agir. Ouço pequenos risos de Luck, que vão ficando cada vez mais altos e frenéticos conforme me aproximo do local de onde se originam. Também escuto uma pequena música sem fim, uma espécie de “la la la” sendo cantarolada pela Lucy em um ritmo suave, sarcástico e sombrio, como se ela estivesse zombando do meu estado nervoso e neurótico. O pior nisso tudo é que esses tais acontecimentos ficam cada vez mais frequentes e piores, estão me levando à loucura. Não sei até quando conseguirei suportar, pois garanto, não sou mais o de antes dês de então e imagino que só devo piorar.

A cada dia sinto que chego mais perto do fim dessa grande tortura. A cada dia sinto mais medo. A cada dia sinto que tudo fica pior e mais sombrio... Até que, o que eu achava ser o fim estava só começando. Após acordar de um terrível pesadelo me deparo com os meus irmãos, apenas lá, parados ao lado da minha cama me encarando, Lucy com sua boneca de pano e Luck com a cordinha que puxava seu carrinho. Olhos sombrios, me sugando, me fazendo esquecer quem realmente sou. Eu me sentia um pouco tonto, fora de foco, porém, consegui reconhecer um grande sorriso em suas faces sombrias sob a luz da lua que entrava pela janela. Um sorriso e então... Sangue! Muito, mas muito sangue saindo de suas bocas sorridentes e olhos profundos. E antes que eu percebesse as vozes deles voltaram a me perseguir, Luck ria mais alto e freneticamente que nunca e Lucy não parava de cantarolar a “música da morte”.

Eu não aguentava mais, estava no meu limite, eu já havia esquecido tudo que poderia um dia me identificar como o garoto que já fui um dia. Aqueles olhos cheios de sangue não apenas me observavam, estavam levando minha alma para o abismo do esquecimento, apenas me arrastando até lá, apenas me torturando até aquele momento, o momento certo para terminar de sugar minha alma e levar tudo àquilo que um dia chamei de vida...

Lucy soltou a mão de sua metade e se aproximou de mim tirando de trás de sua boneca um punhal ainda sujo se sangue, porém reluzente. Sorrindo ela parou de cantarolar e disse:

- Não se preocupe logo você terá esquecido tudo isso...

A última coisa que vi e ouvi antes de empurrar Lucy e sair correndo do meu quarto até o quarto dos meus pais foi Luck rindo loucamente, o riso que não parava de me perseguir e ecoar em minha mente.

Após atravessar todo o corredor e entrar correndo e mais desesperado que nunca no quarto dos meus pais, não podia me deparar com coisa pior... Meus pais estavam banhados em sangue, minha mãe pendurada pelos cabelos no ventilador que ainda girava lentamente e meu pai preso na parede por pregos nas mãos, nos pés e um bem no meio de sua testa. O quarto era uma poça de sangue e eu ainda conseguia ver, mesmo sob a escuridão, os órgãos e tripas dos meus pais espalhados por toda parte.

Eu não aguentei, vomitei ali mesmo no chão cheio de sangue. Sentia as lágrimas e meu coração mais acelerado que nunca, podia jurar que ia ter um infarto ali mesmo. Mas não podia continuar assim, no final do corredor os gêmeos se aproximavam da mesma forma de sempre, rindo loucamente e cantarolando sombriamente. Com minhas últimas forças levantei, desci as escadas quase caindo por causa da tontura e fui até a porta da frente na esperança de fugir... Mas de tudo que já tinha acontecido essa era a última coisa que eu esperava acontecer... Ao abrir a porta, em vez de ver a rua, casas, pessoas, talvez um mendigo ou outro, eu acabei me deparando com o nada, com a escuridão, apenas um vazio negro e sombrio, simplesmente o nada...

- Assustado, irmãozinho?! – disse Lucy que já estava atrás de mim apenas esperando a hora certa.

Ela continuava com o punhal, calma, obscura, e murmurando a “música da morte” entre os lábios.

- Parece que você esqueceu até onde morava, irmãozinho. Não se preocupe você se esquecerá disso também...

E essas foram às últimas palavras que ouvi antes de esquecer tudo e todos... Porém os risos e a música da morte assombrarão todos que esqueceram e todos que esquecerão...


Rostos Familiares

Você com certeza já viu isso. Esse par de olhos olhando diretamente para você. E por mais que você queira se afastar, os olhos parecem te transfixarem. Ele se move como você, copiando cada espasmo, cada leve movimento - eles estão seguindo você.

Você se lembra do rosto, mas não tem certeza de onde; lembra o rosto de seus pais, o rosto parece seguro, mas não é de confiança. A partir do momento em que você olhar para ele, você estará em risco.

Mas o que torna esta criatura tão assustadora, é que quando você olha para longe, você não faz ideia se ela ainda está te observando, a menos que você olhe de volta, porque esta criatura não faz barulho, não faz som. Ela não precisa respirar. Ela não precisa descansar. E o pior de tudo, ninguém sabe de suas intenções.

Então, basta ter cuidado.

Seu reflexo pode não ser tão inofensivo, afinal.


                                 

domingo, 30 de dezembro de 2012

Tulpa...?

Bom pessoal, hoje eu queria dividir com vocês uma experiência minha do começo deste ano. Antes de começar quero explicar algumas coisas para melhor entendimento. Tulpa é uma materialização de um pensamento, ou seja, você pensa tanto em algo que aquilo se torna real (não pensem demais no SlenderMan...). Isso foi um resumo muito pequeno mas é o suficiente. Eu nunca tive problemas com sono, a ponto de ter alucinações nem nada e, mesmo por ficar jogando Vídeo-Game até de madrugada eu dormia até as 2h da tarde (isso só quando eu jogava). Bem, no dia 2 de janeiro eu tive um sonho estranho... Eu não lembro direito o que aconteceu eu só lembro que eu vi o rosto de uma pessoa que eu não via fazia um tempo (eu não vou entrar em detalhes sobre a pessoa ou o que eu sinto por ela, só vou dizer que é uma garota). Eu acordei me sentindo como se tivesse feito a prova mais difícil da minha vida. Era mais ou menos 13:30. Eu olhei em direção a TV... Eu posso jurar que por uns 3 segundos eu a vi (a garota). Quando eu percebi sua presença eu pensei no nome dela e ela virou como se alguém a chamasse. Tulpas tem uma conexão mental com seu criador. Eu não sei o que aconteceu direito, mas parecia que eu a criei durante meu sonho, mas não estava completa, pois quando eu pisquei ela desapareceu sem nenhum vestígio. Eu achei que estava começando a ficar louco, mas depois que eu li sobre Tulpas tudo fez sentido... Isso é um fato real (usei redundância pra demarcar isso) e aconteceu comigo... Eu ainda não sei se minha Tulpa desapareceu ou ainda anda por aí... Mas, se ela ainda estiver por aí, talvez ela venha atrás de mim... Não criem Tulpas a não ser que seja absolutamente necessário, é o melhor que você faz a si mesmo e aos outros.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Real Sentido do Terror

O que é terror para você? Você acha que são filmes que não te deixam dormir? Ou que são histórias que lhe prometem a morte? Se você acha que a definição é só isso (não que as alternativas anteriores estejam erradas...) você está enganado. O que você acha que as pessoas das Torres Gêmeas sentiram no momento da colisão? O que você acha que passou pela mente daquelas crianças durante o massacre? Terror puro. Consegue imaginar essa sensação? Sim? Ótimo! Não? Não faz mal... Estarei aí esta noite com você para lhe garantir essa sensação tão maravilhosa de se assistir... Não acredita? Olhe pela janela...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Natal Macabro



Todos nós sabemos que o Natal reserva boas surpresas para quem se comportou bem durante o ano. Mas, o que acontece com aqueles que deixaram a desejar? Um presente amaldiçoado, transforma esta noite mágica em uma noite sangrenta e mortal.

Dia de natal. Durante o dia todos estavam apressados e empolgados com as festividades noturnas, enquanto Noel, mais tarde conhecido como Papai Noel, colocava em prática todo seu plano. A cidade era pequena, e ao total na lista de Noel haviam 88 crianças. Noel durante o dia todo sem descansar construía com suas próprias mãos os brinquedos das crianças. Eram carrinhos de madeira, bonecas de pano e muitas outras coisas que ele não havia entendido, mas que inventava novos brinquedos.

Durante a noite de natal, Noel esperou as festas cessarem, para que antes de terminar a noite, enquanto todos estavam exaustos dormindo em suas casas profundamente, ele entrasse pelas chaminés e colocava em prática todo seu plano. Depois de entrar pela chaminé, Noel caminhava até a árvore natalina da casa, colocava um brinquedo endereçado à criança da casa, e logo em seguida procurava os quartos de seus pais. Ele levava consigo um saco com os presentes, e em seu cinto uma grande faca e uma pequena navalha.

Ao entrar no quarto dos pais, Noel retirava a faca e matava o homem e a mulher com golpes mortíferos no peito de cada um. Depois retirava seus olhos e os guardava numa pequena caixa que ficava dentro do saco de presentes. Com a navalha ele deixava as duas pessoas carecas e sem o couro da cabeça também, relembrando agora seu antigo serviço de barbeiro. Estava concluído seu serviço.

Próxima casa. Fui uma noite exaustiva para Noel, mas logo na manhã seguinte o resultado foi uma verdadeira e abominável cena de desespero em todos os cantos da cidade. Assim como ele queria e planejara. Policiais  famílias e visitantes nervosos e desesperados sem saber o que fazer, quando uma voz em meio à multidão gritou apontando para a grande árvore de natal do centro.

- Foi o velhinho dos presentes. Olhem a árvore de natal.

As pessoas em conjunto olharam com atenção aos enfeites pendurados em cada ponta do grande pinheiro. Os olhos de todas as vítimas estavam ali, no lugar das bolas brilhantes. Enquanto isso dezenas de sacos pretos circulavam para retirar os corpos das casas.

Todos os que estão mortos foram aqueles que tinham filhos e os levaram até ele na véspera de natal. Por sorte ele não fizera nada com as crianças. Outra voz gritava:

- Vamos matá-lo. Assim todos em união vasculhavam beco por beco pelo velhinho dos presentes, mas durante mais de 2 horas nada encontraram.

Ao passar em frente da antiga barbearia de Noel, alguns participantes de um grupo perceberam que aquele lugar não estava mais abandonado. Rastros de botas por toda a neve da calçada marcavam o caminho até a porta, que agora já não tinha mais neve sob a fechadura.

Com um pesado chute, a porta veio abaixo rapidamente, e em dupla entraram as primeiras pessoas. O restante do grupo aguardava ansioso por vingança. Esperavam um sinal para invadirem a casa e matarem o velhinho dos presentes. Mas alguns segundos se passaram, e a única coisa que escutaram foi o silêncio seguido por dois corpos que foram jogados para fora mortos e com as gargantas rasgadas. Em seguida Noel saiu pela porta da frente com sua roupa branca, agora vermelha de sangue, gritando:

- Hohoho, venham pegar seus presentinhos com o Papai Noel, hohoho.

Ele entrou e o silêncio dentro da barbearia só era cortado pelos gritos da multidão. A polícia chegou e cercou todo o quarteirão. Eles queriam invadir para tentar prender Noel, mas a população em massa chegou gritando:

- Vamos queimar o Papai Noel.

E foi o que fizeram. As chamas foram tão fortes e altas que para chegar perto do local da barbearia as pessoas tiveram que esperar mais de 1 dia para o calor diminuir. A história do papai Noel foi distorcida com o tempo, e hoje, pelo menos em teoria ele é uma boa pessoa, um bom velhinho. Mas lembrem-se de quem ele realmente foi no passado. HO HO HO FELIZ NATAL A TODOS!

Fonte:Doce Psicose

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Apresentação Atrasada

Olá seguidores do CreepyPastaDark, Vou fazer uma apresentação aqui atrasada. Meu nome é Erick Guimarães. Vocês devem ter percebido que o blog esta de cara nova, eu que mudei tudo, foi mal se ficou ruim    T-T meus contatos são...
Facebook: https://www.facebook.com/EriickGuimaraes
Sou dono do grupo: https://www.facebook.com/groups/311568258958248/?fref=ts

Msn: erick_guimaraes97@hotmail.com

Gmail: erickguimaraes97@gmail.com

Essa é uma CreepyPasta feita por mim baseada em um sonho que eu tive por 5 dias seguidos, espero que gostem ^^, quem quiser enviar uma creepypasta me add no facebook, caso tenha duvida, queira sugestões etc, participe do grupo, la também há muitos autores prontos pra ajudar, enfim ela ai.

O Diário de um Psicopata

09/01/2012
Olá, meu nome é Hunter , tenho 15 anos moro com minha mãe, comecei esse diário porque ultimamente minha cabeça não esta indo bem, venho me esquecendo das coisas...hoje não teve nada de diferente, acordei, tomei o café da manhã, fui pro colégio, voltei pra casa, enfim... nada demais

10/01/2012
Hoje me acordei péssimo, tive um pesadelo, não consigo me lembrar muito bem oque aconteceu nele mas foi muito ruim, não quero ter mais esse pesadelo de novo. Fora isso tudo como sempre.

11/01/2012
Tive aquele pesadelo de novo, estou cansado, me acordo suado, com mal estar.
Hoje eu encontrei uma caixa de ferro no porão da casa, grande o suficiente pra colocar um cachorro la dentro, não sei porque ela esta lá mas depois pergunto a minha mãe, ela trabalha o dia todo, não quero incomoda-la com isso

12/01/2012
Novamente aquele pesadelo... Porém me lembro um pouco dele, estava tudo escuro, talvez um lugar subterrâneo, eu estava parado olhando algo, não sei oque é, mas quero q acabe logo.

13/01/2012
Pesadelo de novo... Achei alguns fios elétricos no Porão, minha mãe chega do trabalho quando estou dormindo, por isso não vejo ela colocando as coisas lá, provavelmente está querendo fazendo algo para iluminar aquele porão.
Vou para casa de minha vó passar o final de semana lá, afinal hoje é sexta, dia de viagem.

16/01/2012
Pesadelos, Pesadelos... Quando isso vai acabar?...
O pesadelo foi diferente hoje, me lembro dele, eu estava em uma casa familiar, vi um rapaz jovem esfaqueando uma senhora de idade, foi triste... porque estou com esses sonhos... quero que acabe logo.

17/01/2012
Hoje o pesadelos foi mais intenso, me acordei tremendo, estou com medo... achei um papel na minha cama com algo escrito nele.

"Vamos nos divertir juntos, apenas eu estou brincando enquanto você observa, os pesadelos irão acabar."

Me assustei bastante com o que li, alguém esta querendo me perturbar? como entrou aqui em casa? Está na hora de falar com minha mãe, estou assustado.

18/01/2012
Pesadelos de novo, isso esta me enlouquecendo, Dessa vez eu estava observando alguém matar uma senhora com facadas... Foi Horrível...
Minha mãe não veio pra casa ontem, fiquei ate tarde esperando e nada... ligo pra elas mas ninguém atende, estou preocupado...

19/01/2012
Tive o mesmo pesadelo... fui ao porão e a caixa estava encima de uma mesa, tinha fios elétricos ligados a caixa, não sei porque aquilo estava ali, tive medo de mexer, vou chamar a policia.
Minha tia veio morar comigo e trouxe sua filha, passar um tempo aqui, estou precisando de apoio... São 19h, a Policia deve chegar amanhã, para não preocupar minha tia.

20/01/2012
São 2h da manhã. Sonhei com uma criança dentro de uma caixa de ferro, sendo eletrocutada ate a morte, ela começou a pegar fogo dentro da caixa enquanto se debatia com o choque, estou chorando...

4h da manhã. tive o mesmo sonho que tive quase agora mas dessa vez tinha uma mulher ao lado, amarrada, chorando... o rapaz a esfaqueou também, porque estou tendo esses sonhos? minha cama esta suja de sangue... oque esta acontecendo? minha tia sumiu... minha prima também... não aguento mais essa angustia...

5h da manhã, um policial apareceu aqui em casa por ter escutado gritos, estava escondido atras da porta, esperei ele passa e o acertei com uma faca na nuca...
Não sei mais oque estou fazendo, preciso de uma noite de sono sem pesadelos, não aguento mais.

6h da manhã me acordo no porão, encontro 4 corpos mutilados e 1 corpo pequeno, queimado dentro da caixa de ferro, um bilhete com uma mensagem

"Obrigado, você brincou comigo, agora só falta uma pessoa para que você durma em paz, você deve imaginar quem é... Não está com saudades da sua mãe? e da sua Vó?
Apenas durma...

-Hunter"

Mãe, Vó, Tia, Prima, me desculpem... irei encontrar vocês... finalmente irei durmir em paz...

                                                                                                                                      -Erick Guimarães

Nada Faz Sentido


Nada faz sentido.

Nada. Haviam passado-se anos, e nada se realizou.

Casei-me, tive filhos, arranjei um emprego, me mantive e cresci dentro dele, tinha tudo pra me manter em uma vida razoável, mas nada havia se realizado.

Meus sonhos mantinham-se distantes, minhas esperanças nulas.

Minha vida rumava há um buraco negro, cheio de caos, vazio, e solidão.

Não havia porque continuar.

Mesmo assim, ainda mantinha minha casca alegre, minha família, amigos, todos achavam que eu era a pessoa mais satisfeita do mundo.

Ninguém podia saber dos meus medos, das minhas angustias, minhas fraquezas. Porém, já não tinha como continuar. O medo me seguia por todos os cantos. Meus prantos eram em silêncio, mas eram contínuos.


Passaram-se meses, e eu não havia dormido sequer vinte horas. Não havia, mesmo, um porque continuar.

O tiquetaquear do relógio me assombrava, os rangidos noturnos da casa mais ainda. Pareciam rir de mim. Riam o tempo todo. Meus amigos, minha família, estranhos na rua, todos riam de mim, gargalhavam.



O suor escorria pela minha testa. Minhas mãos tremiam como nunca. Não havia mais o que fazer, os demônios todos me cercavam. Me assombravam. Em meio a esse mar de tormentas, não havia mais o que fazer, a não ser puxar o gatilho e acabar com tudo.

Meu desespero chegara ao fim. A luz veio a meus olhos, minhas metas foram alcançadas.

Sorrio, penso como o mundo é um lugar horrível.

O metal frio encostado em minha fronte, os últimos segundos de tensão, a pressão sobre o gatilho, e o barulho da bala atravessando meu cérebro, abrindo minha cabeça, e, enfim, me trazendo paz.