domingo, 19 de agosto de 2012

Jogo Maldito:The Sims







Abaixo são os tópicos postados em um fórum que não foi especificado.



Tópico #1: 16 de Março de 2010
Alguém mais já jogou The Sims antes? Ah! Foi um jogo FANTÁSTICO! Não era divertido ter uma espossa, filhos, um emprego, e uma banheira de hidromassagem no quarto? Bons tempos. De qualquer forma, tenho um problema estranho com o meu jogo, e eu estava esperando uma solução com a ajuda de vocês…


Recentemente eu comprei o jogo no eBay. Não teve muitos candidatos a comprar, e eu estava disposto a pagar muito para trazer de volta uma memória de infância. Depois que instalei o jogo e ele imediatamente começou.


Depois de jogar o tutorial para me lembrar dos controles do jogo, eu fiz um Sim. E o chamei de ‘David’ e dei-lhe a personalidade de ‘Câncer’. Então escolhi um ‘Lot’ (pedaço de terra no jogo, onde fica a casa do personagem).
Fiz uma casa bonitinha e dei um emprego para o ‘David’. No dia 7, eu finalmente consegue que ele se casasse com uma Sim chamada de ‘Truce’. As coisas estavam indo bem e no dia 11, meu Sim teve 2 filhos, Matt e Lisa.


No dia 15, David estava no trabalho e as crianças estavam na escola, Truce era a única que estava em casa e o seu nível de “fome” estava baixo, por isso decidi fazer o jantar. Assim que ela estava cozinhando, David chegou, e foi até sua mulher para comprimentá-la, só que em seguida o forno ficou em chamas. Após ser incendiado, as chamas imediatamente se espalharam e envolveram Truce. Até o momento que os bombeiros chegaram, Truce já estava apenas em cinzas. Após os bombeiros acabarem com as chamas, uma caixa apareceu dizendo que Truce morrerá no incêndio. Fiquei frustrado com isso, mas continuei com o meu jogo.


David, em vez de fazer coisas óbvias (tais como tomar banho, cozinhar, etc…) no Estado de livre-arbítrio, tudo o que ele fazia era “chorar”. Claro, se eu fosse comandar ele para fazer algo, ele fazia, mas depois ele voltava a chorar. As crianças não faziam a mesma coisa. E assim que anoiteceu, mandei os Sims para a cama.


Era 0:36, quando ouvi David gritar. Coloquei o jogo na velocidade normal e fui até ele. Ele estava na cama, se contorcendo, e ainda estava fazendo aquele grito horrível. Coloquei ele como meu Sim ativo para verificar a sua atividade. Ao invés de mostrar uma foto de uma cama e as palavras de “dormindo”, havia um retrato da sua esposa. Quando eu destaquei a imagem, a palavra Truce venho à tona. Tentei cancelar, mas dava para fazer nada. Nunva vi isso antes, e fiquei intrigado, independentemente, me senti mal por ele. Quero dizer, ele perdeu a sua esposa! Soa natural vê-lo fazer isso… bem, na vida real, isso seria verdade. Mas este é o The Sims, não a vida real…


Se algum de vocês já teve esse problema ou tem uma solução, por favor contacte-me.


Obrigado.


Tópico #2 17 de Março de 2010
Obrigado pelo feedback, mas nenhuma de suas sugestões têm funcionado, e aconteceu a mesma coisa hoje. Chora todos os dias, e em seguida, grita à noite. Eu também notei que quando meu Sim está nesse estado, o status de “Diversão”, “Conforto” e “Social” despencam. Também mandei uma MP (mensagem privada) para o cara que me vendeu o jogo, mas ele não respondeu. Continuem enviando soluções, talvez alguma funcione.


Obrigado


Tópico #3 19 de Março de 2010
Ok, depois deste tópico, estou fechando este tópico. Eu só não posso aguentar mais isso…


Então, no dia 18, ele acordou e apenas estava lá: aos espasmos e tremores. Seus status de humor estavam estáticos, mas quando mandava ele fazer alguma coisa, o jogo imediatamente cancelava a atividade.


Quando chegou 20:00h, ele começou a andar. Bem, caminhava como estivesse estivesse com frio ou sendo vigiado. Ele foi para o quarto do Matt e agarrou-o, e garoto gritava com horror enquanto David arrastava-o e jogava-o na cama, meus olhos se arregalaram quando vi David puxar uma faca de cozinha. Ele pulou sobre Matt e começou a esfaquear e cortar o peito de Matt. Sangue estava sendo espalhado em todas as direções e dava para ver David puxando os intestinos do Matt para fora. Depois dos gritos do Matt, agora eram só murmúrios. David se levantou da cama deixando o corpo de Matt se contorcendo e sangrando. De repente, lembrei da Lisa. Quando eu ativei ela, a plumbob foi até o armário, e a caixa disse que ela estava se “escondendo”. E foi então que eu vi David ir para o armário, fez uma pausa. Em seguida, a tela ficou preta e o jogo fechou. Meu papel de parede mudou para fotos do Matt e da Lisa, em preto e branco…


Estou desistalando o jogo agora, só quero agradecer a todos por suas sugestões. Não tenho certeza se um dia voltarei a jogar esse The Sims de novo…

História Bizarra:Manias que não funcionam mais



Eu só desejo que a porra do interruptor de luz esteja ligado.  Quem pensaria que o apertar de um botão poderia significar a diferença entre a vida e a morte.  Na verdade todo mundo acha isso.  É por isso que ligou.  Pequenos mania inutéis que tomamos desde a infância.  A luz irá deixar os montros distantes, o cobertor sobre a cabeça irá salvá-lo do homem rato.  E você, ainda pega mais manias depois que envelhece.  Contanto que tranque as portas e ligue o sistema de segurança, já pode descansar sua cabeça na sua cama para dormir alegremente.  Nada de assassinos ou psicopatas, monstros ou assombrações.
Mas não funciona.  Nada funciona.  Nós sempre esquecemos de algo.  A única vez que esquecer de trancar a porta.  É quando eles te pegam.  Eu teria ficado dormindo se não tivesse sido acordado por um estrondo, a porta da frente batendo.  Pulei da cama e no corredor vi a porta balançando.  Caminhei mais pelo corredor para ver se havia mais alguém.  Um momento de pânico crescia dentro de mim.  Minha casa parecia uma cena de crime.  Não era mais o santuário seguro.
Apesar da sensação esmagadora de intrusão, não havia sinal de pertubação.  Apenas a porta.  Apenas um descuido.  Eu não conseguia entender.  Tinha que ser um ladrão ou um psicopata.  Olhei por toda a casa.  Verifiquei cada armário, cada fenda.  Nada.  Senti-me um tolo, mas aliviado.  Eu só queria voltar para a cama, para esquecer essa vergonha toda.  Atirei-me de volta na minha cama, fechei os olhos por um segundo.  Sentei-me de volta.  Não houve jeito de eu cair no sono a menos que verificasse se a porta estava mesmo trancada.  Quer dizer, eu tinha certeza que tinha trancado, mas sentia como uma paranóia.
Cheguei à porta e girei a maceneta uma dúzia de vezes, cada vez mais sentia a resistência da fechadura.  Sorri.  Seguro.  Levei meus calcanhares de volta a cama.  Mas foi apenas um vislumbre, um lampejo de alguma coisa na minha visão periférica que me mandou de volta o pânico.  A sombra da cozinha.  Corri mas apenas era a minha cozinha, banhada no luar.  Fui para o quarto mais uma vez.  Outra sombra  estranha cruzou o meu caminho.  Um arrepio viajou pelo meu corpo e então decidi que provavelmente  era o gato do vizinho que passava pela janela enluarada.
Sentei-me acordado na cama.  Tentando acalmar-me.  Sempre que fechos os olhos o sentimento de intrusão esta lá.  Apaguei as luzes.  Eu olhava profundamente para a escuridão.  Sombras rondavam-me.  Monstros.  Homens Deformados.  Eu passava a mão pela cabiceira tentando achar qualquer coisa.  Os animais abomináveis olhavam-me.  Achei o celular e logo ele explodiu em luz.  O quarto estava vazio.  Seguro.  Apenas paranóia.  Balancei a cabeça e apertei o botão novamente.  O preto tomou o lugar.  Eu podia ouvi-los.  Mas não posso vê-los agora.  Não sei o que eles querem, mas sei que não posso sair.  As manias tem falhado.  Eles estão do outro lado do cobertor e tudo o que eu posso fazer agora é esperar que eles saem pela manhã.

sábado, 18 de agosto de 2012

História Bizarra:As Aventuras de Mark Twain - O Estranho Misterioso



"Demônio ou criança mágica? Quem é o "estranho misterioso" que entra na vida de uma aldeia pacata e isolada, transformando cada destino e abrindo a um garoto a possibilidade de desvendar a natureza do ser humano?" (Trecho do livro "O Estranho Misterioso")
"Em 30 de novembro de 1835, o Cometa Halley passou pelo nosso pequeno planeta azul. No mesmo dia, no novo mundo, nascia o mundialmente famoso escritor Mark Twain, autor de obras como "As Aventuras de Tom Sawyer" e "As Aventuras de Huckleberry Finn". Em 1909, 74 anos depois, Twain escreveu o seguinte a respeito dessa coincidência: "Eu cheguei com o Cometa Halley em 1835. Ele vai voltar ano que vem, e eu espero que leve-me junto". No dia 21 de abril de 1910, o Cometa foi visto novamente cruzando os céus do planeta. No mesmo dia, Mark Twain faleceu. Essa assustadora coincidência é o ponto de partida do genial longa-metragem em stop-motion "As Aventuras de Mark Twain"." (Trecho de uma descrição do trecho do filme no Youtube) 
 
Numa remota vila na Áustria da idade média, três garotos conhecem um anjo que usa seus poderes para evidenciar o quão desprezível é o espírito humano.
O sinistro desenho em stop motion que foi banido da televisão portuguesa por ser considerado inadequado para seu público alvo, as crianças. Mas por que? Assista e tire suas próprias conclusões.


História Bizarra:smile.jpg




Eu me encontrei pessoalmente com Mary E. no verão de 2007. Tinha combinado com 
Terence, seu marido há quinze anos, de vê-la para uma entrevista. Mary inicialmente havia aceitado, já que eu não era um jornalista, mas sim um escritor amador coletando informações para alguns trabalhos de faculdade e, de acordo com o plano, algumas peças da ficção.
Marcamos a entrevista para um final de semana quando eu estava em Chicago, mas no último momento Mary mudou de ideia e se trancou no quarto do casal, recusando-se a me encontrar.
Durante meia hora, fiquei acompanhado com o Terence do lado de fora, escutando e tomando notas enquanto ele tentava, inutilmente, acalmar sua mulher. As coisas que Mary dizia faziam pouco sentido, mas se encaixavam no que eu estava esperando: embora eu não pudesse vê-la, eu podia dizer a partir de sua voz que ela estava chorando, e muitas de suas objeções para conversar comigo estavam centradas em uma diatribe incoerente em seus sonhos – ou pesadelos.
Em 2005, quando eu estava no segundo ano, Smile.jpg me chamou a atenção pelo meu 
interesse crescente em fenômenos da web; Mary foi a vítima mais citada do que é referido como “Smile.dog”, como ficou a reputação do Smile.jpg.
O que despertou meu interesse (além dos óbvios elementos macabros da cyber-lenda e 
minha tendência para essas coisas) era a pura falta de informação, já que normalmente as pessoas não acreditam que isso exista e que não passam de um boato. É única porque, apesar dos fenômenos inteiros centrarem em um arquivo de imagem, esse arquivo não pode ser encontrado na internet; certamente é uma daquelas fotos manipuladas, que aparecem com maior frequência em sites como o image-board 4chan, especialmente o board /x/, focado em atividades paranormais.
Suspeita-se que sejam falsos, porque eles não têm o efeito que o Smile.jpg verdadeiro teria, ou seja, epilepsia do lobo temporal e ansiedade aguda. Essas reações no espectador é um dos motivos para a fantasmagoria do Smile.jpg ser vista como desdém, uma vez que isso seja absurdo, embora a depender de quem você perguntar, a relutância em reconhecer a existência do Smile.jpg possa envolver medo, não descrença.
Nem Smile.jpg, nem Smile.dog é mencionado em qualquer lugar na Wikipédia, embora 
o site apresente artigos sobre outros, talvez shocksites mais escandalosos como gotse 
(hello.jpg) ou 2girls1cup; ou qualquer tentativa de criar uma página referente ao Smile.jpg seja sumariamente excluída por um dos muitos administradores da enciclopédia.
Encontros com Smile.jpg são uma lenda da internet. A história de Mary E. não é única; 
existem rumores não confirmados do Smile.jpg aparecendo nos primeiros dias em grupos de discussões e até mesmo num conto persistente que, em 2002, um hacker inundou o fórum de humor e sátira Something Awful com imagens do Smile.dog, fazendo com que todos os usuários do fórum entrassem em epilepsia. Diz-se também que, em meados dos anos 90, Smile.jpg circulou em um grupo de discussões como um anexo de e-mail corrente com o assunto:
“SORRIA!! DEUS AMA VOCÊ!”

Mas, apesar da enorme exposição que golpes publicitários geraram, poucas pessoas 
confessaram ter qualquer experiência e nenhum vestígio de arquivos ou links foi descoberto.
Aqueles que afirmaram terem visto Smile.jpg inúmeras vezes davam a desculpa de estarem ocupados demais para salvar uma cópia da imagem em seu disco rígido.
No entanto, todas as supostas vítimas ofereceram a mesma descrição da foto: uma 
criatura canina (geralmente descrita como um Husky Siberiano), iluminado pelo flash da câmera, fica em uma sala escura. O único detalhe visível no fundo é uma mão humana se estendendo na escuridão perto do lado esquerdo. A mão está vazia, mas geralmente é descrita como “acenando”. Naturalmente, a maior atenção é dada ao cachorro (ou criatura canina, como algumas vítimas estão mais certas de terem visto). O focinho da besta é supostamente dividido em um largo sorriso, revelando duas fileiras de dentes brancos, fortes e de aparência humana. Esta não é, naturalmente, uma descrição dada imediatamente após ver a imagem, mas uma recordação das vítimas, que alegam ter visto a imagem infinitamente em sua mente.Na realidade, depois de terem ataques epilépticos.
Esses relatos continuaram, muitas vezes enquanto as vítimas dormiam, resultavam em 
pesadelos nítidos e perturbadores. Estes podem ser tratados com medicamentos, embora
 
em alguns casos sejam mais eficaz que outros. Mary E., eu supus, não estava usando
 
medicamentos.
Foi por isso que, depois da minha visita em seu apartamento em 2007, eu enviei notícia a websites, listas de discussões e newgroups voltados a folclores e lendas urbanas na esperança de encontrar o nome de uma suposta vítima de Smile.jpg que sentisse mais interessada em conversar sobre suas experiências. Por um tempo, nada aconteceu e eu finalmente esqueci sobre minhas buscas, desde que eu tinha começado o meu primeiro ano na faculdade e estava muito ocupado. No entanto, Mary entrou em contato comigo por e-mail, no começo de Março de 2008.
Para: jml@****.com 
De: marye@****.net
 
Ass: Entrevista do último verão
Querido Senhor L.,
Estou incrivelmente desapontada sobre o meu comportamento no verão 
passado, quando você veio me entrevistar. Espero que você entenda que
 
não era culpa sua, mas sim dos meus próprios problemas que me levaram
 
a agir daquela forma. Eu percebi que poderia ter lidado melhor com a
 
situação, no entanto, espero que me perdoe. Na época, eu estava com
 
medo.
Você vê, por 15 anos eu sou assombrada pelo Smile.jpg. O Smile.dog vem 
a mim todas as noites, em meus sonhos. Sei que parece bobagem, mas é
 
verdade. Há uma qualidade inefável sobre meus sonhos, meus pesadelos,
 
que os torna completamente diferente de qualquer sonho real que eu
 
já tive.
Eu não posso me mover e não posso falar. Eu só posso olhar 
para frente, e a única coisa em minha frente é a cena daquela imagem
 
horrível. Eu vejo a mão acenando, e vejo Smile.dog. Ele fala para mim.
Eu pensei por muito tempo sobre minhas opções. Eu poderia mostrá- 
lo a um estranho, um colega de trabalho… Eu poderia mostrá-lo para
 
o Terence, mas a ideia me repugnava. E o que aconteceria? Bem, se
 
Smile.dog mantivesse sua palavra, eu conseguiria dormir. No entanto,
 
se ele mentisse, o que eu faria? E quem iria me garantir que não
 
aconteceria algo pior, se eu fizesse como a criatura pediu?
 
Então, eu não fiz nada por 15 anos, embora mantivesse o disquete
 
escondido entre minhas coisas. Todas as noites, durante 15 anos,
 
Smile.dog veio para mim em meus sonhos e pediu para eu espalhar a
 
palavra. Por 15 anos, eu estava forte, embora tenha tido momentos
 
difíceis. Muitos dos meus colegas vítimas do board BBS – onde
 
encontrei Smile.jpg pela primeira vez – pararam de postar; ouvi que
 
alguns deles cometeram suicídio. Outros permaneceram em silêncio,
 
simplesmente desaparecendo da web. São estes com quem eu me preocupo
 
mais. Eu espero sinceramente que você me perdoe, Sr. L, mas no verão
 
passado quando você contatou a mim e meu marido sobre a entrevista eu
 
estava quase perdendo a cabeça. Eu ia te dar o disquete. Eu não me
 
preocupava se o Smile.dog estava mentindo ou não, eu só queria que
 
acabasse. Você era um desconhecido, alguém que eu não conhecia, e eu
 
pensei que eu não me sentiria culpada quando você levasse o disquete
 
como parte de sua pesquisa e selasse seu destino. Mas antes que
 
você chegasse eu compreendi o que estava fazendo: estava planejando
 
arruinar a sua vida.
Eu não podia fazer isso. Estou envergonhada, Sr. L, e espero que esse 
aviso possa fazê-lo desistir de encontrar Smile.dog. Com o tempo você
 
pode encontrar alguém se não mais fraco do que eu, mais depravado,
 
alguém que não hesitará em seguir as ordens de Smile.dog.
 
Pare enquanto ainda é tempo.
Sinceramente, 
Mary E.

Mais tarde naquele mesmo mês Terence me informou que sua esposa havia se matado. Enquanto limpava as várias coisas que ela havia deixado, fechando contas de email e coisas do tipo, ele encontrou a mensagem escrita acima. O homem pedia desesperadamente que eu ouvisse o aviso de sua mulher. Ele me contou que encontrou o disquete e o queimou até que se tornasse apenas um monte de plástico derretido. O que mais me intrigou, no entanto, foi ele ter dito que a pilha tomou a forma de algum animal. Admito que me faltaram palavras. No começo achei que o casal talvez estivesse fazendo algum tipo de piada comigo. Mas uma rápida olhada nos obituários dos jornais de Chicago me provou que era verdade. Mary E. estava morta. O artigo, no entanto, não citava suicídio.
Então decidi não perseguir mais smile.dog, pelo menos por enquanto, já que meus exames de meio de ano estavam se aproximando. Mas a vida tem maneiras estranhas de nos testar.


Quase um ano depois de meu encontro com Mary E., eu recebo outro e-mail:
Para: jml@****.com 
De: elzahir82@****.com
Ass: smile
Olá 
Encontrei seu e-mail num fórum e seu perfil dizia que você está
 
interessado no Smile.dog. Eu já o vi e não é tão assustador como todos
 
dizem. Estou lhe enviando em anexo. Apenas espalhando a palavra.
:)
A última linha me deixou arrepiado. 
Havia um arquivo em anexo: smile.jpg. Fiquei indagando em abri-lo por algum tempo.
 
Certamente deveria ser um fake, e mesmo que não fosse eu ainda não estava convencido do poder da imagem. A morte de Mary E. me assustou, é verdade, mas preferi acreditar que ela tinha algum tipo de distúrbio mental. E além disso, como poderia uma simples imagem ser capaz de fazer aquilo? Que tipo de criatura seria essa capaz de levar alguém à loucura somente com o olhar?
Certamente um absurdo. Mas e se os avisos de Mary fossem verdadeiros? E se smile.dog 
entrasse em meus sonhos exigindo que eu espalhasse a palavra? Eu conseguiria ser tão
 
forte como Mary, me recusando a colaborar até o último minuto de minha vida? Ou eu
 
simplesmente espalharia a mensagem na esperança de ser poupado? E pra quem eu teria
 
coragem de mostrá-la? Se eu continuasse com o meu projeto original de escrever um pequeno artigo sobre smile.dog, eu poderia anexar a imagem a ele. E qualquer outra pessoa que lesse o artigo seria também afetada.
Mas se o smile.dog anexado no e-mail for genuíno, seria correto me salvar dessa maneira?”
Mary E. era a administradora de sistema de um pequeno BBS em Chicago em 1992 quando 
encontrou pela primeira vez o Smile.jpg, que mudou sua vida para sempre. Ela e Terence estavam casados há apenas cinco meses. Mary foi uma das 400 pessoas que dizem ter visto a imagem quando foi postada em hiperlink no BSS, embora seja a única que falou abertamente sobre a experiência. O restante das pessoas permaneceram no anonimato, ou talvez mortas. 

E esta próxima é a versão mais conhecida da Smile.jpg. Apesar de ser a mais perturbadora, ela já foi considerada como falsa pelo próprio dono do artigo:


Quanto tempo você aguenta assistir?



sexta-feira, 17 de agosto de 2012

História Bizarra:O besouro




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Caso Psicótico - Distúrbio mental violento - Nº: 318
Registrado Na 16ª D.P de SP, São Paulo, Vila Clementino para transferência do detento de solitária para sanatório mais próximo e mais rápido o possível. Detento com tendências suicidas. Segue anexado em documento informações e registros.

Nome: Aldo Pereira Coutinho
Idade: 18
Nível do Distúrbio: Grave

Registro digitado a partir do relato gravado em áudio da parte do paciente, para futuros estudos:

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"Meu nome é Aldo. 18 anos. Não sei se devia ou não estar aqui, não faço idéia mesmo. Sei que me deixaram com essa merda de gravador ligado e me disseram pra contar o que aconteceu. Não sei de mais nada, sinceramente, se mereço ou se quer estar vivo, mas por falta do que fazer, ou falta de opção, vou contar o que me lembro dessa merda toda.

Começou do jeito mais comum o possível, algo que me parecia idiota a princípio provou ser bem mais sério do que eu imaginava. Voltava do jogo de futebol com o pessoal, e quando passamos perto dos arbustos do caminho, ouvi muitos sons de grilos, besouros, insetos em geral. E vi vários, também. Haviam muitos para ser normal. Tomei um puta de um susto e pulei para trás, mas ainda assim um veio voando na minha direção, um besouro verde escuro, do tamanho de uma bola de gude.

Me debati e esperniei, acertei quase todo mundo com socos e pontapés pra me livrar do besouro, mas ainda assim o filho da puta sumiu da minha visão sem ser morto. Ainda ouvia o barulho dele, mesmo com todos gritando e perguntando se tinha enlouquecido. Me acalmei aos poucos e fui me levantando, me apoiando no chão, quando olhei para minha mão no asfalto e vi um relevo, do tamanho de uma bola de gude, por debaixo da minha pele.

Gritei, sacudi a mão e tampei o relevo. Ofeguei e relutei até tirar a mão de cima, mas quando o fiz, estava tudo bem. Nenhum sinal de caroço absurdo sob a pele. Só uma sensação incômoda de algo estar errado. Todo mundo me encarando estranho e rindo de mim. No caminho de volta até minha casa, vim conversando e citei o arbusto cheio de insetos. Ninguém mais tinha visto nem ouvido inseto algum. Ri. Não sei de que, mas ri. Resolvi só esquecer.

Fui tomar meu banho, bem mais tranquilo, quando notei que meu nariz sangrava. Fiquei muito assustado e sem entender direito a situação. Num instinto, fiquei olhando para o sangue, sem saber o que fazer. Então começou o inferno. Um zumbido, bem baixo, daqueles que moscas, mosquitos ou pernilongos fazem quando passam perto do seu ouvido. Agoniante. Esbofetiei meus ouvidos para afastar seja lá o que fosse, mas não sumia. O som começou a aumentar.

Cai no chão do banheiro e comecei a chorar feito uma moça... Não sabia o que fazer, só doia em meus ouvidos e ficava cada vez mais alto. Comecei a gritar e me debater. Então vi mais uma vez. Na minha barriga, o relevo, o caroço, o maldito inseto por debaixo da minha pele. Em segundos me levantei, me debati e quebrei a porta de vidro do box, cortando meus dedos no processo, tentando me livrar do inseto que corria por debaixo da minha pele por todo meu corpo. Todo. Meu. Corpo. Quando comecei a vomitar por não aguentar mais ver aquilo, meu Pai já havia entrado no banheiro acompanhado de minha Mãe. Ela já chorava mesmo sem saber o que acontecia, por ter visto minhas mãos cheias de sangue e o box destruído... Meu Pai me conteve e me sentou na privada. Me perguntou que porra estava acontecendo. Chorei, chorei, engasguei e desmaiei.

Acordei em meu quarto, com curativos nas mãos e um médico saindo, apertando a mão do meu Pai e dizendo que ficaria tudo bem. Que havia sido apenas um ataque, talvez hormonal ou emocional. Relativamente comum entre jovens sob tanta pressão como eu provavelmente era...

Quando meu pai voltou para meu quarto e ouvi o barulho da ambulância indo embora, fingi dormir e esperei ele fechar a porta. Assim que ele saiu eu me levantei e procurei no meu corpo pelo maldito. Não achei em lugar algum, e também não ouvia o zumbido. Deveria estar tranquilo, mas o silêncio mortal daquela parte do bairro e o tic-tac do relógio só me agoniavam de modo estranho.

Deitei. Divaguei. Conversei comigo mesmo sobre minha situação. Não fazia o menor sentido. Andei pelo meu quarto e mexi nas minhas coisas. Relaxei, me senti melhor. Minhas mãos nem doíam tanto, só quando dobrava os nós dos dedos ou cerrava os punhos...

Me sentei na cama, bem mais relaxado depois de um dia tão estranho. Domingo. Ainda eram duas da tarde. Meu Pai entrou no quarto e eu logo disse que queria falar sobre o que aconteceu mais tarde, mas que estava tudo bem. Ele entendeu e me ofereceu um lanche. Aceitei, e em minutos ele voltou com uma bandeja, com pão, manteiga, queijo e suco. Agradeci e bebi o suco. Ele saiu do quarto. Olhei para a bandeja, respirei fundo e senti uma pontada no peito.

Me joguei para trás e vi o besouro debaixo da minha pele de novo. Agora não tinha mais medo dele. Tinha raiva. Ia matar ele. Vi ele descendo até perto da minha cintura, me joguei e peguei a faca de serra que veio com o pão e depois de pensar duas, três, quinze vezes, enfiei a faca no começo da minha virilha, bem rente ao maldito, que não se mexeu. Quando comecei a cortar a pele ao redor para tirar ele de mim, meu pai abriu a porta de novo.

'Puta que pariu, moleque!'. No susto, olhei para ele, e quando olhei de volta, o besouro havia sumido. Só havia um semi círculo na minha virilha e bastante sangue. 'Caralho, moleque, caralho!', gritou meu Pai. Olhei para ele com medo, não dele, e sim do que vi no rosto dele. Bem do lado do seu olho, o besouro. Entrou pela fresta do globo ocular e se fixou acima. Um calombo acima do olho do meu Pai. E ele não reagiu, parecia não sentir nada, sequer notar algo invadindo seu rosto. Não pensei duas vezes.

Voei com a faca no rosto do meu Pai, que esquivou, cortei um pouco de sua testa. Me desarmou com um soco, que logo devolvi, bem no meio do rosto, em cima do besouro. 'Agora você tá fudido, moleque'. E eu levei a maior surra da minha vida. Não conseguia encarar meu Pai enquanto apanhava. O besouro havia mudado ele, mudado seu rosto. Era como uma máscara vermelha com expressões exageradas... terrívelmente doentio.

Lembro de minha Mãe tentando conter ele e de desmaiar de novo.

Acordei preso com algemas e dentro de um cubículo preto. Com novos curativos. É... era uma solitária. Ouvi mais uma vez uma conversa, dessa vez, de um homem com minha Mãe. 'Precisamos manter ele aqui, senhora, enquanto a ambulância do sanatório não chega. É pela segurança de todos, principalmente, a dele mesmo'. Ouvi minha mãe chorar e seu choro se afastar nos corredores.

A mais ou menos uma hora atrás vieram me amarrar com cordas para evitar qualquer movimento. É... eu estive me jogando contra as paredes desde que ele voltou a aparecer sob minha pele. Podia escutar ele andar pelos meus músculos, tendões, juntas. Indiscritivelmente nojento.

Me amarram. Só posso observar e sentir enquanto eles rastejam sob minha pele. Sim, não é só mais um. Ele colocou... Colocou ovos debaixo da minha pele, e alguns já se abriram. Vários circulam pelo meu corpo e mais estão por vir, das dezenas de ovos que ele pôs...

...Acho que quero morrer...

...Por favor...

...Me matem..."

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Observações médicas adicionais: Série de hemorragias internas de caráter e origem desconhecidos. Paciente contorce o corpo em movimentos involuntários enquanto chora. Não dorme, não come, não urina ou defeca normalmente.

São Paulo, SP, 11/03/2011.

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Caso Psicótico - Distúrbio mental violento - Nº: 319
Registrado Na 16ª D.P de SP, São Paulo, Vila Clementino para transferência do detento de solitária para sanatório mais próximo e mais rápido o possível. Detento com tendências suicidas. Segue anexado em documento informações e registros.

Nome: Fernando Rael Nunes
Idade: 23
Nível do Distúrbio: Grave

Registro digitado a partir do relato gravado em áudio da parte do paciente, para...

Histórias Curtinhas:O escuro


Está tudo escuro, não vejo nada, porém ouço, do outro lado, no quarto dos meus pais, gritos e sons de batida.Levanto da cama e abro,de fininho a porta do quarto deles, não quero acreditar, sangue por todo lado, as paredes, antes brancas, agora estão rubras.Olho para o lado e lá está, está escuro por isso não posso ver direito mas, é alguém alto com uma adaga em sua mão direita e um livro na esquerda.Ele olhou para mim, corro a toda velocidade e pulo na minha cama me cobrindo com o cobertor.Vejo a porta do quarto abrir e lá está ele, puxando os corpos dos meus pais, ele me ignora e vai até a parede, acho que ainda não me viu, ele pega o sangue e começa a escrever na parede, olho por uma brecha no cobertor e me apavoro, não pode ser, deve ser um sonho, isso um sonho!Não quero acreditar no que vejo, mas é verdade, lá esta escrito:
"Posso ver você"

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

História Bizarra:Slender Man


Você já desobedeceu seus pais? 

Aposto que sim, todos nós mesmo que uma vez já fizemos algo levado ou algo muito errado que deixou nossos pais bravos ou desapontados, é muito normal que quando crianças , para evitar essas ... bagunças nossos pais nos contavam histórias de monstros e coisas assim, como o homem do saco , fantasmas , coisas que nos assustavam e nos fazia repensar nossas ações, bom esse tipo de atitude com as crianças não é exclusiva para o Brasil , por exemplo , na alemanha existia uma história por volta do Século XIX que era bem parecida com essas, os pais contavam as crianças para não brincarem na floresta ou os desobedecerem se não o “Der Grobmann” as pegaria... Aparentemente isso controla os pestinhas da época porem um dia, um jovem garoto brigou com seus pais e fugiu de casa , o garoto correu em direção a floresta angustiado pela discurção que havia tido com seus pais , lá ele esperniou, gritou e xingou.
A noite se aproximava e o garoto assustado voltava para casa após ter se acalmado quando notou algumas árvores mexendo, ele estranhou pois era uma noite sem vento de verão mas não deu muita importância , o garoto temia a noite por causa de lobos e predadores que viviam naquela floresta, ao tentar ver o horizonte para saber se estava chegando perto de casa o garoto se depara a uma distancia com um homem... um homem alto e de terno, o garoto demorou um pouco para percebe-lo pois ele era bem parecido com uma árvore , o garoto andou em sua direção achando que era seu pai ou ao menos qualquer pessoa , poi snaquele ponto o garoto estava aterrorizado pelos sons que a floresta emitia , porém ao se aproximar o garoto tropeça e o perde de vista , mas o homem ainda o via ... ao se levantar o garoto se depara com uma visão horrenda do homem alto ... mas havia coisas parecidas com tentaculos ou até mesmo galhos de árvore saindo de suas costas , então aterrorizado como estava ele olha em seu rosto ao se deparar com... nada o homem não tinha rosto , só uma face sem expressão,olhos,boca,orelhas ou nariz , o garoto começa a correr mas não importava para onde lá estava ...o Der Grobmann . Naquela noite a pequena vila proxima a floresta foi acordada com um horrendo grito de uma criança, o pequeno garoto nunca mais foi visto .
Os encontros com o Der Grobmann sempre aconteceram, pois se a criança desobediente não for a floresta..a floresta irá até ela.
Hoje em dia chamado de Slender Man ou traduzindo “Homem esguio” ele visita suas crianças em seus sonhos antes de ... as levar , se você sobreviver tempo suficiente fugindo dele você ficará paranóico , sua vida lentamente parará enquanto sua mente se consome com a imagem do homem sem rosto , chega a um ponto que você chega a vê-lo mas ele não fará nada pois você já estará fadado pelo sue proprio medo , pois é disso que ele vive ...medo , o seu medo , pois você sbae que ele sempre estará te observando se você for uma criança..levada. bons sonhos.

História Bizarra:Eletricidade



Acredito que isso tenha começado há algumas semanas atrás. Os eletrônicos da minha casa começaram a ligar e desligar de repente. No começo era apenas um pequeno incômodo; eu estava na internet e meu computador desligava, ou eu estava cozinhando alguma coisa e o forno parava de funcionar. 
Chamei um eletricista, mas ele disse que a fiação da minha casa estava perfeita. Não acreditei nele e chamei outros eletricistas, mas todos disseram a mesma coisa. Então tentei usar menos eletricidade em casa, achando que estava sobrecarregando-a. Eventualmente aprendi a conviver com isso.

O que começou a chamar a minha atenção para este fato foi quando meus colegas de trabalho começaram a reclamar do mesmo problema. A mulher do cubículo ao lado do meu me confidenciara que o iPod dela havia parado de funcionar com a bateria ainda cheia, e que voltara a funcionar minutos mais tarde.
Logo estávamos vendo notícias sobre os mais diversos casos. Nos foi dito que o problema seria consertado logo, e não nos deram mais informações sobre.
Logo descobri que não era apenas nossa cidade que estava sendo afetada; muitas outras áreas ao redor do país - e mais tarde descobri que ao redor do mundo também - estavam sofrendo dos mesmos problemas.


Continue Lendo... Tem Coragem ?


As coisas começaram a piorar. À certa altura, muitos de nós estávamos acostumados com um ou dois aparelhos eletrônicos não funcionando. Mas quando todos os eletrônicos começaram a desligar ao mesmo tempo, e não funcionavam por horas, o pânico começou a tomar conta das pessoas. Não havia explicação. A mídia e os eletricistas não conseguiam nos explicar o porquê.
Então os geradores começaram a falhar. A maioria das escolas, escritórios e até algumas casas colocaram geradores para quando a eletricidade fosse embora. Eles estavam funcionando bem, e então, da mesma forma com que acontecera com os outros aparelhos, os geradores começaram a não funcionarem mais. Crianças tinham que ir para as escolas estudar no escuro. Eu mesma tive que chegar ao escritório onde trabalho usando uma lanterna; que eventualmente parou de funcionar, claro.

Quando as luzes pararam de ligar de volta, o estado de pânico se generalizou. Não importava o que era feito, as casas estavam ficando completamente escuras. Sem nenhum acesso à meios de comunicação, as pessoas não sabiam mais de nada.
Então as “alucinações” começaram. Pessoas gritavam que estavam vendo e ouvindo coisas. A mulher do cubículo ao lado do meu teve uma dessas alucinações. Eu deduzi que era bem ruim, porque ela grampeara os próprios olhos. Ou foi o que eu ouvi, já que nosso prédio estava na mais completa escuridão.

A sociedade começara a ruir. Os eletrônicos mantinham nossa espécie conhecida, conectada, entretida. Sem essas coisas... Bem... Agora sabemos o que acontece. Eu parei de ir ao trabalho. Ninguém estava indo a lugar nenhum; as pessoas ficavam em suas casas, estocando comida e itens de sobrevivência, e tomando conta dos entes queridos que estavam começando a ter alucinações.
Durante o dia - o único momento em que havia luz - eu vi um homem caído no meu jardim. Corri para ajudá-lo, mas assim que cheguei perto, ele começou a gritar.

“Oh Deus, as luzes! Precisamos das luzes! Tragam-nas de volta, por favor!”

Fiquei com medo de me aproximar dele. Dei alguns poucos passos em sua direção, até que suas palavras a seguir me deixaram estática:

“Eles virão se não tivermos luzes! Virão para pegar todos nós! Homens, mulheres, crianças, todos!”

Os pelos da minha nuca se arrepiaram ao ouvir aquilo. Sou uma pessoa racional, mas o modo como esse homem gritava, o modo como ele me encarava... Percebi que ele não estava penas sofrendo de alucinações.

Eu podia ter perguntando mais ao homem, mas infelizmente ele desmaiara. Não queria deixá-lo jogado no meu jardim, mas também não podia ligar para a polícia e eu nunca o tinha visto na vizinhança antes. Acabei levando-o à estação policial do outro lado da cidade, mesmo sabendo que os policiais não estariam ali. Quando finalmente voltei pra casa, o sol já estava se pondo. Senti os pelos da minha nuca se arrepiarem mais uma vez e corri para dentro de casa, trancando a porta atrás de mim.

Uma hora depois, quando estava quase dormindo - não havia muito o que fazer nesses dias - eu escutei. Um grito de gelar o sangue, vindo de uma casa não muito longe da minha. Eu pulei da cama e corri o mais rápido que pude até a casa. Alguns outros se juntaram a mim enquanto tentávamos descobrir o que estava acontecendo. Entretanto, ninguém saíra da casa para pedir ajuda. Um homem que estava com a gente decidiu entrar para ver o que havia de errado. Ele derrubou a porta e desapareceu na escuridão.
Momentos mais tarde, ouvimos seu grito também, mas como estávamos mais perto, ouvimos sons novos além dos gritos.

Era o som de carne sando arrancada dos ossos, uma risada não-humana, e o som de sangue espirrando nas paredes.

Tudo que posso me lembrar é de estar voltando pra casa. E se eu forçar a memória desse dia, posso me lembrar de talvez ter visto um “deles” através das janelas daquela casa... Quer dizer, apenas os olhos brilhantes, claro. A coisa mesmo é toda preta, combinando com a escuridão em que vive. Claro, tem aqueles dentes...Oh Deus, os dentes. Quando aquilo sorriu para mim através da janela, eu os vi. Brilhantes, brancos e pontudos, com carne e sangue pingando deles.

Agora aqui estou. Me tranquei no quarto, tendo apenas a luz da lua vindo de uma pequena janela para guiar minha caneta enquanto escrevo isso. Ouço o pânico lá fora; as pessoas estão tentando enfrentar o que quer que sejam aquelas coisas, mas estão falhando. Mais gritos, mais ossos se partindo, mais sangue manchando as ruas... É tudo que eu tenho escutado nas últimas horas. Estou surpresa de não ter ficado totalmente insana...Ainda.

Tive algum tempo para pensar também. Este é o motivo pelo qual temos medo do escuro. Essas coisas são a escuridão, o pior dela. Eles são a razão pelo qual as crianças precisam dormir com alguma luz acesa. A luz os mata. Qualquer fonte de luz, até mesmo a luz saíndo da tela de um computador. É por isso que não atacam durante o dia. Eles são cuidadosos em aparecerem para os humanos - Quando não é hora de comer, lógico - mas agora eu sei porque todo mundo tem medo do escuro quando são crianças. Eu me lembro, agora, de ver um deles pelo canto dos olhos quando tinha cinco anos de idade. Minha mãe me disse que eu estava apenas vendo coisas que não existiam.

Se eu aguentar por mais algumas horas, o dia virá. Talvez a ajuda chegue, e eles não serão capazes de me atacar, eu ficarei segura.

Mas isso provavelmente não vai acontecer, já que posso ouví-los nas escadas agora. Eles estão vindo, e essa porta trancada não vai segurá-los. Eu vou sofrer o mesmo destino que aquelas pessoas dentro daquela casa.

Eles estão arranhando a porta agora. Posso ouví-los rindo, como se isso fosse um jogo. Tenho uma faca na minha mão, mas que bem isso poderá fazer? Por quê as luzes se foram?

Posso ver um deles ao pé da minha cama agora. Mostrando aqueles dentes para mim. Derrubo a faca. Por que se incomodar? Talvez seja apenas nossa hora, como humanos. A escuridão está aqui para limpar a terra.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

História Bizarra:O episódio perdido de Chaves

                             
Você já viu aquele episódio em que o Chaves finge que foi atingido por um carro? Na época em que a TV Mexicana transmitia episódios inéditos da série, depois que esse episódio passou ocorreu uma pausa e a série só voltou 4 meses depois. Mas o que aconteceu durante esses 4 meses? Bolãnos aparentemente havia filmado o que deveria ser o episódio final de Chaves, e ele era mais ou menos como esse episódio supracitado. 

O capítulo começa com a introdução característica da série, mas o som está antiquado. Quando a vila aparece, não tem ninguém no pátio. O portão se abre como se alguém fosse entrar, mas ninguém entra. E o episódio continua nisso por dois ou três minutos, apenas mostrando a vila vazia e o portão aberto até que finalmente Chaves aparece saindo da vila e vai caminhando pela rua. 
Nesse momento, aparecem Quico e Chiquinha na vila. Quico pergunta então para Chiquinha aonde é que está o Chaves (O ator Carlos Villagrán, que interpreta Quico, faz essa cena usando a voz típica do personagem, entretanto as suas bochechas não estão "inchadas" como deveriam). Chiquinha responde que ele está na rua com catchup. No momento exato que ela diz "na rua", ouve-se um rugido horrível que não aparece em mais nenhum outro episódio da série. 
Após isso, aparece a cena do episódio que foi transmitido na TV e que provavelmente você conhece (a cena em que o Chaves finge estar morto cheio de Catchup) em que aparecem todos os moradores da vila chorando. O som é muito antiquado e os soluços parecem estar vindo de muito mais pessoas do que só aquelas que aparecem na cena. Nesse momento a cena é cortada para o que parece ser uma parada para os comerciais. 
Então acontece uma mudança para outro cenário, com Dona Florinda, Seu Madruga, Professor Girafales, Quico e Chiquinha em frente de um fundo preto. Na frente deles parece haver um caixão com o corpo do Chaves mas não dá para encherga-lo. Os 5 personagens parecem estar totalmente devastados. Dona Florinda parece muito magra, e quando parece que ela está apenas atuando, a feição devastada dela é realçada quando a câmera foca a sua face por cerca de longos 5 a 10 minutos. Depois dessa cena incrivelmente longa, Quico e Chiquinha dizem "Chavinho" em vozes de coração partido, de tristeza total. Quico não estava falando com sua voz típica, o que levanta questões se os atores Carlos Villagrán e Florinda Mesa (Dona Florinda) estavam mesmo atuando ou se o sentimento era real. 
Depois disso, aparece a imagem do corpo do Chaves. 
É nessa cena, mais do que qualquer outra, que são levantadas muitas questões como por exemplo o corpo de Chavez que está mais alto que o ator Roberto Gomes Bolaños. O terno de Chaves é muito pequeno, e pode-se ver também que ele é muito gordo e a cor da pele dele é muito escura. As duas pernas dele estão quebradas e sangrando. O Boné que cobre o rosto dele está coberto de sangue, e os braços dele estão emagrecidos comparados ao resto do corpo. O tronco dele parece estar excepcionalmente limpo, comparado aos membros que estão sujos e ensanguentados. Essa cena dura 5 minutos, até que começa a música final característica da série." 
Houve um período de 4 meses entre o tempo que esse episódio foi filmado até quando Chesperito (apelido de Bolaños) juntou seu time, e há muitas controvérsias sobre quem teria "interpretado" o corpo de Chaves. Ficou claro que que não foi um bobo qualquer, e também não foi um figurante que teria aparecido mais alguma vez na série em outros episódios seguintes. Além disso, a algum tempo atrás, Bolaños disse que ele quis fazer algo que ninguém nunca teria visto antes na televisão. 
Curiosidade: 
Bolanõs queria que no ultimo episódio de Chaves, o Chaves se sacrificasse pra salvar uma criança de ser atropelada, mas ele decidiu não fazer isso por que a filha dele disse que isso poderia fazer outras crianças quererem imitar o personagem... 

História Bizarra:Obra-Prima



Estou deitado a um bom tempo agora. São 5:35 da madrugada e não há muito que eu possa fazer. Sabe qual é a pior parte da minha situação? Estou no mesmo quarto que os meus pais. Eles não param de olhar pra mim e tudo que eu posso fazer é olhar de volta e tentar não gritar. É inevitável. Seus olhos estão focados em mim e suas bocas abertas. Também tem o cheiro forte de sangue e eu me sinto paralisado de medo.

Ali está a coisa. No segundo em que eu fizer qualquer sinal de não estar dormindo mais, estou totalmente fodido. Vou morrer e não há ninguém que por perto que possa me ajudar. Estive pensando em um jeito de sair daqui mas a única idéia que tive foi sair correndo pela porta e correr para fora pela porta da frente gritando por ajuda, esperando que meus vizinhos me escutassem. É arriscado, mas se eu ficar aqui, certamente morrerei. A coisa está esperando que eu acorde para que eu veja sua obra-prima.

Você deve estar se perguntando o que está acontecendo. Eu me antecipo as vezes.

A três horas atrás, ouvi algo gritando do lado de fora da casa. Me levantei para investigar o barulho, fui até a sala, olhei pelas janelas mas não vi nada. Fiquei observando tanto tempo que cochilei no sofá. Eu poderia ter morrido por essa idiotice que cometi. Quando subi as escadas para voltar ao meu quarto, havia sangue no corredor até a porta dos meus pais. Horrorizado, corri de volta ao meu quarto, me escondi de baixo dos meus cobertores como o covarde que sou. Tentei me convencer a dormir de novo, ou acordar, ou qualquer coisa assim, mas estava tentando me convencer de que não era real.

Então escutei a porta do meu quarto abrir. Sendo medroso como eu, olhei por debaixo do meu cobertor para ver o que estava acontecendo. Pude ver algo arrastando meus pais mortos para dentro do quarto. Não era humano, isso posso afirmar. Não tinha cabelo, nem, roupas ou qualquer coisa. Suas costas corcundas conforme ele arrastava meus pais. Andava como um homem-das-cavernas, mas era muito mais esperto do que qualquer um. Ele sabia o que estava fazendo.

Sentou meu pai na beirada da cama e virou o rosto dele para mim. Sentou minha mãe na cadeira perto do meu computador e fez ela olhar para mim. Então começou a passar a mãos nas paredes, sujando-as com sangue até desenhar um círculo com um pentagrama invertido nele. A coisa criou algo que ela gostaria de chamar obra-prima. Para finalizar, escreveu uma mensagem na parede a qual eu não podia ler devido a escuridão.

Então foi para de baixo da minha cama, esperando para atacar.

A coisa mais assustadora agora, é que meus olhos se acostumaram a escuridão após todo esse tempo, e eu posso ler a mensagem que ele escreveu na parede. Não quero olhar para ela. Porque é terrível só de pensar. Mas eu pressinto que preciso ler, antes de ser morto.

Espiei para a obra prima da criatura. Li a mensagem.

"Eu sei que você está acordado."