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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Lendas urbanas & Bizarrices.

Disney ressuscitado




A primeira lenda urbana da lista envolve Walt Disney, criador do Mickey, do Pato Donald e da Disneylândia. Milhões de americanos “sabem” que o gênio dos desenhos animados teve o corpo congelado logo depois de sua morte para ser descongelado e ressuscitado no futuro. Fumante compulsivo, Disney morreu em decorrência de um câncer no pulmão no dia 15 de dezembro de 1966, aos 65 anos de idade. Mas a técnica de congelamento, chamada criogenia, foi aplicada pela primeira vez em um ser humano somente um mês depois. Ela conserva os tecidos e órgãos dos cadáveres em bom estado, mas não se conhece ainda uma forma de fazê-los voltar à vida. Oficialmente, Disney foi cremado depois de dois dias de velório.  


Crocodilos na tubulação

As tubulações subterrâneas de água e esgoto de Nova York estariam infestadas de crocodilos assassinos. Eles teriam vindo da Flórida, como animais de estimação. Mas foram se tornando grandes e violentos demais, e os antigos donos os soltaram nos esgotos. Este mito foi criado por jornais sensacionalistas nos anos 1930, e resiste firme e forte até hoje. 

A morte pede carona
A origem desta lenda é incerta. Vem provavelmente do tempo das charretes e carruagens. E tem diferentes versões, conforme a época e o lugar onde é contada. Nos Estados Unidos, conta-se que pessoas dirigindo por estradas desertas dão carona a uma garota até a casa dela, na cidade mais próxima. Mas, ao parar o carro, o motorista percebe que a moça desapareceu, deixando um lenço ou um cachecol no banco de trás. Confuso, ele toca a campainha, conta o que aconteceu e mostra o objeto. Os pais reconhecem a peça e dizem que a filha morreu há muitos anos em um acidente de carro no exato local onde o motorista parou para lhe dar carona.

No Brasil, são motoristas de táxi que pegam uma linda garota na frente do cemitério. Ela pede para dar um rolê pela cidade e desce novamente na porta do cemitério. Na hora de pagar, manda o motorista ir buscar o dinheiro na casa dos pais dela. Ele pega o endereço e vai. Ao chegar, é atendido por um senhor. Ele conta a história. O homem, a princípio desconfiado, fica transtornado quando o taxista descreve a moça, suas roupas e sua fisionomia. E ainda aponta uma foto na parede. “É aquela moça”, diz o taxista. “Era minha filha”, responde o velho. “Morreu muitos anos atrás.” 

O roubo dos rins
Uma das lendas urbanas mais assustadoras foi também uma das primeiras a se espalhar como praga com a popularização da internet, inclusive no Brasil. Teria sido criada em 1997, quando um e-mail começou a circular na rede alertando para o novo e aterrorizante crime que acontecia em algumas cidades do planeta. As vítimas, no início da lenda, eram turistas ou pessoas viajando a negócios. Em algum bar da cidade, um estranho sedutor ou uma linda estranha puxava conversa, convidava o visitante para ir a um lugar mais tranquilo e oferecia um drinque. Em pouco tempo, a vítima ficava zonza e desmaiava. Acordava horas depois numa banheira cheia de gelo.

Ao lado da banheira, um telefone e um bilhete: “Ligue para o serviço de emergência imediatamente”. Apavorada, a pessoa descobria uma grande incisão nas costas. Seu rim tinha sido retirado cirurgicamente para ser vendido no mercado negro de órgãos. O pânico chegou a tal ponto que órgãos de saúde dos Estados Unidos fizeram uma campanha pedindo para que vítimas do tenebroso golpe fizessem contato. Ninguém ligou. Mas a história rendeu um curta-metragem que ainda circula pela rede. 

A loira do banheiro
A loira do banheiro apavora a garotada no Brasil pelo menos desde o início dos anos 1970. Uma garota linda e loira vivia no banheiro matando aula ou fumando. Um dia, escorregou, bateu a cabeça no vaso e morreu. Desde então, ela assombra o lugar quando alguma menina entra sozinha, principalmente se a intenção for matar aula.

No início, ela apavorava só o toalete feminino; com o tempo, passou a atacar os meninos também, e com um visual mais assustador: cicatrizes mal fechadas no rosto e algodão no nariz ou até nos olhos. Alguns dizem que ela se tornou violenta.

Uma versão mais hardcore diz que a loira do banheiro era uma professora que foi torturada a navalhadas por alunos revoltados. Se você entrar no banheiro sozinho e não encontra-la, o ritual para invocar seu espírito é o seguinte: dê a descarga três vezes, chute a privada e vire-se rapidamente para o espelho. 

O espírito no copo
No ritual do copo, os participantes dispõem números de zero a nove, letras de A a Z e as palavras “sim” e “não” em forma de círculo sobre uma mesa. No centro, é colocado um copo de boca para baixo, sobre o qual todos devem tocar levemente o dedo indicador enquanto fazem perguntas para um espírito, invocado minutos antes com orações em voz alta, feitas de mãos dadas.

Misteriosamente, o copo se move em direção às letras e números respondendo cada pergunta. Durante um desses rituais, feito por um grupo de adolescentes, um garoto incrédulo, de sacanagem, perguntou se algum deles morreria em breve. O copo caminhou em direção ao papel com a palavra “sim” e se estilhaçou. Pouco tempo depois, o jovem incrédulo morreu em um acidente de carro. 

Cadáver no refri
Um funcionário de uma famosa fábrica de refrigerante morreu de repente durante o trabalho e caiu no imenso tanque com o líquido pronto para ser engarrafado. Na hora, ninguém percebeu. Seu corpo ficou submerso durante dias, decompondo-se enquanto o refri era engarrafado. Alguns consumidores acabaram dando de cara com dedos e outras partes do corpo do falecido enquanto saboreavam a bebida. 

domingo, 2 de junho de 2013

Sociedade Vril

Hoje trago um assunto que poucos conhecem... hoje vamos falar sobre a secreta sociedade ''Vril'' que é uma sociedade que chegou muito perto de DOMINAR DO MUNDO...
            A sociedade Vril está no topo das sociedades secretas mais sinistras e desconhecidas da humanidade, a vril tem praticamente os mesmo objetivos da sociedade não tão secreta ''Illuminati'' que todo mundo conhece, mas a Vril chegou muito perto de dominar o mundo.
            A sociedade foi criada há 100 anos atrás permanece até os dias de hoje, algumas lendas sobre a sociedade vril dizem que os membros originais  da Vril  acreditavam que poderiam viver de baixo da terra e voar até as estrelas  usando um poder ou substância química chamada Vril  e acreditavam que um dia eles dominaria o mundo e eles realmente chegaram muito perto disso.
            Essa sociedade altamente estranha estava dentro do mais conhecido Partido Nacional Socialista ou como todos conhecem Partido NAZISTA. E como todos sabem a sociedade prevalece até hoje mas, á grande escalada da sociedade foi na época do Nazismo.
            As lendas que estão por volta dessa sociedade são apavorantes mas é claro que como a realidade sempre faz o teu papel que é torna tudo pior do que parece, tenho quase certeza que a sociedade é mais sinistra do que parece.
            Fundada antes da segunda guerra mundial  ainda é até hoje a sociedade mais secreta da nossa querida Alemanha, dentro dessa sociedade Vril tinha pessoas que possuíam muito PODER digamos que faziam parte do Partido Nazista como Hermann Goering, Heinrich Himmler, e até Adolf Hitler. Sim isso mesmo Hitler. O objetivo dessa sociedade, em suma seria a supremacia da raça Ariana, só que antes mesmo do Nazismo existir, os ocultistas Vril trabalhavam em total segredo fazendo qualquer coisa para garantir o poder Ariano. A sociedade fazia desde assassinatos políticos até sacrifícios Humanos (isso inclui Orgias e invocações de espíritos )  .
            Essa prática bizarra dos membros da Sociedade Vril teve seu auge no fim da Primeira Guerra Mundial, onde na Bavária, várias crianças ilegítimas ou órfãs foram abrigadas vindas de lugares devastados pela Guerra, crianças essas que seu sumiço não seria percebido.
            A lenda dizia que o Vril vindo de uma criança era o mais concentrado e poderoso do que qualquer outra fonte, as crianças eram vistas como portais entre os mundos Astral e Material de um modo que os adultos não eram, seriam elas portanto, vítimas ideais para o sacrifício humano.


Esse conceito bizarro do “Vril” foi tirado de um livro de ficção científica de 1871, em um livro chamado “The Coming Race”, ou ( A Raça do Futuro ), escrito por Edward Bulwer Lytton, e nesse livro, Lytton descreve uma raça chamada “Vrilia”, que teria segundo ele, o completo domínio da força Vril. Era pura ficção científica, mas ganhou adeptos à teoria do Vril, mesmo porque, ficção científica nesse período da História era um poderoso fenômeno popular de massa, em 1871, esse ramo de leitura era algo tido como tão original que pessoas levavam isso a crença factual do que imaginária. Lytton ainda diz em seu livro, que esses super seres, os “Vrília”, com o domínio da força “Vril”, teriam o poder de fazer quase tudo, curar doenças ou destruir nossa humanidade conhecida em um piscar de olhos. O Protagonista da estória descobre no entanto que, uma criança detentora da força Vril poderia destruir uma cidade inteira, obviamente os Nazistas, em especial Adolf Hitler, ficaram loucos ao saber disso. O Livro de Lytton, A Raça do Futuro, em vários aspectos foi o pré-cursor de, pelo menos, algumas das ideologias que culminaram com a “Solução Final”. Pode parecer uma dessas teorias de mesa de bar, ou matéria de Jornais Sensacionalistas, mas de fato, a Sociedade Vril era mesmo, conscientemente dedicada a serviço do mal, e pelo impacto que teve no fundadores do Partido Nazista, iria se disseminar nas pessoas que iriam capitanear o regime mais cruel do século XX. O Nascimento. Muitas fontes afirmam que a sociedade nasceu em 1918, em reuniões secretas próximo a cidade Bávara de Berchtesgaden, foi criada então a sociedade Germânica de Metafísica, nomeada mais tarde por sociedade Vril. 
            Criada originalmente por dois homens, por um filho de maquinista, chamado Adam Alfred Rudolf Glauer, que mais tarde viria a ser conhecido como Rudolf Von Zebottendorff, muito ativo nos círculos ocultistas, ele era maçon e alquimista, e havia fundado o grupo anterior, a Sociedade Thule, era de origem humilde, mas viria a dar a si próprio um título de nobreza e por Dietrich Eckhart, viciado em morfina e dotado de um poder de persuasão hipnótico anti-semita. 
           
 Eckhart foi o amigo mais próximo de Hitler entre os anos de 1918 à 1923 quando veio a falecer, ele acreditava que estava preparando o terreno para o salvador da Alemanha, ele era claramente um gênio louco, pois viveu grande parte da vida entrando e saindo de manicômios espalhados pela Alemanha, era tão obcecado pelo poder que se auto-denominava “Profeta João Batista”, fazendo alusão ao profeta bíblico que pavimentou a estrada para o verdadeiro messias. Eckhart foi também uma das principais mentes na criação do Partido Nazista, ele via Hitler como um messias, um homem santo que viria a salvar o povo alemão. Ele deu mais ênfase em sua teoria de “Messias Alemão” quando se consultou com uma médium que afirmava que “quando estava em transe viu uma aparição, que tomou forma ao sair de sua vagina e que seria o novo messias alemão, e teria o nome de Adolf Hitler” (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk).
            Se isso tudo fosse verdade, o falso João Batista, com a falsa médium louca que via coisas metamórficas saindo da vagina, estariam abrindo caminho para a vinda no “Falso Messias”, o próximo passo seria proteger a sua maior arma, o Vril. Misteriosamente, em dois anos, esse grupo de nacionalistas alemães se tornariam a “Elite”, a cúpula do partido nacional socialista, que muitos de seus líderes eram membros da sociedade Vril, como:
                                                    
 Herman Goering:  comandante da Luftwaffe, que dentro outros devaneios, acreditava que Jesus não era Judeu, e sim “ Ariano”



Rudolf Hess: representante de Hitler no partido Nazista, esse por sua vez, acreditava em tudo, até que dormir com imãs sob a cama afastaria emanações nocivas


Martin Bormann: chefe da chancelaria do partido nazista, declaradamente satanista, Bormann era taxativo quanto a sua vontade de exterminar o Cristianismo e o Judaísmo, ele dizia que via o Cristianismo como “Perversão Judaica”

eee por ultimo o bambambam

Adolf Hitler: ( Nem preciso apresentar né ) talvez, o mais malandro de todos os mencionados acima, pois tirou proveito da sociedade para atender seus próprios objetivos, Hitler tirou proveito do momento de Frenesi que vivia o ocultismo naquela época, manipulando os membros loucos dessa sociedade como bem quis, nenhum dos membros chegava a seus pés em crueldade, e porque não, inteligência. Para Hitler, a Sociedade Vril e todo o interesse pelo ocultismo da época eram só uma ferramenta para chegar ao topo, mas Hitler tinha suas próprias crenças ocultas. Muitos acreditam que seu primeiro contato com o Ocultismo aconteceu muito antes da Primeira Grande Guerra, em Viena ( Áustria ) quando conheceu um bizarro homem chamado Lanz Von Liebenfels, ele era obcecado pelo Ocultismo Ariano, frequentador da cidade de Carnuntum, onde os Alemães derrotaram os romanos no século I.
            Liebenfels publicava uma revista chamada Ostara, onde explanava suas idéias de uma religião nova nomeada Ariosofia, recheada de divagações sobre raça e de uma idéia bizarra ocultista, Hitler era um leitor assíduo dessas publicações, Liebenfels defendia em suas revistas que Judeus poderiam ser mortos, pelo simples fato de serem Judeus ( simples assim..). Com essas idéias maturando na cabeça, Hitler estava cada vez mais perto do Vril, do Partido Nazista e da Solução Final. A influência da Sociedade Vril na história moderna teve uma proporção gigantesca, de 1888 à 1920, centenas de sociedades secretas foram criadas e transformadas, e geraram sub-grupos ainda mais secretos, alguns perigosamente nacionalistas, com a “Mão Negra”.
Foi atribuída a Mão Negra o assassinato do Arqui-Duque Austríaco Francisco Fernando em 1914, desencadeando de forma singular a Primeira Guerra Mundial. Os 30 anos que antecederam a criação da Sociedade Vril foram marcados pela solidariedade racial e pelo ocultismo, ocultismo esse que dominava o pensamento de praticamente todas as classes sociais no fim do século XIX, domínio esse atribuído a uma grande mística desse século, chamada Madame Helena Blavastsky.


Fundadora da Sociedade Teosófica, em 1875 e se transformou uma referência no campo do Ocultismo, com seu livro, “A Doutrina Secreta” escrito em 1885, foi o primeiro do gênero a combinar ciência com religião, influenciou ativamente a criação de diversas sociedades posteriores, incluindo a Sociedade Vril, principalmente pelo fato de Madame Blavastsky ter escrito que pessoas da raça “Raiz Ariana”termo que significava “nobre”, e que teriam estes vindos como descendentes diretos do povo Atlantis Fontes: A Sociedade Vril – Theo Paijmans, A Raça do Futuro – Bulwer Lytton, Tropas de Assalto de Satanás – Michael Fitzgerald, Os Nazistas e o Ocultismo –  (Recomendo)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Blog Irmão: Leitura Creepy

Horror Society

É uma ideia de Sociedade entre certos blogs de terror, o CreepyPasta Dark fundou com o Leitura Creepy tornando-se "Blog Irmão" é como um "Upgrade" de Parceiro, tem uma área de destaque e é o blog de uma grande amiga a Micky Nekoi ^^



Teia de Conspirações - KKK (Ku Klux Klan)


N/T: Olá seres noturnos, hoje eu vim fazer uma matéria sobre a organização KKK, que também é conhecida como Ku Klux Klan. Eu sei sim que é um tema polêmico (por ser uma organização racista que fez e ainda faz milhões de vítimas) mas já estava na hora dessa matéria vir para o Leitura Creepy, já que faz um tempo que eu não faço uma matéria que preste,e com temas que ninguém quer mexer. Então estão preparados para conhecer um pouco mais na história sobre essa organização? Então reabrindo a sessão Teia de Conspirações no blog, vamos falar da Ku Klux Klan.




Cerca de dez mil pessoas. Dez mil pessoas é um número médio apontado para o número de vítimas do Ku Klux Klan. Decorria o ano de 1865 e Jesse James andava a assaltar bancos nos EUA. Saídos de uma guerra sangrenta, os Estados Unidos estavam neste momento tudo menos unidos. Havia uma forte separação entre Norte e Sul. Foi neste clima alucinante que seis indivíduos fundam esta máquina assassina.

A Guerra

A Guerra de Secessão (ou Guerra Civil Americana) consistiu no combate entre 11 Estados Confederados do Sul, latifundiário, fidalgo e defensor da escravatura, contra os Estados do Norte, já industrializados, onde a escravidão era mais escassa do que no Sul. Estas diferenças estão entre as principais causas da guerra e têm origem ainda no período colonial.

Em 1861, ano do início da guerra, o país consistia em 19 estados livres, onde a escravidão era proibida, e 15 estados onde a escravidão era permitida. No dia 4 de Março, antes de Lincoln assumir a presidência, 11 Estados esclavagistas declararam secessão da União, e criaram um novo país, os Estados Confederados da América.




A guerra estalou quando as forças confederadas atacaram o Fort Sumter, um posto militar americano na Carolina do Sul, no dia 12 de Abril de 1861. A Guerra termina no dia 28 de Junho de 1865, com a rendição das últimas tropas remanescentes da Confederação, no Sul.




É também muito importante perceber as facções políticas saídas deste brutal confronto. A Guerra leva a uma divisão em três diferentes partidos muito, muito diferentes daquilo que a maioria das pessoas pudesse pensar: osanti - esclavagistas radicais da União, que formariam o Partido Republicano; os pró-esclavagistas da União, que formariam o Partido Democrata e ainda os separatistas. De facto, ao contrário do que acontece atualmente a reviravolta absoluta do Partido Democrata acontece já em no século XX, até lá, era um partido muito vocacionado para os ricos e pró-escravatura.

É neste cenário que regressamos ao ano de 1865, num Sul destruído pela Guerra, absolutamente humilhado, desesperado pela fome e desemprego. Centenas, milhares de jovens vagueiam pelas cidades e campos sem qualquer ocupação, não há emprego.

Véspera de Natal

Foi na véspera de Natal que Calvin Jones, Frank McCord, Richard Reed, John Kennedy, John Lester e James Crowe se reunirem para fundar uma associação. Nada de política! Nada de religião! Apenas fraternidade de armas. Relembrar a união que os manteve durante os psicadélicos dias de Guerra. Foi, naturalmente, necessário batizar a união com um nome.

Kuklos, que significa "círculo" em grego foi adotada por Kennedy; já Crowe divide-a em dois : "ku klux". “Observando que os fundadores eram de origem escocesa, lester propôs acrescentar ao nome uma evocação ao "clã", em harmonia com a ortografia adotada” daí o "klan".

Estando numa época festiva, surge a Crowe a ideia de adoptar uma fantasia tanto para os membros do grupo, como para os cavalos (o seu meio de transporte…), roubando para tal panos, lençõis e capuzes brancos da casa dos seus hóspedes. Nasceu a organização ku klux klan.







Vamos brincar

Tudo começa como uma mera brincadeira. Era “divertido” desfilarem pelas ruas de Pulaski, de noite, perto das casas dos negros que, sendo iletrados e altamente supersticiosos, acreditavam verdadeiramente que os fantasmas dos confederados mortos na Guerra tinham voltado para os atormentar. O terror descrito por alguns indivíduos é aterrador.





A brincadeira tem repercussões impensáveis: fazendeiros do sul vêem aqui a verdadeira oportunidade de voltarem a ter de volta os seus escravos! Nem mesmo eles teriam pensado num plano tão perfeito, uma“oportunidade de trazer de volta para o trabalho nas plantações os 4 milhões de negros que Abraham Lincoln tinha liberado com a Proclamação da Emancipação de 1º de janeiro de 1863”. Os negros procuravam na casa dos “senhores” proteção.

Deixou de ser brincadeira. Os “cavaleiros brancos” perseguiam agora com um único intuito: aterrorizar,“utilizando diversos dispositivos para dar credibilidade aos seus poderes sobrenaturais: ossos de esqueletos escondidos sob os tecidos com que se cobriam, para apertar a mão dos antigos escravos alforriados, abóboras habilmente recortadas, que colocavam e retiravam rapidamente, para evocar a lenda do cavaleiro sem cabeça (…)”.





Convém nunca esquecer o ambiente que se vivia no Sul: um ódio profundo ao Norte, que continuava as suas políticas anti-esclavagistas; uma pobreza seguida de perto pela fome. É neste cenário que a KKK, nomeadamente os seus seis elementos, é vista como salvadora da Pátria e dos valores: adquire uma impensável notoriedade na região.

Elementos

Se no início temos os seis amigos, rapidamente a sociedade tende a aumentar. Para evitar denúncias, o segredo torna-se um componente essencial, largamente auxiliado pelo anonimato garantido pelo capuz e reforçado pelo uso de títulos esotéricos e ritual iniciático: numa seleção no mínimo estranha, o infeliz candidato a membro era punido pela sua curiosidade, sendo fechado num túnel, dentro de um barril e empurrado para rolar.

Aquilo que apenas os seis começaram por fazer, rapidamente grupos organizados começam também a executar: organizam-se, cobrem-se, surpreendem e matam negros.

No começo de 1867, em Nashville, no Texas, os seis de Pulaski, sentindo-se ultrapassados pelos acontecimentos, tentam retomar o controlo das operações. Adotaram uma proclamação dos princípios fundamentais da KKK: uma"instituição cavalheiresca, humanitária, misericordiosa e patriótica"(incompreensível, não?).





Elaboraram organograma à semelhança de uma hierarquia medieval fantasiada. “Cada estado tornou-se um reinado governado por um Grande Dragão; cada distrito era um domínio, dirigido por um Grande Titã; cada condado ou província ficava sob a autoridade de um Grande Gigante. Tudo constituía o "Império Invisível", dominado pelo Grande Feiticeiro. As funções mais modestas eram ligadas a títulos como Grande Monge, Grande Escriba ou Grande Turco.”

Acima de tudo, a KKK era a organização responsável pela liberdade dos brancos.

Ideais

O dever sagrado de qualquer membro da KKK seria "a manutenção da supremacia da raça branca na República". Um objectivo justificado pela “sacrossanta psicologia" : "os negros são verdadeiramente homens?” e por uma teologia estranha: "O Criador, elevando - nos dessa forma acima do nível ordinário dos humanos, quis nos fornecer, sobre as raças inferiores, um poder que nenhuma lei humana pode nos retirar de maneira permanente".

Quanto a política, não haviam dúvidas: juravam fidelidade à Constituição americana, da qual se viam herdeiros exclusivos, por serem brancos; porém, o klanista prestava também juramento de "se preservar das leis do governo federal, cujo poder era declarado "arbitrário e ilícito"”.

A verdade é que a KKK nunca teria ido tão longe se não estivesse largamente apoiada por altos dignitários, dos quais a maior parte eram antigos oficiais confederados. Previsto para ser o primeiro Grande Feiticeiro da KKK, o general Robert Edward Lee, o ex-comandante-chefe dos exércitos do Sul, declinou o convite, mas aceitou ser o presidente "invisível".



                                                                     Robert Edward Lee


Nathan Bedford Forrest

Era necessário um presidente. Era necessário tornar a KKK oficial. Em 1867, uma estrela lendária foi aclamada: o general Nathan Bedford Forrest. Sabia-se que havia acumulado uma grande fortuna como traficante de escravos, assim como os seus feitos eram também eles famosos: “as suas tropas massacraram os soldados negros que se renderam em Fort Pillow, gritando "Matem os negros!"”. Era o homem de que a KKK necessitava. Deva-se dizer que foi brilhante na sua actuação. Em 1869 procede solenemente à dissolução da “irmandade”. Na realidade foi um bluff colossal, sabido por todas as pessoas: colocando o “império” numa clandestinidade cada vez maior, a irmandade desaparecia aos olhos da lei, crescendo cada vez mais e mais.



                                                                            Forrest

Vamos a votos!

Além das mutilações, chicotadas e assassinatos, a KKK era particularmente influente nos momentos eleitorais. O método parecia eficaz: obrigavam negros, através de visitas surpresas a meio da noite, acompanhadas por chicotadas e ameaças de morte, ou a abster-se ou a votar no partido Democrata, tendo em conta que no século XIX o Partido Republicano estava largamente associado aos inimigos do Norte.





Além da sua actuação eleitoral, os negros tinham agora também a liberdade de se associarem, de se juntarem em grupos. Ora tal prática era absolutamente indigesta para a KKK. Muitos dos negros tinham-se juntado à Loyal League, que cultivava o pensamento igualitário de Lincoln e autorizava seus membros, a partir de 1867, a portar armas. Se a associação era impensável, o porte de armas por parte da população negra era a verdadeira heresia! Assim, durante os primeiros meses de 1868, “o Grande Feiticeiro percorreu seus estados convocando para a mobilização”.





Respondendo a um jornalista, Forrest explicou: "Os negros faziam reuniões noturnas, iam e vinham, tornando-se extremamente insolentes, e todo o povo do Sul, em todos os estados, estavam muito preocupados". O que Forrest não explicou foi o motivo pelo qual “os seus próprios militantes, em nome da "preocupação" dos cidadãos americanos, tiravam ilegalmente prisioneiros negros de suas celas e pendurando-os em árvores.”

A KKK atacava morbidamente os negros que tinham conseguido juntar alguns bens no pós-guerra, sempre em nome do raciocínio segundo o qual eles eram “preguiçosos, inconstantes e economicamente incapazes e, por natureza, destinados à escravidão. A Klan "mantinha a ordem". Natural e social.” . Note-se que a actuação da KKK não se limitou aos negros. Todos aqueles considerados anti-americanos tinham visitas surpresa: judeus, católicos, prostitutas e sobretudo indivíduos vindos do Norte, tais como professores e mais tarde todos os emigrantes europeus e comunistas.

A situação descontrolou-se. Registaram-se tiroteios, chicoteamentos, linchamentos que acabaram por degenerar em anarquia total, com alguns grupos do KKK a lutarem entre si. Forrest sai discretamente da organização…

A KKK não recuava. Nada a conseguia travar. Um caso caricato aconteceu em pleno tribunal, onde o senador republicano Stephens foi brutalmente apunhalado. Terá sido perante tal que no dia 20 de Abril de 1871, o presidente Ulysses S. Grant assinou um acto draconiano (o mesmo que excessivamente severo), que colocou, definitivamente, o grupo na ilegalidade. Passou a ser autorizada o uso da força para dissolver núcleos de associados da KKK, tendo, seis meses mais tarde, sido decretada a lei marcial em nove condados da Carolina do Sul.

Apesar de ter sofrido uma dura derrota, a KKK desmembra-se por forma a não ser apanhada: White League, Shot Gun Plan, Rifle Club, entre outros.

Horror no século XX

Em 1915 acontece aquilo por que muita gente se recorda desta organização. Nas Montanhas Rochosas dos EUA, o reverendo William Simmons queimou uma grande cruz à frente de 15 dos seus companheiros da KKK.









A KKK desenvolve-se a partir de 1920, com a entrada em cena de dois novos associados de Simmons: Edward Clarke, ex-jornalista e Elizabeth Tyler, um viúva milionária. Clarke tornou-se chefe do estado-maior da KKK, não fosse ele um expert em publicidade. Fixa o quartel-general em Atlanta, “reinstaurou, grosso modo, as antigas subdivisões e o ritual clássico de iniciação, multiplicou os desfiles em que queimava cruzes, deu um salário aos que exerciam uma função no seio da KKK”.

Num ano “o Sul foi "reconquistado" e, novidade, o Norte ficou seriamente tentado, em particular os estados de Indiana, Oklahoma e Oregon”. De facto, Republicanos e burgueses das cidades ficaram aliciados.

O número de membros oscilou entre os 3 e os 5 milhões… MILHÕES! Com tal colossal apoio, a KKK diversifica as suas actividades: publicou jornais e folhetos, comprou imóveis, assumiu o controle da Lanier University. Mais tarde, a KKK tem um novo presidente: um dentista franco-maçom (32.° grau) Hiram W. Evans, de Dallas, que se torna Feiticeiro Imperial e aproveita igualmente para expulsar Clarke e Tyler.





Em 1924, a KKK organiza um desfile descomunal em Washington. As massas ficam impressionadas.









“Fortalecido pela relativa neutralidade da polícia e pelo apoio de diversos magistrados locais, a Klan, copiosamente armada, multiplicou os seus atos de crueldade.”





Os negros, ou aqueles que se confraternizavam com eles, homens da lei, políticos e pastores viam os seus cabelos serem rapados, eram marcados na testa com as três iniciais KKK, açoitados ou ainda cobertos por asfalto, no qual colocavam penas. Apresentando-se, novamente, como justiceira da moralidade pública, a Klan punia as mulheres adúlteras, os médicos aldrabões, as prostitutas, marginais, sem-abrigos. O cenário era repleto de crimes hediondos, como o de “criminosos moídos por um trator”.





O descontrolo tinha regressado aos EUA.

É votada nalguns estados, como Louisiana, uma lei anti-máscara (proibição de usar máscaras fora do Dia de Todos os Santos e do carnaval).

Nos anos 1930, a ideologia Nazi exerceu um grande fascínio sobre a KKK. Porém, toda esta paixão acaba quando Pearl Harbor é atacado pelos Japoneses (aliados dos Alemães), verificando-se uma enorme afluência aos alistamentos no exército por forma a combater o “perigo amarelo”.

O último prego no caixão?

Sabe-se que muitas acções dos patrões contra os empregados e sindicalistas na grande crise de 1929-30 tiveram por trás a mão da KKK. Nos anos que se seguiram, a KKK observou um progressivo declínio. Pensa-se que o que terá feito a organização recuar, terá sido a acção do Internal Revenue Service (Receita Federal Americana), em 1944, tendo cobrado 605 000 dólares em impostos atrasados. Apesar da esmagadora fortuna, a KKK começou-se a desmoronar, falando-se até em falências.

Renascimento?

Nos anos 1950, a promulgação da lei contra a segregação nas escolas públicas despertou novamente algumas paixões antigas, voltando-se a observar cruzes acesas. Seguiram-se confrontos violentos, casas dinamitadas e novos crimes (29 mortos de 1956 a 1963, entre eles 11 brancos, durante protestos raciais).





As ações anti-comunismo, combate aos índios ou mesmo anti-catolicismo marcaram esta época dos KKK, contudo, a sua força de outrora… já não era a mesma.

De facto, o soldado negro, durante a II Guerra Mundial, provou ser tão capaz de combater o inimigo e tão capaz de defender a Pátria como o soldado branco. A sociedade americana viu isso.

Contudo, entre 1980 e 1986 registaram-se oficialmente 3 000 ameaças, agressões ou mortes.

Atualmente, já no século XXI existem mais do uma facção da KKK. Efetivamente, ao pesquisar para este post consultei pelo menos dois sites ditos oficiais de duas dessas facções. Num deles, é apontado como principal “vocação” a fraternidade e o amor entre todos os irmãos brancos; já num outro site, de uma outra facção, os membros mostram-se mais "activos", dizendo-se vítimas de anos de “incompreensão”, dando grande relevo ao seu passado (não referem massacres…), dando bastante ênfase a relatos de racismo contra indivíduos brancos (que também existe, como todos sabem), apelando à união dos brancos.







Na "terra dos sonhos", na "terra das oportunidades", como é ainda possivel existir algo assim? Ainda mais curioso é o facto do presidente americano actual ser negro. Como é possivel continuar a co-existir num mesmo país tantas "américas" diferentes e escondidas?

Dois testemunhos:

“Os brancos de classe baixa (…) têm sólidos preconceitos contra o negro, porque lhe faz concorrência como mão de obra não qualificada e, quando colidem, essa gente organiza-se em Klan, ataca os negros que encontra e maltrata-os (…). Por exemplo, um branco arrenda uma terra a um negro. Outro branco quer a mesma terra, mas o dono prefere dá-la ao negro. Para punir o negro, o branco que pretende a terra junta um grupo de vizinhos e, mascarados, chicoteiam o negro e deixam-no meio morto.”

“Fusilaram um homem de cor chamado Joe Kennedy e espancaram a sua mulher, de cor clara. Acusavam Joe Kennedy de ter casado com essa mulata; não queriam que ele desposasse uma mulher tão branca; e espancaram-na por se ter casado com um negro tão preto”.


G. Hodgson, “Carpetbaggers” et Ku Klux Klan, Julliard – Gallimard, Paris 1966