segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Olá pessoas, tudo bom com vocês ?
Como vocês já perceberam eu estou fazendo várias postagens. A razão de tal ato é que logo logo eu vou viajar, e corre o risco de não ter wi-fi onde eu vou ficar. Então vou traduzir e postar o máximo de conteúdo possível. O conto a seguir foi tirado de um livro chamado Frenesi, da autora Heloisa Seixas.
Boa Leitura.
 Depois que o último funcionário foi embora do palácio, o guarda que fazia a ronda noturna na ala da frente, a ala do museu, sentou-se por um instante na sala de segurança para ajeitar o cordão do coturno, uma bota enorme, preta, de cano alto. Já passava das nove da noite e em torno do palácio, em pleno Centro do Rio, quase não havia mais movimento. As ruas estavam tão vazias que até parecia madrugada. Atrás, no jardim interno onde ficava o lago com os cisnes, as palmas das palmeiras imperiais mal se moviam, tal a quietude da noite. As luzes externas tinham sido apagadas, restando acesas apenas, junto às quinas, algumas luminárias, que emanavam uma luminosidade mortiça, triste.
  Arrumando o cordão da bota, o guarda se levantou e ajeitou também o cinto e o coldre, de onde saía o cabo escuro de uma arma. Em seguida foi até a porta da sala da segurança e espiou o corredor. Ali também havia pouca luz, mas dava para ver o mármore de duas cores formando losangos e o corrimão da escada principal, que levava ao salão de banquetes e à biblioteca, no segundo andar. Dali de onde estava, ele não podia ver, mas no primeiro patamar, logo acima da escadaria, ficava uma espécie de vitrine, de madeira e vidro, cheia de documentos, comendas, penas antigas, mata-borrões. Virando à direita, a sala de banquetes, com afrescos nas paredes e cortinas de veludo, tendo ao centro a mesa espetacular de jacarandá, com cadeiras de espaldar trabalhado. E junto ao salão ficava a biblioteca, que ainda abrigava alguns livros raros em suas estantes altíssimas, todos trancados por trás de vidros.
  Antes de começar seu plantão, o guarda sempre revia mentalmente todo o espaço do museu, como a se certificar de que estava num ambiente conhecido. Era a maneira que encontrava de se sentir seguro. Não havia mais ninguém ali. Não haveria mais ninguém durante muitas horas, até amanhecer. Era ele quem estava de plantão naquela noite. Ele, só ele. E assim, ajeitando o cinto mais uma vez, pôs-se de pé junto a um dos portais e ficou quieto, à escuta.

  Outra vez, estou ouvindo outra vez. Pronto
  É sempre há esta hora que começa. E eu não posso fazer nada. Tenho que ficar aqui, em guarda. Não posso abandonar meu posto. Da última vez em que eu me distraí, deu no que deu. Os tiros, toda aquela confusão, a correria. O bandido escapou. E eu também. Mas a verdade é que escapei por pouco. Cheguei a ouvir o zunido da bala, passando por mim, o som do metal se cravando no mármore da parede. Agora, por causa disso, presto muita atenção. O diabo é ter de passar a noite toda aqui sozinho, nesta ala do palácio. Antes, eu não me importava. Mas de uns tempos para cá começou. Acho que foi depois da tentativa de assalto. É verdade, foi sim. Eu nunca tinha pensado nisso. Mas foi.
  Não tenho medo de fantasmas. De jeito algum, não sou dessas pessoas fantasiosas, que se impressionam à toa. Não, não, pode acreditar, não ligo para nada disso. Tenho medo é de ladrão, gente viva, isto sim, que não sou maluco. Quer saber? Decidi fazer este bico aqui de segurança apenas por estar desempregado, mas de ladrão tenho medo, não posso negar. Tenho sim. Agora, de fantasma? Nem pensar. Acho tudo isso bobagem. Tenho até fascínio, interesse. Sempre gostei de histórias de terror. Sempre, sempre. Quando eu era pequeno, minha avó aproveitava as noites de chuva, lá na casa em que morávamos, em Guaratuba, e nos contava histórias assombradas. Minha irmã chorava de medo, eu não. Eu gostava. Depois, com o tempo, tomei gosto pela leitura, descobri vários autores de mistério, de histórias de terror, sobrenaturais ou de crime, tanto faz, gosto dos dois tipos. Mas, medo mesmo, nunca tive. Não sou bobo como minha irmã era, nunca fui.
  Quando vim trabalhar aqui no palácio, no museu, teve gente que veio falar comigo. Aqui tem fantasma, Cássio. Achei besteira, nem liguei. Afinal de contas, um lugar tão bonito. Aqui é assim, vou descrever, para quem não conhece: é um palácio grande, com várias alas e um jardim interno, com um lago enorme, cheio de cisnes e palmeiras de um lado e outro. É bonito mesmo. Isso, o jardim. Mas aqui dentro, então, é mais bonito ainda. É espetacular. As paredes são todas de mármore, o chão também, formando uns desenhos de duas cores. E tem as escadarias, duas delas, uma de mármore, a principal, outra de madeira, menor, que fica lá atrás. Essa eu gosto menos. Não porque seja feia, nada disso. Mas porque ela range à noite. Geralmente é lá que começa. Como aconteceu agora. Dizem que a madeira estala, principalmente madeira antiga. Mas sei lá. Quando vim trabalhar aqui, não lembro que tivesse nada disso. Foi depois. Depois do assalto é que começou.
  Vou contar toda a história, desde o princípio. Eu sou assim, sabe? Gosto de contar histórias para mim mesmo em pensamento, como se estivesse falando com alguém. Ainda mais quando estou aqui, de guarda. É para passar o tempo. Para espantar o medo.
  Primeiro, quero falar de quando era menino, das tais histórias de assombração. Não é que minha avó se limitasse a contar histórias, era mais do que isso. Minha avó tinha talento, sabe? Tinha jeito para a coisa. Contava aos pouquinhos, fazia suspense, às vezes interrompia a história e só continuava no dia seguinte, era uma agonia danada. E mais: só contava à noite. E quando era noite de chuva, aí é que ela ficava mais satisfeita. Certa vez, quando contei isso para uma namorada minha, ela falou que minha avó era "sádica". Sádica, veja você. Eu conhecia essa palavra, conheço bem as palavras, gosto muito de ler. Mas achei exagero. Não era nada disso. Minha avó tinha era jeito para a coisa. Enquanto contava a história, ninguém conseguia desgrudar o olho dela. Depois que eu fiquei maior e comecei a me interessar por livros de terror e mistério, cheguei a ler vários deles que me deram a mesma sensação. Eles me lembravam minha avó.
  Você ouviu isso?
  Foi, sim, foi outra vez. Só que um pouco diferente, pareceu mais um baque do que um rangido, um barulho abafado como se alguém arriasse um peso no chão. Mas foi lá atrás, perto da escada, tenho certeza. É sempre lá. Será que vai começar?
  Não, mas eu não vou parar, preciso continuar contando minha história, porque assim me distraio. É. Vou me concentrar. Não tenho medo, não vou ter medo. Tudo isso é bobagem. Eu preciso do emprego e pronto. Tenho mais é que fazer a ronda, meu trabalho, e ficar bem quieto aqui, na minha. Ladrão, não é. Depois da tentativa de assalto, eles não voltam tão cedo. Então, não tenho que sentir medo. Se for fantasma, azar. Deixa quieto. Não vou ligar.
  A história. Vou contar a história. Tive uma professora no segundo grau que me dava conselhos. Via que eu gostava de livros desse tipo, de terror, quero dizer, e dizia que aqueles que eu andava lendo não eram tão bons assim. E me emprestava outros. "Você precisa conhecer os clássicos", dizia. E começou me emprestando um livro - bem antigo, todo amarelado, parecendo mais velho que a minha avó - de um tal de Lovecraft. Que nome gozado, pensei. Pois sabe que fiquei maluco pelo sujeito? O primeiro livro dele que a professora me emprestou trazia várias histórias. Era bom por isso, eram umas histórias pequenas, uns contos, como se diz, e aí dava para ler um de cada vez sem se cansar. Porque o jeito de escrever do tal Lovecraft não era muito fácil, eu tive de me acostumar com ele. Mas a verdade é que desde o início aquelas histórias me deixavam curioso, eu queria seguir em frente, descobrir o que ia acontecer.
  Lembro-me de uma que se chamava "O túmulo". Era contada por um sujeito que - você ficava sabendo logo nas primeiras linhas - estava internado num manicômio. É bom, isso. Sabe por quê? Porque se a história é contada por um louco nunca vamos saber se o que ele está dizendo aconteceu mesmo ou não. E é essa dúvida que torna a história mais real. Se aquelas coisas estranhas não são sobrenaturais, se só existem porque o sujeito que está narrando é meio maluco, então de repente está tudo muito perto. Aquilo também pode acontecer com você.
  Pronto. Foi só eu falar e pronto.
  Calma, calma. Mas é isso mesmo, agora tenho certeza. Não foi mais toque, nem rangido. Foram passos. Passos, como da outra vez. Já não tenho a menor dúvida de que vai começar.
  Mas não vou sair daqui, não vou deixar o meu posto, isto não faço. Vou continuar com a história, como se nada estivesse acontecendo. Vou voltar para o meu túmulo e... Ai, ai, de repente me deu uma vontade danada de rir, eu aqui, com medo desses barulhos estranhos e o que me faz sentir alívio é pensar em histórias de terror. Vou voltar para o meu túmulo, eu falei. Acho que também estou ficando maluco. Se ao menos eu não tivesse parado de fumar... Bem que um cigarrinho seria bom agora.
  Onde eu estava mesmo? No túmulo. No Lovecraft. O tal cara que está no manicômio conta o que aconteceu com ele. Um dia, passeando por uma floresta perto de onde morava, ele encontra, escondida no meio da floresta, a entrada de um túmulo antigo, um jazigo, como se diz, desses que têm lugar pra enterrar várias pessoas. E aí, pronto, a loucura começa. Ele sente uma estranha atração, começa a ter visões. Quer porque quer entrar no túmulo, sem saber bem por que, até que uma noite consegue. Lá dentro, entre aquelas paredes úmidas de pedra, descobre um lugar com um caixão vazio. Na pedra, gravado, está seu próprio nome. E ele acaba descobrindo a história de um antepassado que tinha o nome igual ao seu. Esse homem morreu num incêndio, quando um raio atingiu sua casa numa noite de tempestade, e como seu corpo virou cinza, ele nunca pôde ocupar o lugar que tinha reservado no túmulo da família. Agora, talvez estivesse querendo se apossar do espírito de seu descendente, para que ele, morto, fosse enterrado naquele túmulo vazio. Ou talvez o rapaz fosse uma reencarnação do antepassado. Mas o que me deu mais medo quando eu li a história foi que o rapaz está num manicômio e o pai garante que é tudo um delírio da cabeça dele. Tudo loucura...
  Loucura. Mas não, não é loucura. Por mais que eu tente me concentrar na história, estou ouvindo muito bem os passos. Parecem ainda mais próximos que da outra vez, não mais na escada dos fundos, mas aqui junto, perto da escadaria principal, talvez naquele corredor comprido onde, de um lado e outro, ficam as estátuas de pedra preta. Tem cara mesmo de assombrado, aquele corredor. Será que eu deveria ir até lá? Não sei, talvez seja melhor ficar aqui bem quieto, esperando o tempo passar.
  Ah, Cássio, por que você foi se meter num lugar assim?
  Mas eu precisava do emprego, estava na pior. Agora não adianta ficar me lamentando. É o que é e pronto. Eu preciso enfrentar. Se contar para os meus colegas da Guarda o que está acontecendo, sei que vão rir de mim, tenho certeza. Por isso, fico firme. Não deve faltar muito para amanhecer, acho que já é de madrugada. Será? Ando meio confuso com essa coisa das horas. Depois do assalto, foi depois do assalto. Está tudo meio diferente de lá para cá.
  Aliás, tenho de admitir que sempre fui meio diferente das outras pessoas. Quando era pequeno, eu falava muito sozinho. A tal mania de me contar histórias. Talvez tenha sido culpa da minha avó, sei lá. O fato é que eu era capaz de ficar horas a fio imaginando coisas, situações. A minha ex-namorada, aquela mesma que chamava minha avó de sádica, dizia que eu devia ser escritor. Que todo escritor é meio maluco e que eu também sou. Eu ri quando ela disse isso. Mas no fundo fiquei achando que talvez tivesse uma ponta de razão. Isso explicaria meu fascínio pelos livros, apesar de ser um cara de família sem muito recurso. Na minha casa não havia um só livro, nem estante, nem nada. Só o que tinha era a minha avó, com suas histórias. Mas ela foi o bastante.
  E agora?
  E agora, essa voz?
  Foi uma voz, não foi? Foi sim. Alguém murmurou alguma coisa, como se falasse sozinho em voz alta ou como se chamasse para ver se alguém respondia. Não é possível que eu esteja ficando maluco. Eu ouvi!
  Mas não vou responder, claro que não. Seja gente ou fantasma, vou é ficar bem quieto, aqui no meu canto, esperando o dia amanhecer. Ah, droga, que diabo de lugar é esse Cássio? Não sei por que é que eu vim trabalhar aqui.
  Uma história. Preciso voltar às histórias, qualquer uma, só para não pensar. Vou contar uma daquelas da minha avó. A do chicote. Não é história de livro. Ela garantia que tinha acontecido de verdade, com seus sogros, quando tinham ido morar no Rio Grande do Sul.
  E agora?
  E agora, essa voz?
  Foi uma voz, não foi? Foi sim. Alguém murmurou alguma coisa, como se falasse sozinho em voz alta ou como se chamasse para ver se alguém respondia. Não é possível que eu esteja ficando maluco. Eu ouvi!
  Mas não vou responder, claro que não. Seja gente ou fantasma, vou é ficar bem quieto aqui no meu canto, esperando o dia amanhecer. Ah, droga, que diabo de lugar é este, Cássio?  Não sei por que é que eu vim trabalhar aqui.
  Uma história. Preciso voltar às histórias, qualquer uma, só para não pensar. Vou contar uma daquelas da minha avó. A do chicote. Não é história de livro. Ela garantia que tinha acontecido de verdade, com seus sogros, quando tinham ido morar no Rio Grande do Sul. O sogro dela, meu bisavô, era do exército e tinha ido servir lá por aquelas bandas por um tempo. Isso foi no início do século passado, sei lá, muito antigamente. Eles eram jovens ainda, meu bisavô e minha bisavó. Recém-casados, sem filhos. Alugaram uma casa boa, de dois andares, como nunca tinham sonhado. Estranharam que o aluguel estivesse tão barato, mas procuraram não pensar no que ouviram sobre a casa ser mal-assombrada.
  Logo na primeira noite, estavam os dois no quarto, se preparando para dormir, quando ouviram um ruído estranho no andar de baixo. Da primeira vez, só ele ouviu. Ou pelo menos foi ele quem levantou o rosto, intrigado. Mas logo o barulho se repetiu. Agora a mulher também estava atenta, embora evitasse encarar o marido, talvez por medo ou respeito, sei lá. E o ruído aconteceu pela terceira vez. Sem nem perceber o que fazia, ela deu uns passos em direção ao marido, que se virava para a porta. Passaram-se muitos segundos, um tempo enorme, e a casa em silêncio. Ele se voltou para a mulher e já ia dizer alguma coisa quando o barulho aconteceu pela quarta vez, só que agora muito mais forte. E os dois se abraçaram, sem dizer nada. Ficaram paralisados. Não conseguiam evitar pensar nas histórias de que a casa era mal-assombrada. Havia mesmo naqueles ruídos qualquer coisa de estranho, de sobrenatural. Mas foi só quando aconteceu mais uma vez que o casal percebeu, com absoluta certeza, que se tratava de uma chicotada.
  Era o som fino de um chicote, seu assobio cortando o ar, seguido do estalo estridente do couro no chão de madeira. Plá!! E agora acontecia mais uma vez. E mais uma. As chicotadas se repetiam num ritmo cada vez mais rápido e, se antes pareciam acontecer na sala, lá embaixo, agora explodiam na escada, chegando cada vez mais perto. Os dois se abraçaram com mais força e fecharam os olhos, a mulher enterrando o rosto nono peito do marido e começando a rezar baixinho. E as chicotadas continuavam subindo as escadas. Plá!! Um estalo depois do outro. Sem parar. Até que de repente o chicote estalou no chão do quarto. Plá!! A mulher apertou o marido ainda com mais força, trancando os olhos. Ele também estava de olhos fechados. E foi assim, abraçados, que eles ficaram, enquanto as chicotadas explodiam em volta, num círculo macabro e interminável.
  Muito tempo depois – eles não saberiam dizer quanto – o som parou e a noite voltou a mergulhar no silêncio. Quando a mulher levantou o rosto para o marido, disse apenas, num sussurro: “Temos de mandar rezar a casa”.
  Era assim, era como minha avó contava as histórias. Quase sei as palavras dela de cor. E minha avó garantia que era tudo verdade, que tinha acontecido com seus sogros, pais do meu avô. Dizia isso e os olhinhos dela brilhavam. Aí mesmo é que minha irmã se pelava de medo. Eu, não.  Nunca tive medo de fantasma.
  Agora vou contar mais uma. Só mais uma, para não chatear. Depois, vou tentar me escorar em algum canto, dar um cochilo, desligar. Melhor assim. Melhor não pensar. Talvez já seja madrugada, acho que sim; Estou um pouco confuso, as horas aqui dentro parece que não passam.  Mas vou contar a história. A última história, só mais uma.
  Esta eu li num livro, outro que a professora do segundo grau me deu. O autor tinha um nome ainda mais esquisito que o Lovecraft. Era Le Fanu. Sheridan Le Fanu. Não sei por que guardo esses nomes. A história se chamava “Chá verde”. Quando li a primeira vez, confesso que passei uns dias pensando naquilo. De vez em quando, andando sozinho, me virava de repente e olhava para trás, só para ter certeza de que estava mesmo sozinho.
  Pronto. Outra vez, os passos. É só eu pensar e eles voltam. E agora, não sei, parecem mais firmes, mais determinados. Como se tivessem me descoberto. Como se viessem para cá. Vou me esgueirar aqui por essa parede, me esconder na sala da segurança. Lá me sinto melhor, não sei por quê. Lá tenho a sensação de que nada pode me acontecer.
  Pronto, pronto. Vou ficar aqui, bem quieto. Assim. Vou me concentrar. Pela última vez, só falta uma, só essa e aí acho que a noite acaba. A história do chá verde. Do Le Fans. Se pensar nela com força, não ouço. Não ouço os passos. Não ouço nada.
  E a história de um sujeito muito equilibrado e educado, um pastor, que não tem nada de maluco. Apenas gosta muito de tomar chá. Chá verde. Não sei bem o que é isso, mas na história é explicado que chá verde, se tomado com exagero, pode causar alucinações. Essa seria a explicação para o que vai acontecer. Mas o autor deixa sempre aquela ponta de dúvida na gente. Pode ser e pode não ser. E é isso que dá mais medo.
  Bem, mas o que acontece é o seguinte: o tal pastor, um dia, ou melhor, uma noite, ao voltar para casa, sozinho, vê, de repente, poucos metros atrás dele, dois pequenos círculos de luz avermelhada. A princípio, não liga, mas pouco depois, ao tornar a olhar, vê novamente os dois círculos de luz, sempre na mesma distância um do outro, mas num outro ângulo em relação a ele. Como a rua está muito escura, não tem como descobrir o que é aquilo, mas começa a ficar intrigado. Continua andando.
  Tenta se concentrar em alguma outra coisa, não olhar para trás, mas aos poucos seus olhos vão sendo puxados, atraídos, como acontece quando estamos de cabeça baixa e tem alguém olhando para nós. Até que finalmente o pastor espia de novo por cima do ombro – e lá estão os círculos de luz. Como se estivessem indo atrás dele. Ele então decide descobrir o que é aquilo. Volta alguns passos, sem tirar os olhos daquelas duas luzes, e à medida que se aproxima vai enxergando em torno delas uma pequena mancha escura. É um macaco. Um macaco de pelo preto, não muito grande. Os círculos avermelhados são seus olhos, brilhando no escuro.
  Sente um arrepio, como se pressentisse que havia qualquer coisa de maléfico naquela criatura. Aproxima-se. Decide cutucá-lo com a ponta do guarda-chuva, talvez para espantá-lo dali. E é então que acontece o pior dos horrores. A ponta do guarda-chuva atravessa o bicho sem qualquer resistência. E o pastor descobre que o pequeno macaco é um fantasma.
  A história é contada por um médico que atende o pastor e tudo é dito de uma forma fria, científica. Mas dá um medo danado. O macaco de olhar maligno começa a perseguir o sujeito por toda parte. Só ele vê o bicho, mais ninguém. E este parece disposto a vigiá-lo por onde vá, o tempo todo. Até que o pastor começa a sentir que é uma possessão, que está sendo dominado por aquela criatura do inferno. Depois de um tempo, começa a ouvir uma voz dentro da própria cabeça: é o macaco que fala com ele. O médico tenta ajudá-lo, faz de tudo – mas não adianta. Um dia, desesperado, o pastor se mata, cortando a garganta com a navalha de barbear.
  Pois é. É como acaba. Minha avó costumava dizer para mim: Cássio, as histórias de terror são assim mesmo, quase sempre acabam mal.
  Por que será que estou tremendo desse jeito?
  Por quê?
  Preciso me controlar. Vamos, Cássio, vamos parar com isso. Sei que é tudo um pouco confuso, mas não posso me apavorar assim. Os passos continuam. E daí? São passos, sons, ruídos, sei lá. Não pode ser nada de mais. Não pode ser pior do que o assalto. O assalto, sim, deu medo. Eu escapei por um triz. Ouvi o barulho da bala zunindo perto de mim. Parece que se cravou na parede, já não sei ao certo. Sei que de lá para cá tudo mudou. Tudo ficou estranho, confuso.
  Mas não importa, não vou ter medo, não posso ter. Vai amanhecer. Tem de amanhecer. Ou será que não? Às vezes sinto como se não fosse amanhecer nunca mais, como se eu fosse ficar para sempre aqui, preso neste palácio e nesta noite, vagando sozinho como um fantasma. Um espectro, como dizem os autores dos livros de terror. Um fantasma que conta histórias

  O guarda tornou a se abaixar para ajeitar o cordão da bota. Não que precisasse, estava bem amarrado. Fez isso num gesto automático, sem saber por que, só para fazer alguma coisa, mexer com as mãos. Ao se erguer, olhou para os lados, parecendo inquieto. Mordeu o canto direito do lábio e rodou a cabeça como se estivesse com dor no pescoço, como se sentisse um peso nas costas, alguma coisa incomodando. Lá fora, a noite parecia cada vez mais fechada. Nem lua, nem nada. De onde estava, dava para ver, depois do corredor com o chão de mármore em losangos de duas cores, os arcos dando para o jardim interno. Ele percebia alguma coisa, talvez a silhueta das palmeiras, mas era difícil saber por causa do escuro do pátio. Não sabia por que se sentia daquele jeito. Nunca fora disso.
  Andou mais uma vez em direção à sala de segurança, caminhando de novo pelo corredor, o mesmo corredor por onde já passara várias vezes naquela noite, mas que agora parecia ainda mais quieto. O guarda caminhava com passadas lentas, tocando o chão bem devagar com seus coturnos, como se temesse quebrar aquele silêncio de morte.
  Mas de repente, já perto da sala da segurança, parou.
  Parou e ficou à escuta, sentindo os pelos da nuca se arrepiarem um atrás do outro, em sequência, como dominós movendo-se numa reação em cadeia. Percebera alguma coisa. Não era impressão, agora tinha certeza. Aquilo que vinham falando, todas as histórias. Não acreditava em nada disso, mas agora, sim, agora tinha absoluta certeza de que estava sentindo alguém ali– uma presença.

  Teve vontade de sair correndo, mas se controlou. Começou a rezar baixinho. Ia rezar, sim. Ia rezar por ele. Só podia ser ele. O rapaz que trabalhava na ronda noturna e que, meses antes, tinha morrido na tentativa de assalto ao museu. Não chegara a conhecê-lo, mas ficara sabendo de tudo. Era um bom rapaz, todos gostavam dele. Tinha mania de contar histórias, que aprendia com a avó. Umas histórias de terror. Uma pena ter morrido tão moço, pouco mais que um menino. Só podia ser ele que estava assombrando o palácio. Como era mesmo seu nome? Ah, sim. Cássio. Isto. Ele se chamava Cássio. Ia rezar por ele.

Botão Vermelho

Em uma manhã de domingo, Lauren foi acordada pelo som de seu pai batendo na porta do seu quarto.
  “Hora de acordar,” ele disse animadamente. “É Dia do Botão Vermelho.”
  Ela sentou-se e esfregou os olhos sonolentos.
  “Dia do Botão Vermelho?” ela pensou. “Que diabos é Dia do Botão Vermelho?”
  Confusa, Lauren rolou para fora da cama e se vestiu. Ela tropeçou até o banheiro e olhou seu reflexo no espelho. Tinha a estranha sensação de que alguma coisa não estava certa. Ela escovou os dentes e lavou o rosto.

  Quando ela desceu as escadas, sua mãe estava na cozinha, lavando os pratos. Ela estava vestida com sua melhor roupa de domingo. Seu pai estava tomando o café da manhã. Ele usava terno. Seu irmãozinho estava penteando o cabelo, e seus sapatos brilhavam.
  Lauren sentou-se à mesa da cozinha.
  “Pai, eu ouvi direito?” Ela perguntou hesitante. “Você disse que é Dia do Botão Vermelho?”
  “É claro,” respondeu o pai. “Você se esqueceu?”
  Lauren franziu as sobrancelhas. Alguma coisa estava errada.
  “Do que você está falando?” Ela perguntou.
  “Nós temos que sair logo,” disse seu pai. “Não queremos nos atrasar.”
  “É isso que você vai vestir no Dia do Botão Vermelho?” perguntou sua mãe.
  “Perdi alguma coisa?” perguntou Lauren, frustrada. “O que é Dia do Botão Vermelho?”
  “Pare de agir como uma idiota!” resmungou seu irmão.
  “Você não leu o panfleto?” perguntou seu pai. “Está aqui em algum lugar...”
  Ele levantou da cadeira e foi procurá-lo.
  “Eu nunca ouvi falar do Dia do Botão Vermelho!” queixou-se Lauren, tentando não perder a calma.
  Ninguém a respondeu. Eles estavam todos muito ocupados se arrumando.
Com um suspiro, Lauren pegou seu celular e ligou para seu namorado, Michael.
  “Hey, o que há de errado?” ele disse, quando atendeu o telefone.
  “Uh... Nada,” respondeu Lauren. “Por quê?”
  “Você me disse que é o Dia do Botão da sua família,” ele disse.
  “Que diabos é o Dia do Botão?” ela perguntou.
  “Você não ouviu sobre isso na escola?” ele disse surpreso.
  “Não... Talvez eu tenha faltado nesse dia...”
  “Bem, é muito complicado para explicar agora,” respondeu seu namorado. “Boa sorte.”
Antes que ela pudesse dizer uma palavra, ele desligou o celular rapidamente.
  Só então, sua mãe desceu as escadas carregando algumas roupas.
  “Essa blusa é bonita,” ela disse. “Coloque. Eu quero que pareçamos o melhor possível para o nosso Dia do Botão Vermelho.”
  “Mãe, me escute por um minuto,” disse Lauren. “Tem alguma coisa muito errada aqui...”
  “Eu sei,” respondeu sua mãe. “Nós estamos ficando atrasados e você ainda não está vestida.”
  “Não, não é isso que eu quero dizer!” disse Lauren, zangada. “Eu não sei nada sobre o Dia do Botão Vermelho. Eu nunca nem ouvi falar dele. Eu sou a única que não tem a menor ideia do que está acontecendo aqui?”
  A mãe de Lauren olhou para ela por um longo tempo. Quando ela finalmente falou, sua voz estava calma.
  “Olha querida,” ela disse. “Eu sei que você está triste. Só vá se trocar. Aqui está sua blusa. Eu te vejo no carro daqui a cinco minutos, ok?”
  Com isso, ela se afastou, deixando Lauren sozinha com sua melhor blusa.
Quando Lauren deu por si, já estava no carro. Tudo estava acontecendo tão rápido, que a deixava inquieta. Ela se sentia presa.
  “Que diabos está acontecendo aqui?” Ela pensou. “Todo mundo de repente ficou louco? Talvez seja tudo uma brincadeira bem elaborada...”
  O carro parou do lado de fora de um prédio do governo cinza e monótono.
  “Aqui estamos” o pai dela disse alegremente. Todos desceram do carro e andaram até a entrada principal. Lauren seguiu sua família, ainda se perguntando para onde estariam indo.
  Uma recepcionista estava sentada atrás de uma grande mesa. Ela olhou e sorriu quando eles se aproximaram.
  “Olá, estamos aqui para o nosso Dia do Botão Vermelho,” disse o pai de Lauren.
  “Nome, por favor?”
  “Krandall, família de quatro.”
  “Por aquela porta, senhor,” disse a recepcionista. “É só seguir as setas vermelhas.”
  Eles andaram por um corredor longo e bem iluminado, forrado de escritórios, até chegarem em uma larga sala branca. Haviam quatro pequenos pilares da altura da cintura no meio da sala, e cada um tinha um botão vermelho no topo.
  Do outro lado do quarto havia uma mesa polida. Três oficiais do governo de ternos cinza estavam sentados atrás dela. Havia uma enorme bandeira com a insígnia do governo sobre eles. O aposento estava quieto e estéril.
  A família de Lauren subiu nos pilares, observando os oficiais com expectativa, deixando um pilar para ela. Com seu próprio botão. Trêmula, ela subiu no pilar, só para notar com um sobressalto que o chão ao redor estava ligeiramente inclinado em direção a um ralo atrás deles, que ela não havia notado quando chegaram ali. Um dos oficiais falou, sua voz ecoando no espaço aberto.
  “Membros da família Kendall...” o oficial do governo começou.
  “Família Krandall,” o pai de Lauren corrigiu.
  “Perdoem-me... Família Krandall,” o oficial continuou. “Vocês foram escolhidos para a honra do Dia do Botão Vermelho. O nosso querido líder agradece vocês pelo seu sacrifício por seu país, e por seu povo. Em sua honra, seus nomes serão colocados junto àqueles que estão no Long Hall.”
  “Nós estamos muito orgulhosos,” disse seu pai, colocando a mão no peito. “Todos salvem o querido líder.”
  “Todos salvem o querido líder,” respondeu o oficial do governo.
  Sua mãe concordou em silêncio e seu irmão parecia prestes a chorar de orgulho.
O oficial continuou. “Agora é a hora de apertar seus botões vermelhos. Que Deus esteja com todos vocês...”
O pai de Lauren virou para sua família e sorriu.
  “Eu vou primeiro,” ele disse, “para mostrar a vocês como é fácil...”
  Ele apertou o botão vermelho no pilar. Enquanto Lauren assistia, o rosto de seu pai ficou de um claro tom de vermelho. Uma lágrima escarlate deslizou por sua bochecha e caiu no chão branco e duro. Lauren assistiu, congelada de horror, quando sangue começou a fluir dos olhos, orelhas, nariz e boca de seu pai. O rosto dele começou a derreter. A carne deslizou dos ossos e caiu no chão. Repentinamente, sua cabeça explodiu e seu corpo sem vida estatelou-se no chão.
  Lauren começou a gritar. Sua mãe e seu irmão apertaram seus botões ao mesmo tempo. Eles começaram a derreter também, sangue escorrendo de seus olhos e orelhas, narizes e bocas. Suas cabeças explodiram e tudo ficou em silêncio.
  “Senhorita Krandall?” disse um dos oficiais do governo. “É hora de apertar o botão vermelho.”
Lauren não conseguia responder. Lá estava ela, de olhos arregalados e tremendo de medo, olhando para o botão vermelho sob seus dedos.

  “Senhorita Krandall, o Dia do Botão Vermelho é obrigatório,” ele disse numa voz monótona. “Você não tem escolha. A superpopulação está fora de controle. Parte da população precisa ser abatida. Sua família foi escolhida, assim como várias outras famílias... Isso é uma honra... Seu país precisa de você... O querido líder precisa de você... Agora aperte o botão vermelho.”
fonte: http://www.scaryforkids.com/red-button/

sábado, 4 de janeiro de 2014

Ele espera por você


Conforme o inverno morto  se aproxima, você encontrará-se sozinho à noite, sentindo-se isolado e abandonado em uma cama por demais vazia, conforme a noite cresce cada vez mais lúgubre. Sombras horríveis dançam por toda a parede. O vento espanca incessantemente sua chorosa janela. Uma sirene de ambulância ecoa à distância. E não há ninguém lá para confortá-lo ou convencê-lo de que você não ouviu esses tiros ecoando pela rua. Não há ninguém lá. Ninguém lá.
Mas não tenha medo.
Ele espera por você.
Espere até que a lua se esconda, talvez atrás de um amontoado de nuvens. Meia-noite é o momento típico para isso acontecer. Feche os olhos e segure a respiração enquanto você deixa a cama. Você pode abrir os olhos uma vez que você sair de seu quarto. Vista-se se quiser, pois você estará saindo de sua residência em breve. Não leve nada com você, exceto o que pode carregar nos bolsos. Em seguida, entre em seu carro e dirija para fora da cidade. Dirija o mais longe da civilização que puder. Eventualmente, o ar ficará ainda mais frio. Em seguida, uma densa neblina formará apenas um estreito caminho pela estrada. Você vai ouvir nada além do silêncio conforme se aproxima dele. Deixe-o consumir, você e seu veículo. Nenhum dano lhe acontecerá. Eu prometo.
Não tenha medo.
Ele espera por você.
A neblina vai se espessar. Você verá um motel com iluminação parca, parco e sozinho no meio da noite. Assim como você. Conforme entra no local, percebe que não há mais ninguém lá. O único sinal de possível habitação humana lá será uma pequena chave no balcão da recepção. Tome-as.
Ande pelos corredores até encontrar a sala adequada. Em breve, você saberá exatamente qual será a porta correta, mas você não vai saber o por quê. Use sua chave para entrar nessa sala. Caminhe para dentro e deite-se na cama.
Não é mais confortável que sua cama em casa. Ainda não há nada além do puro silêncio que estende-se por milhas. A morte paira no ar ao seu redor. E é tão frio. Você ainda está sozinho. E assustado. Mas está tudo bem. Ele está com medo, também. E está tão frio. Frio o suficiente para manter o travesseiro perto de seu corpo, enterrando seu rosto nele e o abraçando, fingindo que sua maciez é um amante e tudo o que você quer. Você ainda não se sente seguro, mas se sente mais quente...?
Abra os braços, levante a cabeça! O calor que passou a lhe aquecer há pouco emana de... Braços. Dois braços torcidos, mutilados, traçando seu corpo.
Aqui está ele. E ele está com medo, também.
Você pode ver isso em seus olhos enegrecidos, esféricos, fixados em seu rosto e brilhando com a luz de outra dimensão. A luz resplandece nas manchas sob a pele ressecada, fazendo-a brilhar lugubremente. Contusões cobrem o pescoço em decomposição, bem como profundos e nítidos vergões arroxeados. É como se alguém tivesse tentado estrangulá-lo. Ele suspira, e suavemente acaricia seu rosto. A pele das mãos começa a descamar em você, e você quer varrer aqueles dedos para longe de si, mas você está atordoado, completamente atordoado com essa estranha criatura que está completamente apaixonado por você.
Pelo menos você não está mais sozinho.
Você vai, então, reunir vontade suficiente para tomar suas mãos e gentilmente levantá-las para fora de você, dispondo-as a seu lado. Você dá uma olhada melhor nele; suas pernas são perturbadoramente tortas, depois de terem sido quebradas em tantos lugares e curadas de forma indubitavelmente indevida. E ele não vai parar de olhar para você. Pequenas, brilhantes lágrimas escorrem de seus olhos. Ele treme e treme, tentando formar palavras com a boca rasgada. Você não pode dizer exatamente o que ele está tentando dizer. Não importa por agora, de qualquer maneira. Ele vai querer te tocar, te segurar e clamar por consolo. Seja qual for a intensidade da mais cruel dor causada pela solidão que você alguma vez sentiu, qualquer que seja a tristeza que você pode ter se gerido em toda a sua vida, ele sente também. Suas lágrimas caem sobre você, e ele vai deixar você fazer o que quiser com ele. Ele sabe que não importa o que você faça, isso nunca poderia feri-lo tanto quanto o que os outros fizeram no passado, isso nunca vai machucá-lo tanto quanto o isolamento que ele sentiu nesse motel. Ao focar mais uma vez seus olhos brilhantes, você pode ganhar uma vontade súbita de mutilar-lo e puni-lo pelo simples fato dele existir. Mas por favor, seja gentil. Ele te ama indescritivelmente, afinal.
Passe a noite com ele. Ele vai deixar você fazer qualquer coisa que quiser, e não será capaz de falar uma palavra sequer. Mas não se esqueça de sair da sala antes do nascer do sol, quando ele tentará fazer tudo ao seu alcance para te impedir de sair. Ele vai te agarrar, chorar e gritar. Lágrimas se manterão jorrando de seus olhos brilhantes, desintegrando ainda mais sua pele. Mas não importa o quanto você sinta pena dele, saia! Resista aos apelos, e saia! Se você não fizer isso, acabará preso e condenado a viver a mesma vida que a dele eternamente, nesse velho motel. Não deixe que ele te segui. Basta fechar a porta, e assim ele será bloqueado.
Você está sozinho novamente.
Então você vai acordar em sua cama, em casa, algum tempo depois que o sol levantou. Os acontecimentos de ontem à noite vão parecer apenas um mero sonho. Tudo em sua casa onde você deixou, nada foi tocado.; seu carro, sua roupa, tudo.
Então, se você tiver sorte, algo incrível vai acontecer. Dentro de alguns dias você conhecerá uma nova pessoa. Essa pessoa tem tudo o que você gostaria, e é como se ela foi feita para você, para te completar! Com o tempo, os dois vão se apaixonar, e você quase vai esquecer o ser do motel; esquecer daqueles olhinhos brilhantes te fixando. Tudo o que importa é que você estará apaixonado por esta nova pessoa maravilhosa, e ambos vão te amar reciproca e incrivelmente.
Mas uma vez que agora vocês compartilhem uma mesma residência, as coisas progressivamente se tornarão estranhas. Quando deitam-se juntos, você pode ouvir um leve arranhão na porta, e um lamento sôfrego por demais familiar. Mas não se preocupe, seu companheiro irá te consolar e acalmar, embora ele mesmo não ouça nada... Algum tempo depois, o murmúrio pode tornar-se um grito. Os arranhados se tornarão batidas, e só você pode ouvi-las. Não importa o quão duro você tente convencer seu parceiro do que você ouve, ele só vai dizer-lhe para voltar a dormir.
Finalmente, você vai notar que os ruídos desapareceram. As noites voltarão a ser pacíficas novamente, e será apenas você e amado. Mas a partir daí, sempre que focar nos olhos de seu querido, você notará um novo brilho em seus olhos, como a luz de uma outra dimensão...
Não tenha medo.
Ele esperou tanto tempo para você, e ele te ama.

fonte: 
http://www.creepypasta.com/he-waits-for-you/



sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Don't Hug Me, I'm Scared.

Olá pessoas, mais uma postagem para seu deleite e apreciação.
O vídeo é muito controverso, esta na lista de todos que adoram uma teoria da conspiração e na minha opinião é assustador pra caramba.
Você nunca mais vai assistir Vila Sésamo  do mesmo jeito.
Deixem nos comentários suas teoria e opiniões sobre essa obra prima.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Olá moçada.
Dei uma passada aqui só pra desejar um feliz ano novo a todo mundo, em especial as pessoas que sempre acompanharam o blog e comburiram pra o crescimento dessa coisa linda que nos chamamos de Creepypasta Dark.
Não espero nada menos do que um começo de ano bem louco e empolgante pra vocês.
Daqui a alguns dias vou viajar pra comemorar meu aniversário, então pode ser que não me vejam aqui com tanta frequência.
Então é só isso.
Até mais galera.

domingo, 29 de dezembro de 2013

É um pássaro? Um avião? Não, é minha primeira postagem sobre vampiros!!

Ekimmu: O Primeiro Mito Sobre Vampiros



Ekimmu é um dos primeiros e mais antigos mitos sobre vampiros conhecido pelo homem, datado de 2000 - 3000 a.C. Os assírios da Mesopotâmia acreditavam que os Ekimmu ou Edimmu vieram a existir quando as pessoas morriam de forma prematura. Estas almas infelizes tiveram a sua entrada recusada no submundo, e isso os levou a se tornarem violentos e mal humorados, daí o porque desse nome "ekimmu", que significa "aquele que foi arrebatado". Uma vez que não podem descançar, esses espíritos vingativos retornam para sugar a energia dos seres vivos.

A classe dos que se transformam em um Ekimmu inclui aqueles que morreram de afogamento, desidratação, fome e prisão. Aqueles que tiveram um funeral impróprio também se tornariam um ekimmu. Campbell¹ afirmou que o espírito ekimmu "não pode encontrar nenhum descanso, enquanto seu corpo permanecer insepulto". Curran² afirmou que "aqueles que morreram sem nenhum parente ou alguém para cuidar de seus túmulos podem também tornar-se um ekimmu".

Os Ekimmus habitam lugares áridos e desertos, e atacaram os viajantes que passam, ou juntam-se a eles, para depois torturá-los em suas casas. Campbell contradiz essa crença em que ele afirma: "O ekimmu que não conseguir encontrar descanso tentará se fixar em um ente querido ou um amigo e demanda ritos que lhe daria a paz". Ele também afirma que o ekimmu reside ao invés de uma casa, em lugares inabitáveis ou desertos por não haver nenhum deus, encantos ou amuletos para mantê-los fora.

Os Ekimmus foram descritos pelo assírios como seres musculares e sólidos que poderiam se tornar invisíveis e transformar-se em figuras de fumaça, ventos malignos ou sombras. Conforme a lenda tornou-se mais conhecida, o folclore sobre as características do Ekimmu começou a assemelhar-se ao dos vampiros modernos. De acordo com Curran² o Ekimmu "iria juntar-se ás suas vítimas e sugar a sua "energia" até que ela seja apenas uma casca do que já foi um dia".

Aqueles que tiveram uma morte violenta seriam uma outra forma de Ekimmu chamada Alu. Eles são descritos como seres emagrecidos com a pele branca, crostas nos lábios e que bebem sangue. Os Alus apareceriam apenas a noite, rondando as vítimas encalhadas ou viajantes para se alimentar. Para os assírios, havia pouca proteção contra os Alu. Práticas comuns utilizadas para afastá-los eram incêndios ou ofertas de carne sangrenta.

Babilônios, sumérios e assírios, todos temiam os ekimmu, e tomavam muito cuidado para evitá-los. Eles não viajavam sozinhos em determinados momentos e evitavam lugares inabitados. Eles ainda recitavam orações antes de entrar em suas casas, para impedir o ekimmu de entrar. Só os sacerdotes, homens ou mágicos santos poderiam eliminá-los.
Olá pessoas, mais uma postagem pra vocês.
Aviso: O conteúdo a seguir possui cenas fortes e pode causar vomito, tontura e outras coisas.
Esteja avisado
Boa Leitura!
Esse foi um caso de assassinato, mutilação e desmembramento de Robert Beckowitz de 33 anos, esse é um caso bem bizarro de necrofilia, porque os autores foram sua própria namorada e um amigo que ela estava traindo Robert, o mais bizarro foi que eles tiraram fotos enquanto organizavam o corpo em poses grotescas.

Depois de assistir televisão com seus amigos, Robert foi baleado na cabeça e esfaqueado 84 vezes no porão de seu apartamento em Woodbine pelo seu próprio amigo de 37 anos James Edward com uma dezena de armas que Robert tinha em casa. Durante os próximos três dias após o seu assassinato, James e a namorada de Robert, Jeannine Clarck de 21 anos mutilaram seu corpo com uma serra e o usava para fazer sexo  enquanto estavam sob efeito de drogas.

A polícia encontrou o corpo de Robert qu foi cortado em 14 pedaços e embrulhados em sacos de lixo e escondidos em várias lugares ao redor da casa.













sábado, 21 de dezembro de 2013

Olá Pessoas.
Tudo bom com vocês? Duas postagens hoje pra compensar a minha ausência.
Boa Leitura.
Jogo De Namoro
Eu tinha sido solteiro por um tempo, e eu estava doente e cansado disso. Ter 32 anos e ser solteiro não é brincadeira; as experiências traumáticas de ver seus amigos se casarem, terem filhos, e alcançarem seus sonhos são semelhantes à depressão sem esperança de um paciente esquizofrênico mental. Eu queria uma esposa, eu queria ter filhos, eu queria um emprego estável. Eu estava cansado de trabalhar no Burger King e viver sozinho em um apartamento de estúdio.
Eu escolhi o meu melhor traje e sai pela porta. Tenha em mente, eu trabalhava no Burger King, por isso as melhores roupas que eu poderia pagar algumas camisas medíocres e esfarrapadas e calças que eu comprei no Wal-Mart durante um evento de descontos. Entrei no evento, tentando exibir o pouco de confiança que eu tinha deixado. Eu estava desanimado instantaneamente quando vi todos os outros concorrentes e seus ternos Armani, whisky de alta classe na mão, e auras fedendo a nada, mas a autoestima e vaidade pura. As senhoras lá estavam vestidas com vestidos finos, alguns deles bastante decotados.

O namoro começou. A primeira garota com quem sentei era muito jovem, uma mãe de 22 anos com três filhos. Ela tinha feito um monte de erros em sua vida, e parecia muito mais do que eu poderia suportar. Logo de cara ela me contou sobre como ela estava sóbria de quatro dias de metanfetamina e foi à procura de se estabelecer com um bom homem que não se parecia com uma morsa. Passei os próximos quatro minutos fazendo a conversa pequena, literalmente temendo por minha vida. Uma vez que a campainha tocou, eu disparei para fora da minha cadeira com a velocidade de uma gazela. A jovem parecia ofendida. Mas, honestamente, o que ela esperava?
A próxima mulher era muito velha para mim. Eu tinha pensado que estes eventos tinham regulamento de idade e que tinha reuniões diferentes para pessoas em diferentes fases da vida. Eu não sou nenhum pervertido, mas a ideia de tirar sua camisa não me acalmava. Minha decisão foi finalizada assim que ela trouxe seus netos, eu mal posso lidar com uma geração de jovens, muito menos dois. Eu perguntei se ela precisava de ajuda para sair de sua cadeira após a campainha soar ... Mais uma vez, um outro olhar escuro.

A próxima mulher parecia muito mais atraente. Ela tinha 26 anos e estava estudando para ser enfermeira de um hospital local. Ela amava as crianças, mas não tinha nenhuma, que foi um alívio para mim. Ela parecia bem mantida e estável. Nenhuma mentira, meus olhos passearam um pouco ao sul algumas vezes durante a reunião. Ou ela não percebeu ou não se importou, como ela nunca reclamou. Perguntei-lhe qual era seu número quando a sessão terminou. Sorri para ela e agradeci o seu ouvido atento (não me admira que eu tenha sido solteiro por tanto tempo ...), levantei-me para a próxima mesa. Enquanto isso, eu fechei o meu telefone por acidente e percebi que o telefone não salvou o seu número, de modo que se perdeu para sempre. Pelo amor de ... 0 para 3.

A próxima mesa estava vazia. Que piada. Se eu quisesse sentar e olhar para uma parede, eu teria ficado em casa. Nada realmente a dizer aqui. Seguindo em frente.

Este é o lugar onde a história começa a ficar obscura. A mulher que eu conheci na mesa ao lado foi a mais interessante de todas, mas não de uma maneira ruim. Ela tinha longos, longos cabelos negros e olhos verdes. Ela tinha um sorriso bonito, e um corpo apertado como presente. Vestido preto, sapatos pretos, tudo preto. Para alguém vestido de forma gótica, ela tinha uma personalidade borbulhante. Tudo o que eu disse a fez rir, e eu me senti como um rei falando com essa garota.

Ela tinha 27 anos e estava atualmente desempregada. Ela era casada com um marido antes, mas ele havia deixado

ela depois de seus dois filhos morrerem de leucemia. Ela me disse que o câncer estava entrelaçado com sua linhagem, que data do século XVIII; portanto, em acessos de raiva numerosos, seu ex-marido a culpou por dar câncer as crianças e saiu. Muito triste pela perda de toda a sua família, ela se mudou para a cidade há algumas semanas e estava vivendo no desemprego, incapaz de continuar trabalhando devido à depressão e pânico paralisante que ela sofreu como resultado de seu abandono.

Apesar do tormento em sua vida, ela nunca parecia deprimida sobre isso. Ou ela era incrivelmente otimista sobre a vida ou ela era uma das melhores atrizes que eu já tinha visto, de qualquer forma, eu estava disposto a tentar. Perguntei-lhe se ela gostaria de meu número. Descobriu-se que ela tinha tido algumas reuniões ruins nesta convenção particular a si mesma, e queria fazer algo mais divertido. Ela atirou-me um convite e, já que eu era um homem solitário de 32 anos de idade, ela não teve que pedir duas vezes.

Eu nunca entendi o que ela viu em mim sobre todos os outros caras. Eu fui espancado e quebrado sem aspirações para melhorar minha situação atual. Talvez ela entendia como eu me sentia, considerando toda a dor que ela sentiu, e decidiu conhecer quem eu realmente era sob este casulo de insegurança emocional. Senti um fio de compaixão entrelaçado entre todo o estresse e trauma que estavam dispostos a emprestar um ouvido para qualquer um que sentiu a mesma dor que ela. Fiquei realmente fascinado com a sua presença, atraído por sua personagem. Nunca me senti assim antes.

Nós decidimos ir a um salão de bilhar. Aparentemente, ela costumava ser uma regular em outro salão de bilhar em sua antiga casa, vencendo torneios locais e fazendo um nome para si, e ela queria para verificar o cenário aqui. Eu não estava muito gasto no jogo de mesa de mim, então eu estava animado. Cada tiro que ela fez foi perfeito. Dentre os 17 jogos que fizemos, eu acho que eu fiz cerca de 23 tiros. Ela simplesmente continuou mandando na mesa. Foi engraçado, porque ela ficava pedindo desculpas por ser tão boa. Eu dispenso o pedido de desculpas e elogio-a em sua habilidade, fazendo-a rir mais. Toda vez que ela ria, eu ficava mais e mais excitado. E, para ser honesto, eu estava sempre animado quando a bola caia no meu lado da mesa. Você sabe, porque ela se abaixou para pegar seus tiros, como muitos profissionais fazem. Heh.

Saímos depois disso. Ela disse que tinha de ir para casa, que tinha algumas coisas para fazer, sendo nova no bairro e tudo mais. Eu concordei, desde que eu tinha um aplicativo do Facebook que eu tinha que atualizar (obviamente, eu não lhe dei essa razão. Jesus, o que há de errado comigo? Passando uma garota incrível para o facebook?), Trocamos números e nos separamos.

Semanas e meses passaram. Continuamos a conversar e finalmente começamos a namorar regularmente. Depois de cerca de sete meses de namoro, eu a pedi em casamento. Eu falei para nos casarmos no dia 17, já que é o número de jogos que jogamos no nosso primeiro encontro. Ela achou romântico e voou para os meus braços, gritando sim para os céus.

Eu me mudei do meu apartamento para sua casa. Eu sempre admirei a sensação acolhedora de sua casa de dois quartos. Algo perfeito para começar uma família. Quando eu estava movendo minhas coisas finais, eu percebi o quanto de confusão que eu estava fazendo, com as minhas caixas de coisas e tudo. Pedi desculpas e fiz um sinal para o porão para terminar de mover as minhas coisas. Seu rosto instantaneamente se lançou ao meu. Com uma voz apressada e quase frenética, ela me garantiu que iria cuidar do resto das minhas coisas e que eu deveria relaxar. Foi um pouco estranho, com certeza, mas ela já tinha passado por tanta tristeza ao longo de sua vida que ela ter uma doença psiquiátrica é algo que eu esperava.

Os próximos meses foram ótimos. No dia do casamento, o beijo que compartilhamos no altar foi tão especial que eu acredito firmemente que anjos nos cercaram com harpas e com trombetas. Eu vou deixar de fora os detalhes da lua de mel como este não é um pedaço pornográfico. Ela estava sempre desconfiada que eu me aproximasse do porão, às vezes ao ponto de discutir comigo sobre isso, mas, fora isso, eu não vi nenhuma falha nela.

Até tudo o que eu sabia sobre a vida foi destruído.

Um dia, ela me disse que estava indo para o supermercado. Eu notei que eu queria um pouco de carne moída para fazer hambúrgueres para o jantar. Ela sorriu para mim com aquele sorriso bonito e adorável. Depois de subir escada corporativa do Burger King, eu tinha finalmente atingido a posição de gerente financeiro regional para todo o Estado. Eu estava trabalhando em alguma planilha de orçamentos, avaliando os custos de todas as franquias em todo o estado. Foi um processo longo e árduo, mas eu estava ficando um pouco acima de seis números para ele, então eu não estava reclamando. Depois de cada relatório totalmente concluído e avaliado, mudei os arquivos para um drive USB para que eu pudesse enviá-los para um computador para uma reunião corporativa no dia seguinte. Para meu horror, com apenas três relatórios deixados para terminar, o computador deixou de funcionar. Se eu não terminasse esses relatórios, eu certamente iria perder meu emprego.

Liguei para minha esposa, perguntando se ela tinha um outro computador ou algo que eu poderia usar, mas ela não respondeu. Eu vasculhei a casa para encontrar algo para acabar com esses relatórios sem sucesso. Tempos desesperados para medidas desesperadas, então eu peguei o risco ousado de me aproximar do porão. A alça foi excepcionalmente fria e a porta estava trancada. Frustrado e derrotado, eu caí para o sofá em uma depressão. Isto é, até que percebi que havia um vaso de flores específico que minha esposa sempre guardou com sua vida. Em um palpite, eu fui para ele e encontrei a chave no fundo, sob a sujeira.

Assim que eu abri a porta, um odor rançoso e tangível me atacou. As pesadas camadas de pó sobre toda a superfície sugeriam que o porão não havia sido acessado em anos. Usando o celular como uma lanterna, eu me guiei pelas escadas e acendi um interruptor de luz. Surpreendentemente, a lâmpada ainda funcionava.

As paredes pareciam moldadas, a madeira quebrada, o fedor era podre, e todo o lugar estava em desordem. Eu encontrei um forte sentimento de disforia depois de colocar o pé na sala, então eu rapidamente procurei por algum computador antigo com a intenção de usa-lo lá em cima o mais rápido possível. Para minha sorte e espanto, havia um velho laptop e carregador no canto, escondido sob algumas caixas e livros. Curiosamente, uma das caixas era uma em que ela trouxe para baixo depois que eu mudei dentro eu não tinha visto algumas dessas coisas em um longo tempo ... Ignorando a nostalgia, agarrei o computador e carregador e corri até o quarto principal.

Depois de dar o laptop alguns minutos de poder, eu inicializado-lo. Ele estava no windows XP e foi bastante o dinossauro tecnológico em comparação com equipamentos modernos, mas teve o Microsoft Office por isso era aceitável. Assim que o Windows concluiu a inicialização, uma mensagem de sistema apareceu na tela informando que novas fontes foram adicionadas ao cache de vídeo marcado, e se eu gostaria de verificar. Eu nunca tinha visto uma mensagem de sistema como este antes.

Fui levado para um arquivo oculto que exigia uma senha para acessá-lo. Revirando os olhos, eu mudei meu cursor para o x fora do programa quando, de repente, algo digitou a senha no para mim. Um pouco assustado neste momento, eu estava sugado para dentro da tela. Houve quatro vídeos, intitulados ELE.avi, UM.avi, DOIS.avi, e POR QUE.avi. Todos os quatro tinham miniaturas de um preto puro. Curioso, eu cliquei no arquivo intitulado ELE.avi. Eu nunca deveria ter feito isso.

O vídeo foi extremamente instável e granulado. Eu mal podia distinguir a figura de um homem amarrado a uma cadeira com algum tipo de uma corda metálica. Uma mulher, movendo-se como se estivesse flutuando no ar, sem mover um único osso em seu corpo, mas capaz de passar devagar ao redor da sala, entrou em cena. Para meu horror, ela trouxe uma faca e começou a lentamente cortar o homem. O homem gritou de dor brutal quando a mulher lentamente o cortou em pedaços. Sangue derramando de sua boca e todas as suas lacerações quando a mulher enfiou a faca mais profundamente. Sua roupa foi lentamente retirada de seu corpo e, depois de cada artigo foi removido, ela usou um isqueiro para queimar todos os cabelos recém-expostos em chamas. Coberto de queimaduras horríveis e terríveis cortes, o homem tinha parado de gritar e agora estava simplesmente chorando. Ele ocasionalmente gritou: "Por que?" Cada vez que ele o fazia, a mulher o esfaqueava novamente. Ela começou a rir quando o homem começou a vomitar sangue e entranhas. Ela pegou os pequenos pedaços sólidos do vômito com a faca e lentamente lambeu a faca, rindo como uma garotinha. Ela então começou a arrancar o olho esquerdo do homem enquanto ele ainda estava vivo. Eu não podia ver mais, então eu fechei o vídeo.

Abalado e horrorizado, eu cliquei em UM.avi. Eu tinha que saber o que estava acontecendo. Desta vez, era um rapaz jovem, de cerca de oito anos de idade, preso a cadeira. Ele parecia confuso e inocente. Eu balancei a cabeça e cai em lágrimas. Aquilo não devia estar acontecendo a aquele rapaz.

Este vídeo foi da mesma qualidade que o último, no entanto, o fundo era muito mais brilhante. Eles pareciam estar em uma casa abandonada, caindo aos pedaços e em ruínas. A mulher flutuava sobre o menino, assim como ela fez no último vídeo, e beijou-o suavemente no rosto. Ela lentamente trouxe lâmpadas de calor (a fonte do brilho mencionado antes) para o menino, um por um, até que o vídeo inteiro ficou branco. Depois de um tempo, a câmera foi escurecida para que o menino pudesse ser visto novamente. O olhar inocente, uma vez visto no início do vídeo se transformou em um olhar de dor. As lâmpadas de calor começaram a lentamente queimar suas roupas e pele. Bolhas e bolhas começaram a se formar rapidamente em sua pele quando ele gritou de dor. Tal como acontece com o homem no último vídeo, ele gritava "POR QUE?", E foi brutalmente atacado com um cinto cravejado com pedaços que pareciam ser de vidro quebrado. As bolhas começaram a ferver enquanto a criança foi assada vivo. Eventualmente, os gritos pararam e o menino caiu em convulsões. Neste ponto, a risada do último vídeo pode ser ouvida novamente, desta vez ainda mais alto. Ela, então, pegou uma faca e esculpiu "Eu mereci isso" no tronco da criança enquanto ele gritava. Eventualmente, o menino parou de se mover. Fechei naquele ponto.

Eu precisava ver o próximo. Eu tinha que testemunhar isso. Este teve que ser interrompido. Com essa determinação, eu cliquei em DOIS.avi. Desta vez, não havia ninguém preso à cadeira, em vez disso, um assento de carro infantil estava na cadeira, com o que parecia ser um recém-nascido firmemente amarrado dentro. Como os vídeos anteriores, uma mulher flutuava sobre a criança. Ela esfregou a cabeça e rapidamente saiu da câmera. Ela voltou com uma seringa e enfiou-a violentamente no corpo da criança. A seringa tinha líquido azul. O vídeo começou o avanço rápido. No começo, a criança parecia normal, feliz, sorrindo, e despreocupada.

Como o avanço rápido progredia, o menino crescia mais e mais desconfortável. Começou a tossir e chiar. Ele começou a vomitar um líquido branco e começou a chorar, quase como se ele estivesse dizendo "POR QUE?". Uma garrafa escura foi brevemente colocada na frente da câmera, estava escrito SUCO SABOROSO. A garrafa foi entregue a criança, um líquido azul que chiou quando atingiu o chão. Gritos horripilantes irromperam do bebê enquanto ele caiu em mais uma condição instável. Como a criança gritando cresceu mais perto da morte, a risada  dos vídeos anteriores apresentou-se, mas, desta vez, foi muito mais alta do que antes. Determinado a chegar ao fim, eu fixei meus olhos na tela, apesar do quanto eles estarem puxando a desviar o olhar. A mulher estava gritando em um alto riso. A mulher jogou a criança de cabeça tão duramente quanto podia para a parede. A cabeça da criança explodiu no momento do impacto, deixando vísceras cranianas e fluidos por toda a parede. O vídeo então ficou preto.

Tremendo, eu me forcei a clicar em POR QUE.avi. Antes do vídeo ser reproduzido, notei que este arquivo foi modificado na última hora. Quase cego pelo medo, eu engoli em seco e abri meus olhos. Desta vez, era apenas a mulher. Nenhuma outra pessoa estava presente. Ela estava de costas para a câmera e foi falando em um tom demoníaco. Não me lembro exatamente, mas aqui está uma transcrição parafraseada do que ela disse.

"Olá. Claramente agora você sabe que eu não sou a pessoa que você pensou que eu era. Sou uma mulher doente. Eu amo isso. Me faz tão feliz ver alguém morrer, especialmente pelas minhas mãos. Sei que você está assistindo isso, e eu sei que você está com medo. Os fantasmas de quem eu matei estão fervilhando em torno de você agora, dizendo-lhe para se afastar da tela, para salvar a si mesmo. Mas você ainda senta e assiste, esperando se há algum final feliz ou explicação razoável quanto aos eventos que você acabou de testemunhar. Não há efeitos especiais aqui, o que você viu foi real. Eu adoro assistir a este filme. Você estava tão desesperado por amor ... Você se apaixonou por uma serial killer. "

A mulher virou-se de imediato, e eu reconheci o rosto de minha esposa. Eu não poderia mesmo sentir a emoção neste momento. Eu não sabia o que pensar. Minha memória havia caído em pedaços. Eu não sabia onde eu estava, ou que eu tinha sido, ou o que eu estava prestes a passar. Tudo na minha vida morreu quando eu vi os olhos uma vez felizes e borbulhantes em minha esposa se tornarem insípidos e sem emoção. Um sorriso rastejou em seu rosto, que me faz tremer de mal-estar sobre a menor ideia disso.

"É bastante vergonhoso. Eu realmente amei. Nós tivemos essa paixão. Hehehe. Lembra-se do riso? Eu fiz você se apaixonar por mim. Eu te enganei. Eu menti para você. E, quer saber a melhor parte? Eu sabia você iria descobrir. Que eu não poderia manter o segredo para sempre. Eventualmente encontraria a chave para o porão da eventualmente, o cheiro se tornaria muito forte, eventualmente, a fundação decadente iria começar a derrubar a casa, e, eventualmente, você finalmente perceberia que os meus filhos nunca tiveram leucemia e que meu marido nunca me deixou ... Eu os matei. E, eles estão mais perto do que você pensa. Porque você acha que o porão cheira tão mal? Você pisou nos meus filhos e em meu marido mortos. Sente-se orgulhoso de si mesmo?

"Eu. .. "Eu sei que você está vendo isso. Acabei de fazer este vídeo. Eu sei o que você fez."

Eu comecei a abanar a cabeça, temendo o que eu sabia que estava prestes a acontecer. Um suor frio rastejou em cima de mim quando eu de repente senti dois olhos na parte de trás da minha cabeça. Eu estava paralisado.

"Aqueles sons que você está ouvindo não são os tubos. Vire-se".

Eu lentamente me virei e congelei quando eu vi os olhos psicóticos da minha esposa. Ela começou a rir.

Eu não sei o que aconteceu depois disso. Eu ouvi da polícia que as pessoas ouviram gritos vindos de minha casa durante a minha tentativa de assassinato e chamaram a polícia. Foi-me dito por médicos que fui violado com a ponta de uma chave de fenda e que ela colocou um bloco de gelo quente no meu colo. Eu estava amarrado a uma cadeira, a mesma que foi usada em vídeos anteriores, e tudo foi gravado. Todos os vídeos estão agora sob custódia policial, e eu me recuso a ver o meu.

Minha esposa foi dada a pena de morte. Eu estava presente na execução. Suas últimas palavras foram para me dizer que ela nunca iria me deixar, que ela sempre sabia onde eu estava, que ela nunca iria desistir de meu assassinato, e que ela nunca deixou um trabalho inacabado. Tinha certeza de que me dizer que eu iria vê-la novamente, que ela ia mandar outro servo para terminar o trabalho. Ela terminou por me dizer que eu nunca estaria seguro. Nunca.

Ela sobreviveu as primeiras três tentativas de injeção letal, mas morreu na quarta. Ela estava sorrindo, e ela riu como uma pequena colegial antes de morrer.

Eu fui través de uma terapia extensa, e, anos mais tarde, eu fui capaz de superar o trauma horrível que vi e experimentei. Eu ainda fazia seis números ao ano, eu fiz uma boa rede de amigos, e minha vida tem sido incrível. Eu me sinto realizado e bem sucedido, algo que eu nunca senti antes. Agora estou confiante. Tão confiante, de fato, que eu estou indo em um encontro hoje à noite com uma garota. Ela é bonita demais, com esse cabelo longo, escuro e vibrantes olhos verdes....





Princesinha do Papai
Papai me chama de sua princesa. Eu me sinto como uma também, especialmente quando estou usando uma coroa de princesa. Meu pai as faz para mim. Ele é um artista, veja você. De vez em quando, papai diz que tem um presente para mim. É uma caixa, geralmente envolto em muito papel brilhante com um arco em cima. Recebo com um grande sorriso no rosto. Eu rasgo o papel e abro a caixa e retiro o papel, barulhento, e meu sorriso fica ainda maior. É a mais nova coroa que papai fez para mim, tudo para mim, e é linda. Elas são sempre bonitas. Papai começou a fazer as coroas de princesa após minha mãe ir embora. Lembro-me de vê-la partir. Ela tinha uma mala grande e castanha. Eu ainda não sei por que ela não me disse adeus ou quando ela voltaria para casa. O papai diz que ela não vai voltar para casa, mas eu acho que ela vai, um dia. Eu me lembro quando o papai me deu o minha primeira, há dois anos. Eu tinha seis anos. Lembro-me antes de abri-lo, papai parecia assustado, como se tivesse com medo de que eu não gostar. Eu adorei, e eu usava todos os dias até que ele me deu a segunda. Eu tenho nove agora. Uma das minhas coroas favoritas tem peças de prata sobre ela. Papai me deu no ano passado. Eu adoro como ela brilha na luz do sol. Eu só vi como brilham na luz do sol que entra pela janela. Papai não vai me deixar levá-la lá fora. Ele não me deixa levar qualquer um dos meus brinquedos lá fora. Ele não quer que eles se quebrem. Quando eu estou com um amigo, papai garante todas as coroas de princesa estejam na sala de coroas. É onde ele ás mantém seguras. É onde ele as faz também. Eu nunca estive na sala de coroa, e eu tentei, mas papai sempre a mantém trancada, e eu não sei onde está a chave. Eu não estou autorizado a mostrar aos meus amigos as coroas porque o papai acha que vou quebrá-las ou um dos meus amigos vão roubá-las. É por isso que eu não posso dizer aos meus amigos sobre as coroas. Se eu realmente contar, ele nunca vai fazer outra, e ele vai jogar tudo fora. Eu não quero isso. Eu amo minhas coroas de princesa. "Hey princesa". Papai me diz com um sorriso. Ele diz: "Eu tenho um presente para você", e eu vejo a caixa atrás dele na mesa de jantar, tão brilhante com uma curva bonita em cima. Eu sorrio e corro para ele. Eu rasgo fora da curva do papel e abro a caixa. Eu retiro o papel ruidoso, papel fino e amarelo, até que eu vejo. É linda. Meu pai aponta o que ele fez com os dentes que ele arrancou do garoto da rua do lado, e como ele costurou a pele macia dele no interior da coroa, para que eu não machuque minha cabeça quando eu a colocar, ela é realmente linda, com esses dentes brilhantes. Eu á experimentei para ver o que ele queria dizer. Três dentes em cada lado, para caber confortavelmente entre os meus cabelos e manter a minha coroa da princesa nova no lugar. Eu olho no espelho. É bonita. Eu pareço uma princesa. Então eu percebo, essa coroa ainda tem sangue nela. Eu tiro a coroa fora e olho para o papai. Normalmente, ele é o único que tem permissão para limpar ela. Ele sorri e acena com a cabeça, o que significa que ele deixou o sangue só para mim. Eu escolho a carne com os dentes, eu como um pedaço da gengiva, é azedo mas, é gostoso... Então eu olho para o papai, que sorri de volta para mim. Eu amo o meu papai. Eu sou sua princesa.








Fonte: http://www.creepypasta.com/daddys-princess/